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28/09/2020

Queimadas: amiga ou vilã do homem do campo?

Imagem: Arquivo pessoal
Imagem: Chryss Ferreira Macêdo

Este é um assunto polêmico, e muito debatido nacionalmente pelas TVs e mídias digitais, principalmente no período de estiagem das chuvas, sejam as ocorrências das queimadas naturais ou provocadas pela ação humana. Um procedimento comumente praticado há várias décadas, em todo o mundo, principalmente na zona rural como método de baixo custo, com grande rapidez na limpeza do solo para “prepará-lo” para um novo plantio, renovar pastagem, fertilidade ao solo, entre outros usos.


Mas afinal, as queimadas são boas ou ruins para o solo, meio ambiente e a minha saúde?

Os pontos positivos para esta prática, são que no solo as cinzas das queimadas são compostas por diversos tipos de nutrientes, por exemplo, cálcio, magnésio, nitrogênio, fósforo, dentre outros, que auxiliam na fertilidade do solo, sendo praticado por diversos agricultores em várias culturas, o que favorece o crescimento das plantas, a um curto prazo.

Já os pontos negativos, é que no solo pode trazer na verdade malefícios e sérias consequências com seu uso recorrente, como a eliminação de nutrientes que são fundamentais para qualquer tipo de cultivo, como o nitrogênio, potássio e fósforo, além de matar os microorganismos imprescindíveis para o desenvolvimento das plantas. Remoção da serapilheira a proteção do solo, propicia o aumento de perda do solo facilitando o processo erosivo, surgimentos de voçorocas e assoreamento de rios, córregos, entre outros.

Ainda as cinzas das queimadas, alteram a composição química do solo, e quando chega a chuva, essas substâncias são  levadas até as águas superficiais e subterrâneas, contaminando-as, isto, em grandes concentrações, pode causar intoxicação de espécies aquáticas, redução de oxigênio e ainda aumentar o pH da água, levando não somente a morte dos peixes e plantas aquáticas, mas também da vida no rio ou córrego, por exemplo.  

Para o meio ambiente, além do que já foi citado acima, também destrói o habitat (casa) de diversos animais e plantas, com perdas irreparáveis, pois cada indivíduo é único, e ainda contribui para o processo de extinção diversas espécies e reduz a umidade do solo, o que facilita o processo de compactação e desertificação.  

Para a nossa saúde, no processo de queimada, são liberados no ar diversos poluentes como: monóxido de carbono, o dióxido de nitrogênio e o enxofre. Além de partículas liberadas pelas plantas queimadas, como a dioxina, que se inalada por um longo período e em grande concentração pode levar ao câncer. Ainda pode provocar ou agravar doenças respiratórias como asma, bronquite, conjuntivite, irritação dos e olhos e da garganta, nariz entupido, alergias na pele, falta de ar e causar uma desordem cardiovascular.

O agricultor deve analisar todos os prós e contras de utilizar esta técnica em sua propriedade, bem como o impacto que isto pode provocar ao solo, ao rio, aos peixes, aos nutrientes para as plantas. E reforço que o agricultor precisa que seu solo seja rico e que esteja com boa “saúde” para que possa produzir, e claro, avaliar e o que isto pode impactar a saúde das pessoas, que podem ser seus familiares ou pessoas da comunidade ao seu redor. E se realmente for necessário a utilização da queimada, em casos de emergência fitossanitária, por exemplo, seja solicitado a um órgão estadual ambiental competente, onde serão considerados alguns pontos, como para a ocorrência desse procedimento, seja feito fora do período de seca e de forma controlada, será também avaliado previamente por um profissional competente, que irá analisar a velocidade do vento, temperatura e umidade relativa do ar, teor de umidade do solo e do ar, e a quantidade de material morto ou seco a ser queimado, para impedir que atinja outras propriedades, ou tome uma proporção que o mesmo fique fora de controle.

Cuide de você, do próximo e do meio ambiente. A vida agradece!

 

Chryss Ferreira Macêdo é Mestra em Engenharia Ambiental, Especialista em Gestão Pública e Sociedade - Economia Solidária e Especialista em MBA Perícia, Auditoria e Gestão Ambiental. Graduada em Licenciatura em Biologia e Graduada em Gestão Ambiental. 

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