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29/11/2019

Exportação: falta para mercado interno e presidente afirma que preço da carne bovina pode cair em cerca de quatro meses

da redação

Para comentarista, compra interna pode diminuir e mercado asiático não é duradouro

Durante uma transmissão ao vivo no Facebook, nesta quinta-feira, 28, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o preço da carne bovina pode cair em três ou quatro meses, segundo estimativa da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. "O pessoal está reclamando do preço carne e com razão, já que os preços subiram muito. O mundo começou a comprar mais do Brasil, e está faltando para colocar na prateleira dos supermercados", disse. 

Segundo o presidente, não é um alternativa do governo tabelar o valor da carne para controlar os preços. "Não podemos aqui tomar medidas que não deram certo em nenhum lugar do mundo, como exportar menos para abastecer o mercado interno. A nossa política é mercado aberto, e logicamente os pecuaristas estão sendo favorecidos com o cenário", alertou ele. 

Bolsonaro também enfatizou que a alta na demanda está sendo puxada pela China, principalmente em decorrer da peste suína africana, que dizimou metade do rebanho de suínos do país asiático. 

Histórico de alta 

De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), em menos de três meses, alguns cortes registraram alta acima de 50%. Para os pecuaristas, os preços atingiram os maiores valores da história, com sucessivos recordes. O preço saiu de R$ 155,70 no início de setembro e atingiu R$ 231 nesta semana, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No entanto, há consultorias que já relatam que a arroba do boi gordo atingiu R$ 235 em algumas regiões do país.

Bolsonaro afirmou ainda que apesar do momento de escassez do produto, pecuaristas estão trabalhando para aumentar a produtividade e produção. “ O pecuarista está buscando modo de aumentar a sua produtividade para atender não somente a demanda externa mas do mercado interno também’. 

Controvérsia

A oferta e o consumo de proteína animal deram uma reviravolta em 2019. Com a peste suína africana, pela primeira vez, a carne de frango passou a ser a proteína mais consumida do mundo. A atenção do mercado precisa ser voltada para o mercado interno onde a demanda é maior, afirma comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud. Ele explica que a necessidade da China é aproximadamente seis vezes maior do que o Brasil tem para oferecer, exigindo dos brasileiros grande parte da produção nacional. O resultado disso seria a alta nas cotações que poderiam diminuir a compra interna. “Caso as cotações subam ainda mais, o consumo interno cai, o que não é bom, já que esse cenário asiático não é duradouro”.

 

Foto: AEN-PR/divulgação

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