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04/11/2020

Brasil busca mais espaço no mercado do algodão na Tailândia

Por Aline Merladete/ com edições do Tocantins Rural

A participação do Brasil hoje é de 15%

Um dos dez maiores importadores de algodão do mundo, a Tailândia, foi a parada de hoje (04) da “maratona” diplomática de promoção do algodão brasileiro, que vem sendo empreendida no escopo das iniciativas do projeto Cotton Brazil.

Lançado no final do ano passado pela Associação Brasileira do Produtores de Algodão (Abrapa), com a Apex Brasil e o apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), seu objetivo é ampliar mercados para a pluma nacional na Ásia, para fazer do país o maior exportador mundial de algodão até 2030. O posto hoje é ocupado pelos Estados Unidos. Essas reuniões vêm sendo realizadas desde o mês de agosto, em cada um dos nove países-foco do projeto: China, Bangladesh, Vietnam, Turquia, Paquistão, Indonésia, Índia, Tailândia e Coreia do Sul.

Os números da cotonicultura do Brasil, assim como seus diferenciais competitivos em qualidade, sustentabilidade e produtividade foram apresentados à embaixadora em Bangkok, Ana Lucy Gentil Cabral Petersen, ao chefe do departamento de promoção e comercialização da embaixada, Willian Santos, e à adido agrícola Maria Eduarda Serra Machado. A Abrapa presidiu o encontro, com parte dos seus representantes falando, mais uma vez, da sede da embaixada brasileira em Singapura, onde a entidade foi ciceroneada pelo ministro conselheiro Daniel Pinto.

De acordo com Marcelo Duarte, diretor de relações internacionais da Abrapa, baseado no escritório da entidade em Singapura, o Brasil tem condições de ganhar mais espaço na Tailândia, onde hoje a sua participação de mercado é de 15%.

A presença física no mercado asiático e o corpo a corpo que espera fazer, tão logo as circunstâncias permitam, serão muito importantes na meta do projeto.

O projeto Cotton Brazil será oficialmente lançado no início de dezembro, e comporta, além do recém-aberto escritório de representação da Abrapa na Ásia, ações de marketing, inteligência de mercado e de comunicação na língua local e em inglês em cada uma das praças onde atuará.

A embaixadora, Ana Lucy,  contextualizou a situação da Tailândia na pandemia, marcada por um relativamente baixo número de casos e de mortes. Contudo, a covid, segundo ela, afastou os visitantes. O turismo é a maior vocação econômica do país, e representa cerca de 20% do PIB.

Para Ana Lucy Petersen, dar início aos trabalhos de relações internacionais em um contexto como o atual dá à Abrapa uma certa vantagem, uma vez que a atenção será muito disputada “quando as coisas voltarem a abrir”.

Petersen falou que será interessante ter um novo produto do agro a ser promovido na região. A embaixadora e o corpo diplomático na Tailândia se comprometeram a envidar esforços para ajudar na divulgação da pluma nacional, e colocaram a embaixada à disposição de produtores e exportadores para isso.

Fonte: Agrolink

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