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25/10/2019 - Atualizado em 01/11/2019

Energias solar e eólica alimentarão quase 50% da rede mundial até 2050

Da Redação

 

Tocantins também estuda programa sobre eficiência energética. Relatório diz que as energias eólica ou solar representam agora a opção mais barata para adicionar nova capacidade de geração de energia elétrica. 

 

Reduções significativas nos custos de tecnologias de energia eólica, solar e baterias resultarão em uma rede alimentada quase pela metade pelas duas fontes de energia renovável com maior crescimento até 2050, segundo as últimas projeções da Bloomberg NEF (BNEF) divulgadas pela agência Bloomberg. No relatório New Energy Outlook 2019 (NEO), a BNEF projeta que essas tecnologias garantirão que – pelo menos até 2030 – o setor de energia elétrica fará sua parte para impedir que a temperatura global suba mais de 2 graus Celsius.

O NEO compara anualmente os custos entre tecnologias de energia elétrica por meio de uma análise do custo nivelado de eletricidade. Este ano, o relatório conclui que, em cerca de dois terços do mundo, as energias eólica ou solar representam agora a opção mais barata para adicionar nova capacidade de geração de energia elétrica. A demanda de eletricidade deve aumentar 62%, resultando em um aumento de quase o triplo da capacidade de geração global entre 2018 e 2050. 

Segundo o NEO, o papel do carvão no mix global de energia cairá de 37% hoje para 12% até 2050. Já o uso de petróleo como fonte de geração de energia elétrica será praticamente eliminado. A energia eólica e a solar crescem dos atuais 7% para 48% em 2050. Os percentuais de energia hidrelétrica, gás natural e nuclear permanecerão semelhantes aos de hoje.

O crescimento projetado de energias renováveis até 2030 indica que muitos países poderão seguir uma trajetória na próxima década que possibilite manter o aumento da temperatura mundial no limite de 2 °C ou menos, e isso é possível mesmo sem subsídios diretos adicionais para tecnologias existentes, como solar e eólica.

Tocantins

Já no Tocantins, há a possibilidade de ser implantado um projeto de eficiência energética. A meta dos investidores é conhecer as oportunidades e desafios do Tocantins e buscar maneiras de colaborar com suas expertises e capacidade de investimento com o governo a fim de implantar programas de energia, eficiência energética, iluminação pública, cidades e prédios inteligentes e geração de energia solar ou resíduos sólidos. A proposta está em fase de estudo de viabilidade econômica e conta com o apoio do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapt).

“O governo por meio da Fapt, prepara um projeto de energia solar no Estado a fim de reduzir os custos da energia elétrica dos órgãos públicos, que gasta em torno de R$ 50 milhões por ano. Para isso é necessário que a implantação do projeto de energia sustentável ocorra em todo o Estado por meio de parceria público privada, explica o presidente da Fapt, Márcio Silveira.

Brasil – Projeto de lei

O projeto de lei (PLS 384/2016), do ex-senador Agripino Maia, estuda a instalação de parques eólicos e solares para a produção de energia elétrica em assentamentos da reforma agrária continua. O projeto prevê a produção de energia de forma complementar às atividades agrossilvipastoris ou extrativistas, desenvolvidas no imóvel rural. A autorização do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) só pode ser concedida se a exploração dos recursos para a geração de energia envolver mais de 30% da área do imóvel.

Para Rodrigo Sauaia, representante da associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, a energia renovável está mais barata e pode beneficiar propriedades rurais.“É mais barato para o produtor rural gerar energia com fonte solar ou eólica do que instalar um gerador a diesel na propriedade. A zona rural representa 5% em quantidade de projetos e mais de 9% em investimentos em potência instalada. É uma fração importante e crescente. Sistemas fotovoltaicos são usados para irrigação, bombeamento de água, piscicultura, resfriamento de processos produtivos, iluminação, cercas elétricas... São inúmeros benefícios dessa tecnologia no campo” — afirmou.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a fonte eólica responde por 9,1% da capacidade instalada, enquanto a solar arca com 1,3%. A previsão é de que a eólica alcance 12,7% e a solar chegue a 4,1% em 2027. O PLS 384/2016 foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente em 2017 e aguarda a votação do relatório do senador Wellington Fagundes (PL-MT), na CRA. 

Com informações da Agência Senado, Iris Brasil e Fapt (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado, jornalista Geórgya Laranjeira Corrêa)

Foto: Divulgação

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