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20/11/2020

Pesquisador tocantinense desenvolve bioinseticida

Por Geórgya Laranjeira/ com edições do Tocantins Rural

A solução ecológica funciona tanto para o combate do mosquito Aeds Aegypt, quanto para insetos predadores de larvas em áreas de produção agrícola

Cientista tocantinense desenvolve uma solução ecológica para o combate a mosquitos Aeds Aegypt e outros insetos predadores de larvas em áreas de produção agrícola. O bioinseticida produzido a base de planta Siparuna guianensis (também conhecida como negramina), traz inúmeras vantagens, como baixo custo e preservação do meio ambiente e da saúde humana.

O bioinseticida é produzido em um equipamento denominado biorreator industrial e está situado no Laboratório de biologia molecular da Universidade Federal do Tocantins (UFT) campus de Gurupi, onde é coordenado pelo Professor Doutor em Biologia Molecular, Raimundo Wagner Aguiar que atua na instituição e no desenvolvimento do projeto sobre Formulações de inseticidas biorracionais para controle de mosquitos. O estudo conta ainda com a participação de graduandos, mestrandos e doutorandos.

Uso do bioinseticida em combate ao Aeds Aegypti

Segundo o cientista, o uso do bioinseticida é uma questão de saúde pública, principalmente nesse período chuvoso onde há grande infestação de doenças ocasionadas pelo Aeds Aegypti nos centros urbanos. E o bioinseticida tem sido a maneira de eliminar larvas e classes de mosquitos resistentes causadores da dengue, febre amarela, chikungunya e zika vírus. O estudo já rendeu a publicação de três artigos científicos em parceria com outras instituições.

Custo benefício do bioinseticida na agricultura

O biorreator possibilita ainda a produção de mais de seis tipos de bioinseticidas que poderão ser usados em diferentes fases de culturas agrícolas visando o controle de mosquitos e combate a lagarta, pragas em áreas rurais.

A tecnologia pode ser um grande aliado através do uso de drones na pulverização dos plantios. Com 1.200 litros de produto, é possível pulverizar uma área de 1.200 hectares. O bioinseticida está em uso experimental em plantios situados na região sul do Estado, onde tem tido resultados significativos na produtividade, preservação ambiental e da saúde humana.

Desvantagens do inseticida químico

No projeto científico do pesquisador, consta que o uso do inseticida químico tem sido recorrente em todo o país no controle de insetos e vetores. No entanto o uso prolongado é inadequado e resulta na contaminação desenfreada do meio ambiente, intoxicação, mortes prejuízos a saúde pública.

Desta forma se faz necessário esforços que visem a prospecção de produtos e biotecnologias biorracionais, ou seja uso de microrganismos e derivados de produtos extraídos de plantas para controle do mosquito e de populações resistentes a inseticidas.
 

Políticas públicas

A pesquisa está há dez anos em desenvolvimento, devido a participação do pesquisador em três editais do PPSUS/TO/FAPT, onde obteve apoio financeiro para o estudo. Mas a meta do projeto é a popularização do bioinseticida à sociedade, e o grande desafio e a busca por potenciais parceiros para manter o estoque de insumos e manutenção do laboratório.

Entenda o Programa PPSUS

É uma iniciativa de descentralização de fomento à pesquisa desenvolvida em todos os Estados. Tem o objetivo de financiar pesquisas em temas prioritários para a saúde da população, além de promover a aproximação dos sistemas de saúde, ciência e tecnologia locais.

O foco do programa é adotar um modelo de gestão descentralizado e participativo, envolvendo gestores, profissionais de saúde, pesquisadores e representantes da sociedade civil.

O Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) é desenvolvido no Tocantins por meio do apoio do Governo do Estado através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt), Ministério da Saúde e CNPq e Secretaria de Estado da Saúde.

Fonte: Secom

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