Incêndios ambientais: Como evitar e enfrentar o transtorno em fazendas

Com a chegada do período mais quente do ano, aumenta também os riscos de incêndio, que podem causar danos expressivos para as propriedades rurais. Pensando nisso, organizamos dicas divulgadas inicialmente pelo grupo de Mulheres do Agronegócio Tocantinense (MAT), que podem contribuir para o sucesso no enfrentamento ao incêndio ambiental.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), que faz a análise via satélite, no primeiro semestre de 2019 até o dia 31 de julho foram registrados 4100 focos de incêndio no Tocantins. A previsão é que os meses com maior risco sejam em agosto e setembro, visto dados dos anos anteriores e, embora no mês de setembro o risco seja maior, o ano de 2018 registrou o número mais baixo de incêndios desde 1998, com a marca de 1796 focos.

Ainda de acordo com o Inpe, os municípios tocantinenses com situação de risco decretada são: Lagoa da Confusão, Formoso do Araguaia, Paranã, Mateiros, Pium, Ponte Alta do Tocantins, Goiatins, Lizarda, Rio Sono, Arraias e Palmas.

Flávia Fioravante, proprietária de uma fazenda no município de Santa Fé do Araguaia (TO), afirma que realiza a prevenção na fazenda, no entanto, afirma que ainda está longe do ideal de prevenção que ela quer alcançar. “Quero imprimir essas dicas e fixá-las em vários pontos da fazenda, pois são muito importantes, além disso, quero trabalhar com a consciencialização em escolas, igrejas e assentamentos”, relata a proprietária.

“Os incêndios em fazendas podem acontecer de várias formas: uma pessoa que por maldade joga toco de cigarro na margem da estrada ou até mesmo ateia fogo no campo, pode vir a partir do atrito entre pedras ou do atrito da máquina com as pedras. O mais importante para se prevenir é saber bem a causa”, complementa Flávia.

O Corpo de Bombeiros Civil do Estado do Tocantins informou que, uma vez acionado, ele irá contactar o Sistema Integrado de Operações (SIOP), que a partir da demanda, aciona a brigada de incêndio municipal, que deverá acompanhar todo o processo de controle do incêndio ambiental.