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16/10/2020

A engenharia que alimenta o mundo

O mundo sofreu um acelerado processo de urbanização. A vida no campo foi se tornando apenas uma nostálgica lembrança na realidade de muitos que sonhavam com o progresso nas grandes cidades. As revoluções industriais foram acontecendo e a produção de alimentos obrigatoriamente seguiu o rumo tecnológico sem o qual seria insustentável para o desenvolvimento urbano.
 
Imagem: Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Trabalhamos porque precisamos comer e comemos porque precisamos viver! Parece tão trivial que pode até soar supérfluo, porém essa é a lógica fundamental da existência da indústria de alimentos, que precisou evoluir por uma demanda sufocante de uma população cada vez mais urbana. Essa demanda fez com que a própria indústria também demandasse, das academias, profissionais mais bem qualificados de modo a sanar o maior número possível de problemas relacionados ao processamento de alimentos. Assim surgia o engenheiro de alimentos, um profissional que reunia conhecimentos da composição química, caracterização físico-química, microbiológica e nutricional de alimentos, bem como do dimensionamento de equipamentos e instalações industriais visando a produção de alimentos e bebidas a uma típica escala industrial. Assim a indústria se encontraria em uma posição mais confortável diante de sua missão, uma vez que o saudoso campo deixara de ser o único e suficiente provedor.

 
O engenheiro de alimentos emprega métodos tecnológicos com o intuito de preservar as características sensoriais e nutricionais do produto, primando pela inocuidade e garantindo que o alimento chegará com qualidade suficiente à mesa do consumidor. Para tanto, o profissional deve mergulhar num universo de legislações, estudos científicos, protocolos tecnológicos, literatura das ciências de alimentos e até mesmo de consultas técnicas a outros profissionais ligados não só ao processamento de alimentos como também aos diversos meios de cultivo na produção primária.
 
Conforme resolução nº 218 de 29 de junho de 1973 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, compete ao engenheiro de alimentos o exercício de todas as atividades típicas de engenharia referentes à indústria de alimentos; acondicionamento, preservação, distribuição, transporte e abastecimento de produtos alimentares; seus serviços afins e correlatos. No momento pandêmico vivido por nossa sociedade predominantemente urbana, a distribuição e o transporte de alimentos têm sido uma grande prioridade. Milhões de residências, hospitais e outras repartições dependem de uma logística de distribuição de alimentos onde, em decorrência do grave momento, se espera que seja infalível!
 
Neste 16 de outubro, onde se comemora o Dia Mundial da Alimentação quando no ano de 1945 foi criada a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), aqui no Brasil também se comemora tradicionalmente o Dia do Engenheiro de Alimentos. Como engenheiro de alimentos, formado pela Universidade Federal do Tocantins e servidor público federal da Secretaria de Aquicultura e Pesca do MAPA, quero aqui homenagear a todos que carregam o título de uma engenharia cuja missão é a de distribuir alimentos de qualidade a milhares de casas, sabendo que com isto está se distribuindo saúde e consequentemente contribuindo para o fortalecimento da economia de um país que é visto como o celeiro do mundo.
 
Parabéns, benquistos colegas ENGENHEIROS DE ALIMENTOS de todo o Brasil!
 
Julio Cezar Paixão é Engenheiro de Alimentos, mestre em ciência e tecnologia de alimentos e atualmente é engenheiro na Divisão de Aquicultura e Pesca do MAPA no Tocantins.

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