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16/12/2019

COP25 propõe metas ambiciosas para 2020; ministro diz que "não deu em nada"

da redação

A 25ª Conferência das Partes aprovou documento sobre emissões neste domingo, 15

A Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU) já tem documento final acerca da ambição climática em 2020 e do cumprimento do Acordo de Paris, que limita ações dos países para impedir que a subida da temperatura média do planeta neste século ultrapasse 1,5 graus. O acordo, intitulado "Chile-Madrid, hora de agir", foi definido no domingo, 15, quase dois dias após o dia marcado para encerrar a 25ª Conferência das Partes (COP25) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas.

O documento foi aprovado pela presidente da COP25, a chilena Carolina Schmidt, após um tenso debate com o Brasil que, inicialmente, não aceitou dois parágrafos incluídos no acordo sobre oceanos e uso da terra.

O acordo final da COP25 estabelece que os países terão de apresentar em 2020 compromissos mais ambiciosos para reduzir as emissões (as chamadas Contribuições Nacionais Determinadas) para enfrentar a emergência climática.

Segundo o acordo, o conhecimento científico será "o eixo principal" que deve orientar as decisões climáticas dos países para aumentar a sua ambição, que deve ser constantemente atualizada de acordo com os avanços da ciência. O texto inclui "a imposição" de que a transição para um mundo sem emissões tem de ser justa e promover a criação de emprego.

O acordo também reconhece a ação climática de atores não-governamentais, a quem convida a aumentar e generalizar estratégias compatíveis com o clima.

As várias delegações, de 200 países, não conseguiram chegar, na sexta-feira, 13, a acordo sobre como impulsionar as metas do Acordo de Paris. As organizações ambientalistas acusaram a presidência chilena de estar cedendo aos interesses dos países poluidores, como os Estados Unidos e o Brasil.

 

"Não deu em nada" afirma ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles

Em sua conta no Twitter, Salles disse que os países ricos não querem abrir seus mercados de créditos de carbono. “Exigem medidas e apontam o dedo para o resto do mundo, sem cerimônia, mas na hora de colocar a mão no bolso, eles não querem. Protecionismo e hipocrisia andaram de mãos dadas, o tempo todo”, diz.

 
Com informações de Agência Brasil | Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil

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