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24/01/2020

Animais peçonhentos: Norte do Tocantins registra 55 acidentes em 2020

da redação

A maioria dos casos envolve picadas de cobras; saiba como se prevenir

O número de acidentes envolvendo animais peçonhentos no norte do Tocantins em 2020 já chegou a 55. De acordo com dados do Hospital de Doenças Tropicais (HDT) de Araguaína, que concentra as notificações na região, a maior parte dos casos envolve picadas de cobras. A quantidade aumenta durante o período de chuvas porque as serpentes acabam indo parar dentro de cidades a procura de abrigo.

Os casos foram ainda incluídos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na lista das doenças tropicais negligenciadas que acometem, na maioria das vezes, populações pobres que vivem em áreas rurais. 

Só neste ano, foram 19 incidentes envolvendo cobras, 7 com aranhas e 4 casos causados por escorpiões. Em todo o ano passado foram mais de 900 registrar e a liderança também ficou com as serpentes, que estavam presentes em 236 das situações.

Uma das vítimas foi o gesseiro Valdimiro Oliveira, que acabou picado por uma cobra quando foi pescar durante a noite com o tio em uma represa. "No caso, se for andar tem que estar bem calçado. É bom calçar uma bota e mais uma caneleira", conta ele. O gesseiro segue internado no HDT.

"Nós moramos em uma região que possui uma oscilação climática muito grande. Chove demais em uma época do ano, seca demais em outra", explica o biólogo Mário Júnior Saviato acrescentando que na época da chuva "ela busca abrigo, ela não gosta da água".

 

Como se prevenir de acidentes

Nem toda picada leva ao envenenamento, isso porque algumas espécies não possuem presas ou estão localizadas na parte de trás da boca, o que dificulta a injeção da toxina. No entanto, cuidado é importante, sobretudo na área rural. O Ministério da Saúde recomenda como prevenção:

- Usar botas de cano alto ou perneiras de couro (podem evitar 80% dos acidentes);

- Utilizar luvas de aparas para manusear folhas secas, lixo, etc (15% das picadas são nas mãos e antebraços);

- Cuidado ao mexer em pilhas de lenha e palhadas de feijão, milho ou cana (cobras se abrigam em locais quentes, úmidos e escuros);

- Manter paióis e terreiros limpos, não deixar acúmulo de lixo e fechar buracos em muros e frestas de porta (onde há rato, há cobra);

- Não deixe o mato alto ao redor das casas (isso serve de abrigo a pequenos animais que servem de alimento para cobras);

 

O que fazer em caso de acidentes

- Lavar o local da picada apenas com água e sabão;

- Manter o paciente deitado e hidratado

- Procurar o serviço médico mais próximo

- Se possível, levar o animais para identificação

 

O que NÃO fazer em caso de acidentes

- Não fazer torniquete ou garrote

- Não cortar ou perfurar a região da picada

- Não colocar folhas, pó de café ou outros contaminantes

- Não beber bebidas alcólicas ou outros tóxicos

 

Fonte: Ministério da Saúde e G1 Tocantins | Foto: Roberto Loffel/SAÚDE é Vital

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