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30/10/2019

Logística: meios de escoamento de produção a partir do Tocantins

Da Redação

O escoamento da produção no Tocantins em sua grande maioria ainda é feito pelas rodovias, apesar de possuir outros meios viáveis e mais econômicos

 

O agronegócio tocantinense continua superando as expectativas, a exemplo disso temos a produção de soja, que vem batendo recorde nas colheitas todos os anos, sendo o principal produtor na região norte do país, com uma produção ultrapassando os 4,7 milhões de toneladas de grãos na safra 2018/2019, e com destaque também na exportação de carne bovina e milho que neste não o Tocantins espera produzir até dezembro mais de 900 mil toneladas.

No entanto, um dos gargalos ainda é o escoamento da produção, que majoritariamente é realizado pela malha asfáltica, apesar de ser um dos mais caros e também por possuir outros meios de escoamento da produção. 

As rodovias contam com mais de 7mil km de estradas que interligam os municípios tocantinenses as principais rodovias federais. O Tocantins é cortado por um dos principais corredores para transporte de cargas: a BR-153.

Pelo meio ferroviário, o projeto-âncora no eixo Araguaia-Tocantins que atende o mercado interno e aumenta a integração estatal. A Ferrovia Norte-Sul conta com um trecho de mais de 700km entre Palmas (TO) e Açailândia (MA), e está em funcionamento regular segundo o Governo do Estado. 

Já pelo modal hidroviário, está pronto para operação o primeiro Porto Fluvial do Tocantins, o Porto Praia Norte, um dos mais importantes empreendimentos privados para a infraestrutura logística do Tocantins e de integração nas regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste. O porto colocará a região norte do Tocantins na rota de dois dos principais portos da Bacia Amazônica: o de Manaus (AM) e de Belém (PA). Para Sandra Kramer, diretora executiva do Porto Praia Norte - graduada em logística e em administração de empresas, o meio de escoamento de cargas hidroviário a partir do Tocantins em um modal mais econômico conseguem ser mais eficientes. “Mas para isso é necessário que o Governo Federal invista nestas obras. Além da necessidade de uma fiscalização pelos órgãos competentes para promover no que tange as operadoras ferroviárias, que praticam sob forma de concessão privada, no trecho da Norte-Sul”, afirma Sandra.

Instalado às margens do rio Tocantins, na cidade de Praia Norte, a 619 km de Palmas, o investimento privado com participação pública através do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado do Tocantins. A infraestrutura possui rampa de acesso ao rio para transbordo de cargas gerais e conteinerizadas; portaria com sistema eletrônico e balança rodoviária; acessos internos aos pátios de terminal portuário e avenida extensa para suprir o fluxo de veículos pesados. Nesta fase foi investido cerca de R$30 milhões. A expectativa é que fomente a economia do extremo norte do Estado com oferta de empregos e aquecer o comércio local.

Além do empreendimento citado, há o projeto da hidrovia Araguaia-Tocantins data dos fins da década de 1960, tendo sido retomado a partir dos anos 80, com o objetivo de programar a navegação comercial na bacia do Tocantins-Araguaia, em trechos já navegáveis durante boa parte do ano. A hidrovia faz parte de um projeto maior que pretende oferecer flexibilidade para a navegação no interior do Brasil, ao promover a integração entre as bacias do Paraguai, Tocantins e Amazonas, por meio dos rios Araguaia, Tocantins, São Francisco, Paraná, Guaporé e Madeira.

Pelos ares, o Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues, que possui o maior sítio aeroportuário do País, com 2.374 hectares, conta com o Terminal de Logística de Cargas (Teca) que irá operar com a movimentação de carga nacional, com possibilidade de expandir as operações para importação e exportação. A previsão de investimento é de R$ 3,5 milhões para a construção de uma área de armazenamento de cargas de 500 m², além de espaço para instalações administrativas.

Ao todo, o terminal de cargas do aeroporto de Palmas contará com mais de 1.400 m² de área, com espaço para movimentação e recebimento de cargas. A previsão é que as obras sejam concluídas ainda este ano e a expectativa é de que quando estiver em pleno funcionamento terá capacidade de movimentar até 15 toneladas de produtos ao mês.

Foto: Divulgação

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