(63) 98501-8498 redacao@tocantinsrural.com.br
13/08/2019

Oficina de Meliponicultura orienta as vantagens da produção de mel das abelhas sem ferrão

Por Fernanda Mendonça/Com edição de Tocantins Rural

Iniciou-se na manhã desta segunda-feira, 12, a Oficina de Meliponicultura, na Escola de Tempo Integral (ETI) Fidêncio Bogo, em Taquaruçu Grande. A atividade faz parte da programação do Agosto Verde e seguirá até o final da manhã de terça-feira, 13. Além da parte teórica com os ensinamentos sobre as particularidades de algumas espécies como a tiúba, marmelada-amarela, tubi bravo e uruçu amarela, também foram concedidas instruções sobre a construção das casas para abrir os enxames.

Conforme o instrutor, produtor e especialista em Meliponicultura, José Neuton Souto, o cultivo das abelhas sem ferrão é influenciado por diversos fatores e o manejo dependerá da finalidade que o produtor deseje. Como exemplo: a produção do mel, do própolis, cera e do néctar. “Um fator essencial é a alimentação. Assim como na pecuária, em que as pessoas se preocupam com o trato com o pasto, as abelhas também possuem o pasto, e no caso das sem ferrão é o pasto meliponicultor. Nesse local deve conter espécies de plantas direcionadas para melhor a alimentação das abelhas, como o mastruz, mamona, girassol, margaridão, acerola, cidreira, dentre outras espécies”, explica.

A dona de casa Maria Putêncio Reis, 34 anos, que possui uma chácara em Taquaruçu Grande, explica que teve interesse em aprender sobre meliponicultura após tentar conter por diversas vezes o avanço de um enxame em sua casa. “Vimos que não seria mais possível combater, até porque não é o certo, e decidimos agora fazer o manejo adequado para garantir a sobrevivência dessas abelhas, além de extrair o saboroso mel para alimentar minha família”, explica entusiasma como os ensinamentos obtidos.

O aposentado Raimundo Neto dos Santos, de 56 anos, morador do Jardim Aureny IV, pretende explorar em sua propriedade rural, uma atividade de baixo custo, manejo facilitado e bom rendimento. “A meliponicultura despertou meu interesse e decidi participar da oficina para tirar dúvidas e saber de tudo que preciso para começar a cultivar. Estou muito entusiasmado”, conta.

Vantagens

Tiúba, marmelada e jataí são as espécies mais indicadas para produção em Palmas. Se o pasto meliponicultor apesar grande quantidade de flores para alimento das abelhas, maior será a produção.

No Tocantins, conforme o instrutor, cada enxame de abelhas sem ferrão tende a produzir um litro de mel por ano. O litro de mel é comercializado no Tocantins entre R$ 600 e R$ 1 mil.

Outra vantagem é o manejo, bem mais simples que o das abelhas com ferrão. Não exigindo tanto investimento e área mais delimitada.

Conforme a Embrapa, a meliponicultura é uma atividade sustentável que não prejudica o meio ambiente. O mel dessas abelhas possui 30% de água, já o tradicional apresentar 20%. Ainda conforme o órgão existe em torno de 600 espécies de abelhas da tribo meliponini em todo o mundo.

Conscientização

Souto também chamou a atenção para a preservação do meio ambiente e o papel vital das abelhas, que são responsáveis pela polinização e contribuem para a chegada de 75% dos alimentos até a mesa do brasileiro. “Sem abelhas não teremos comida. Elas desempenham um importante papel medicinal e terapêutico. Como por exemplo, a cura de infecções”, lembra.

Ainda conforme informações dos estudos viabilizados pela Embrapa, estima-se que dois terços das espécies de plantas cultivadas no mundo dependem de pelo menos uma espécie de abelha para produzir frutos e sementes.

A uruçu-boi e mumbucão então entre as espécies que correm risco de extinção. “As pessoas precisam ter consciência sobre a importância das abelhas. Um dos insetos mais importantes da natureza”, informa o instrutor ao lembrar que algumas plantas são tóxicas para as abelhas, como o ninho indiano, amplamente difundido no Brasil.

Mão na massa

Após o momento teórico e esclarecimentos, foi o momento de aprender a fazer as caixinhas que receberão os enxames. Feitas em madeira, essas casinhas possuem módulos conforme a dinâmica das abelhas. No caso da jataí, a caixa deve ser pensada em quatro módulos: ninho, sobre-ninho e duas melgueiras.

O tamanho também deve atender as especificações das abelhas sem ferrão, sendo 14 cm de largura por 14 cm de cumprimento, na parte interna da caixa para a espécie marmelada e 16 cm de largura por 16 cm de cumprimento para a jataí. As medidas devem ser avaliadas e instruídas por um especialista para que o enxame não sofra as consequências de manejo inapropriado.

 

Anote aí os próximos eventos do Agosto Verde 2019:

12/08: Dia técnico sobre meliponicultura  - ETI Fidêncio Bogo

Das 8h às 12h/ 14h às 18h: oficina de confecção de caixas para abelhas

13/08: Dia técnico sobre meliponicultura – ETI Fidêncio Bogo

08h às 12h: alimentação e manejo de abelhas sem ferrão

14/08: das 8h às 12h - Enxertia de tomate, mudas de jurubeba  - ETI Fidêncio Bogo

14/08: das 14h às 16h - Oficina de Compostagem – ETI Fidêncio Bogo

15/08: das 8h às 12h - Dia técnico sobre psicultura – ETI Fidêncio Bogo

20/08: Evento de valorização das mulheres rurais

21/08: Inauguração da Horta de Taquaruçu

22/08: Dia de campo sobre tecnologias rurais sustentáveis - Agrotins

23/08: Curso de produção intensiva de carne a pasto – Embrapa/Agrotins

27/08: Renova Sim – Parque da Pessoa Idosa

28/08: das 8h às 12h - Dia técnico da agroecologia – ETI Fidêncio Bogo

29/08: Workshop sobre plasticultura – ETI Almirante Tamandaré

30/08: Bem-estar animal com foco na avicultura – Chácara Trem da Serra

 

Fotos: Edu Fortes

Tempo

Eventos

NOSSOS PARCEIROS

Atendimento

Segunda a Sexta das 8h às 18h

(63) 8501-8498

Siga-nos

Entre em contato com a redação do Tocantins Rural. Email: redacao@tocantinsrural.com.br Telefone: (63) 98501- 8498 Whatsapp: (63) 98501- 8498
Copyright © 2019 - Tocantins Rural - Todos os direitos reservados.