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11/08/2020

Agronegócio Tocantinense em tempos de pandemia

Por Giovana Jardim/ Tocantins Rural

Enquanto a procura pelo mel e própolis aumentam, os pequenos produtores de hortaliças sofrem

No atual cenário do agronegócio tocantinense, em virtude da pandemia do Covid-19, muitos setores foram prejudicados pela falta de demanda. Um exemplo é a agricultura familiar, que pela lei 11.947 de 16 de junho de 2009, do programa nacional de alimentação escolar, 30% do valor repassado aos estados e municípios, devem ser utilizados para compra direta de agricultores familiares.

Com as escolas fechadas, a dificuldade da venda dos produtos aumentaram, e de acordo com Paulo Palmeira, produtor de hortaliças, temperos artesanais e cachaça, da cidade de Combinado Tocantins, as vendas destinadas ao PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) foram reduzidas a zero. “PNAE era uma renda de maior confiança que tínhamos, mas com a situação ela acabou”, comentou.

Tentando reinventar os modos de venda, Paulo chegou a tentar trabalhar com delivery, mas não deu certo.

 

Produtor de cachaça artesanal, Paulo Palmeira também faz parte da Cooperativa dos produtores de cachaça da região sudeste do Tocantins, ele afirma que a situação ficou drasticamente complicada, pois estavam montando uma campanha para reerguer a cooperativa e poder distribuir o produto para os pontos turísticos do Estado, porém no momento que iam lançar o plano , a pandemia deu início. “ Estamos passando dificuldade, tirando dinheiro do nosso próprio bolso para manter a cooperativa aberta”.

Cachaça Artesanal Palmeira
Cachaça Artesanal Palmeira

 



Por outro lado, o setor da apicultura teve um aumento considerável no consumo e o quilo de mel obteve alta de mais de 40% no preço pago ao apicultor. Aliado ao sistema imunológico, a própolis também teve uma grande procura neste período de pandemia, segundo o produtor Antonildo Alexandre, ele nunca havia vendido tanto própolis quanto agora. “No período final de abril e início de maio, eu vendi em torno de 200 frascos de própolis, se não fosse a pandemia, eu não teria vendido essa mesma quantidade” comentou o apicultor.

Produtos do apicultor Antonildo
Produtos do apicultor Antonildo

 



De acordo com Jailon Neves, apicultor da cidade de Guaraí, para a apicultura não houve nenhum impacto negativo, pelo contrário, o consumo foi triplicado. “Antes vendíamos 700kg a 1 tonelada por mês, hoje vendemos de 1500 kg a 2 toneladas por mês”.


Mercado do feijao no Tocantins

 

Com a diminuição da produção do feijão, o valor do grão aumentou e consequentemente a saca ficou mais cara. Porém a demanda pelo alimento não diminuiu, segundo o produtor Guilherme Rosa, proprietário de uma fazenda em Pium, quem produziu feijão este ano se deu bem. “Nós que produzimos o grão, estamos tendo muita procura e o mercado tem se mantido considerável”.

 

Com supervisão de Sarah Pires

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