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02/09/2020

Índice de Preço ao Produtor sobe 3,22% em julho

da redação

Em relação a junho, os preços dos alimentos tiveram variação média de 3,69%, o maior aumento desde março

Em julho de 2020, os preços da indústria subiram 3,22% em relação a junho do mesmo ano, a maior variação positiva da série, iniciada em janeiro de 2014. O acumulado no ano atingiu 7,28%. Na comparação com julho de 2019, a variação de preços foi de 11,13%. Em julho, 21 das 24 atividades apresentaram variações positivas de preços, contra 10 do mês anterior.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede a evolução dos preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange informações por grandes categorias econômicas, ou seja, bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis e semiduráveis e não duráveis).

Alimentos

Em relação a junho, os preços dos alimentos tiveram variação média de 3,69%, o maior aumento desde março (4,23%). Com isso, até julho, a variação acumulada no ano foi de 12,03%, segunda maior taxa da série no mês,
perdendo para julho de 2012 (12,09%). Por fim, na comparação com julho de 2019, os preços mais recentes estavam 23,78% maiores.

O destaque dado ao setor se deve ao fato de ter sido a segunda maior variação de preços, na perspectiva do acumulado em 12 meses e de, em termos de influência, ter sido a primeira nos três indicadores calculados: em
relação ao mês anterior (0,90 p.p., em 3,22% da variação das indústrias extrativas e de transformação), acumulado no ano (2,83 p.p., em 7,28%) e acumulado em 12 meses (5,24 p.p., em 11,13%).

Os quatro produtos de maior influência no resultado de julho contra junho – responderam por 2,21 p.p., em 3,69% – foram: “açúcar VHP (very high polarization)”, “carnes e miudezas de aves congeladas”, “resíduos da extração de soja” e “óleo de soja em bruto, mesmo degomado”. Desses produtos, apenas “açúcar VHP (very high polarization)” aparece em destaque em termos de variação.

O aumento de preços do açúcar esteve atrelado ao aquecimento do mercado externo, não podendo perder de vista a depreciação do real. Em julho, a depreciação foi de 1,6%, mas o acumulado em 2020 atingiu 28,5% e entre julho
de 2019 e julho de 2020, 39,7%. Essa depreciação também atingiu os demais produtos, uma vez que todos são exportados.

Fonte: Canal Rural

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