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02/12/2019

Preço da carne em açougues e supermercados assusta palmenses

Por Wanessa Sobreira/Tocantins Rural

“Nossa! como está caro”, “subiu desse tanto”, “Tá difícil”. Essas são as primeiras reclamações dos consumidores nas filas dos açougues e supermercados de Palmas. A carne está mais cara e o consumidor preocupado.

A dona de casa Débora Reis conta o preço da carne está salgado. “Realmente subiu bastante. Daí o jeito é aproveitar os dias de promoção para levar carne para casa”, conta.

Segundo os especialistas, nos últimos meses, o déficit de proteína na China, devido a Gripe Suína, causou um aumento e abertura das exportações em nível mundial. O Brasil registrou números recordes nas exportações de carne bovina, o que refletiu em um expressivo aumento na arroba do boi, chegando até o cliente final que já sente o impacto vindo do campo.

O Tocantins Rural pesquisou preços em alguns supermercados de Palmas durante o final de semana.

Em um mercado na quadra 404 norte, na Capital, os preços estavam assim:

Picanha – R$ 39,99

Alcatra – R$ 28,99

Coxão Mole – R$ 27,99

Coxão Duro - R$ 23,99

Fraldinha – R$ 22,99

Patinho – R$ 23,99

Já em outro supermercado na quadra 104 sul, os preços estava assim:

Picanha – R$ 48,00

Alcatra – R$ 30,99

Coxão Mole – R$ 27,99

Coxão Duro - R$ 25,99

Fraldinha – R$ 26,59

Patinho – R$ 27,99

Monitoramento

O Procon Tocantins divulgou no final do mês de novembro deste ano pesquisas de preços nos estabelecimentos que revendem o produto nas regiões norte, sul e Taquaralto. Confira no final desta reportagem os preços.

Só para se ter uma ideia, os preços apresenta variações de um estabelecimento para outro. Confira: Picanha varia 35%, Alcatra 38%, Coxão mole 50%, Coxão duro 20%, Patinho 42% e Fraldinha 27%.

Veja ao final desta reportagem os preços pesquisados pelo Procon

O que diz a Ministra da Agricultura

Em entrevista recente ao jornal O Estado de S. Paulo, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina disse que o preço da arroba do boi gordo, não vai mais retornar ao patamar anterior. A ministra destacou ainda que a alta das exportações para a China teve forte impacto na valorização da carne. O que também ajudou a puxar o aumento, segundo ela, teria sido a falta de reajuste nos preços nos últimos três anos.

O Ministério da Agricultura disse por meio de nota que "Não é papel do Ministério intervir nas relações de mercado. Os preços são regidos pela oferta e procura. Neste momento, o mercado está sinalizando que os preços da carne bovina, que estavam deprimidos, mudaram de patamar", afirmou, em nota.

Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS)

Por meio de nota, a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) afirmou tem acompanhado atentamente todas as questões que envolvem o abastecimento do mercado interno, que apesar de indicarem que não há risco para falta de carne bovina ao consumidor brasileiro, o valor do produto in natura, assim como já anunciado recentemente pela mídia, chegou ao varejo. Em menos de três meses, o aumento do valor da arroba elevou alguns cortes de bovino, exemplos: o contrafilé a índices acima de 50%, coxão mole 46% no preço de custo dos produtos, que, consequentemente, foram repassados ao preço final aos consumidores.

Pesquisa da BoiSCOT Consultoria indica que o atual preço da arroba bateu recordes e chega a ser negociado por R$ 230,00 registrando um aumento em 29 das 32 praças do Estado de São Paulo pesquisadas pela entidade. Segundo a consultoria, o mercado está agitado com cotações variando com altas médias de 8,9% por semana.

A ABRAS está empenhada em encontrar soluções para um cenário de livre comércio e demanda por parte dos frigoríficos e distribuidores. Entre elas, recomenda aos seus associados, com intenção de atender o consumidor nesse momento, atenção total a logística e manuseio, evitando perdas no processo de transformação e investir esforços em ofertar outras proteínas, como suínos, pescados, ovos e aves como opções à carne bovina. Oferecendo ao consumidor a melhor opção para aquele momento de compra.

Dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) indicam que o volume exportado em outubro foi de 185,5 mil toneladas, um crescimento  de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Em relação ao mês anterior, o aumento reportado foi de quase 62%, elevando a receita US$ 808,4 milhões, 30% acima do mesmo mês em 2018.

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