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06/09/2019

Conheça: Embrapa disponibiliza novo serviço de identificação de tambaqui

Da Redação

Segundo a Embrapa, cada piscicultor poderá enviar até 48 amostras de, preferencialmente, peixes reprodutores. 

Já está disponível para os criadores brasileiros de tambaqui o serviço técnico para saber se as matrizes são puras ou híbridas (fruto de cruzamento com outra espécie) e se possuem algum grau de parentesco entre si.

Essas informações são importantes para o bom desempenho técnico da criação e serão geradas por meio de ferramentas genômicas desenvolvidas pela Embrapa. A nova metodologia é um dos resultados do projeto BRS Aqua.

Na última quinta-feira, 04, os produtores de alevinos de tambaqui dos estados de Rondônia, Amazonas, Roraima, Mato Grosso, Tocantins, além de associações de piscicultores, como a Peixe BR, conheceram a ferramenta na Embrapa Pesca e Aquicultura, em Palmas.

Para Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Piscicultura Peixe BR, a nova tecnologia deve mudar o negócio de peixes nativos no Brasil. “Sem dúvida, pode ser uma das ferramentas para incrementar o setor”, acredita ele.

Como acessar o serviço

O piscicultor deverá entrar em contato com a Embrapa, pelo e-mail alexandre.caetano@embrapa.br, e iniciar o processo de contratação do serviço por meio de carta-proposta.

Os reprodutores e as matrizes a serem analisados devem estar identificados individualmente com chip eletrônico e ter parte da nadadeira coletada segundo procedimentos técnicos pré-estabelecidos. Após a assinatura do contrato, o material será remetido à Embrapa, que fará as análises e devolverá ao produtor uma planilha com informações sobre o grau de parentesco entre os animais e de pureza de cada um, além de orientações para uso das informações.

De acordo com Alexandre Caetano, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o controle de pedigree é um dos principais desafios enfrentados hoje pelos criadores de tambaqui no Brasil. O cruzamento entre parentes próximos (meios-irmãos, irmãos ou primos) pode causar perdas de até 25% dos alevinos, e de até 30% na produção dos sobreviventes, na fase da engorda.

“Devido à falta de boas ferramentas e processos adequados para o controle genealógico de reprodutores, os produtores de alevinos podem frequentemente efetuar acasalamentos entre peixes aparentados e, consequentemente, gerar animais com deformações e baixo desempenho produtivo”, explica Caetano. 

Ele explica ainda que cada piscicultor poderá enviar até 48 amostras de, preferencialmente, peixes reprodutores. “Os resultados serão úteis para orientar acasalamentos e assim evitar perdas na alevinagem e o nascimento de animais com deformações e baixo desempenho produtivo na engorda”, afirma o pesquisador.

Fotos: Siglia Souza e Claudio Bezerra

Fonte: Embrapa

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