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09/12/2019

Adapec alerta: vacinação contra brucelose e riscos em animais e humanos

Por Welcton de Oliveira | com edições do Tocantins Rural

Com a saúde todo cuidado é pouco e a vacinação vem como uma grande prevenção para o bolso do produtor. 

A brucelose é uma doença infecto-contagiosa crônica provocada por bactérias do gênero Brucella, que atinge bovinos, bubalinos, suínos, caprinos, ovinos, entre outros, e pode ser transmitida para humanos. Por essa razão, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) alerta o produtor rural para a importância da vacinação e o cuidado no contato com animais. Além disso, é indicado atenção ao consumir produtos de origem animal.

O meio mais eficaz para prevenir a zoonose é vacinar bezerras fêmeas (bovinas ou bubalinas) de 3 a 8 meses de idade, utilizando a vacina cepa B-19, que só deverá ser aplicada por um médico veterinário ou auxiliar de vacinador cadastrado pela Agência. Além disso, é preciso ter o controle dos animais que entram na propriedade, realizando exames de rotina para brucelose, e adquirindo apenas animais que tenham sido vacinados e que obtiverem resultados de exame negativos para brucelose.

“É importante destacar que a comprovação da vacinação contra brucelose deve ser feita semestralmente, em um dos escritórios locais da Adapec. Fêmeas que por algum motivo não foram vacinadas com a idade de 3 a 8 meses, deverão ser vacinadas com a vacina RB-51, ficando a ficha de movimentação de bovinos (ou bubalinos) bloqueada até a comprovação da vacinação”, afirma a técnica responsável pelo Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PECEBT), Carolina Silveira.

Segundo o gerente de sanidade animal da Adapec, Sérgio Liocádio, os meios de transmissão da doença entre os animais ocorrem, principalmente, por meio do contato direto com as secreções de animais contaminados; instalações (cercas, currais, baldes); ingestão de pastagem e água contaminadas e sêmen e/ou material contaminado (inseminação artificial ou cobertura).

Já a transmissão para o ser humano pode ocorrer pelo contato direto com o feto abortado, placenta e outras secreções eliminadas do útero da fêmea doente, principalmente durante auxílio ao parto e no manusear de carnes e miúdos de animais doentes. Outras formas são: consumir leite cru e derivados como queijo, manteiga e coalhada fabricados com leite de animais infectados que não passaram pelo processo de pasteurização e inspeção sanitária, e ainda, comer carnes mal cozidas ou mal assadas, contaminadas.

“A brucelose está controlada no Tocantins, graças à dedicação dos produtores rurais que vêm vacinando as bezerras no tempo certo e também ao trabalho de educação sanitária com palestras sobre esta zoonose”, disse o presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha, relembrando que a segunda etapa da vacinação contra a brucelose termina no dia 31 deste mês, e espera manter os bons índices vacinais que o Estado vem tendo nos últimos anos.

Sintomas da brucelose animal 

Os sintomas mais comuns da brucelose em bovinos são: aborto no terço final da gestação; morte de bezerros recém-nascidos; nascimento de bezerros fracos; retenção de placenta; corrimento vaginal, devido à inflamação no útero; repetição de cio; queda na produção de leite e mastite (inflamação do úbere). Já nos machos, o sinal mais comum é a inflamação dos testículos (orquite). “É uma doença que traz sérios prejuízos econômicos para o produtor rural”, destaca Carolina Silveira.

Dados

Em 2019, o Tocantins registrou um caso de brucelose em bovino. E, no primeiro semestre deste ano, foram vacinadas 440.815 bezerras entre três e oito meses de idade, atingindo 95,97% das bovídeas em idade vacinal.

Conforme o último inquérito realizado em 2014/2015, o índice de prevalência para focos da brucelose no Tocantins caiu de 21,22% em 2002 para 6,42% em 2015. Já o índice de prevalência animal ficou em 2,21%.

 

Foto: Adapec

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