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11/09/2020

Produtores se reinventam para recuperar prejuízos da pandemia nos setores de flores e de hortifrúti

da redação

Na tentativa de alavancar as vendas, os produtores investiram na divulgação nas redes sociais e nas vendas on-line

O mercado de flores vem se recuperando após o baque causado pela pandemia do novo coronavírus, que diminuiu drasticamente a demanda. Com a suspensão de grande parte das atividades coletivas, cooperativas e agricultores buscaram alternativas para recuperar o prejuízo, investindo em divulgações nas redes sociais e nas vendas on-line.

Por causa da quarentena, outra ação do setor foi a realização de campanhas para divulgar a importância das flores e plantas ornamentais para melhorar o ambiente e trazer mais alegria e beleza para as residências e locais de trabalho.

Durante os primeiros meses da quarentena, o setor teve prejuízo de 90% nas vendas. O diretor do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), Renato Opitz, conta que as vendas foram se recuperando aos poucos e, agora estão chegando a um patamar próximo ao do ano passado. “Infelizmente, isto não significa que os prejuízos nos meses anteriores foram recuperados,” enfatizou.

Os produtores tiveram que descartar parte de sua produção, principalmente nos primeiros meses de pandemia, pois não havia mercado para estas flores, com especial destaque para as flores de corte, devido ao cancelamento dos eventos como casamentos, festas e até velórios.

Renê Vernoy trabalha com o ciclâmen, planta de vaso com flores exuberantes e coloridas, além de hibisco, em Holambra (SP). Por causa da pandemia, as vendas do ciclâmen despencaram e ele foi obrigado a demitir 5 funcionários. Com a retomada das vendas, ele conta que conseguiu recontratar os funcionários.

O mercado de flores retomou suas atividades duas semanas antes do Dia das Mães, com o trabalho realizado em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Ibraflor, o que valorizou ainda mais o setor de flores e plantas ornamentais nesse momento de reabertura gradual do comércio.

O setor de flores foi um dos beneficiados pelo pacote de medidas econômicas anunciado pelo governo federal no início de abril, para minimizar as dificuldades dos produtores rurais devido à pandemia. Além da prorrogação das amortizações de financiamentos de custeio e de investimentos, os pequenos produtores, principalmente os de flores, hortifrútis, leite, aquicultura e pesca, passaram a ter acesso a linhas especiais de crédito.


Segundo o diretor do Departamento de Análise Econômica e Políticas Públicas do Mapa, Luis Eduardo Pacifici Rangel, as medidas de apoio ao setor de flores também incluíram a sugestão de protocolos de segurança para estados e municípios para o funcionamento dos Garden Centers.

Hortifrúti

A pandemia também afetou o setor de hortifrúti de maneiras distintas. Os pequenos produtores sentiram os impactos da interrupção das atividades, principalmente feiras, restaurantes, bares e instituições. Já os grandes produtores que comercializam diretamente com os supermercados conseguiram manter o fluxo de escoamento das frutas e legumes e, não foram tão afetados com a pandemia.

Os pequenos produtores tiveram que buscar alternativas para comercializar os produtos que estavam na lavoura, como a venda de cestas de frutas e legumes por delivery, e-commerce, redes sociais e WhatsApp.

Um estudo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrou que, apesar de ter sido bastante atingido no segmento das feiras, o impacto foi menor na comercialização destes produtos nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas).

Nos cinco primeiros meses do ano, a comercialização total de hortaliças nas Ceasas caiu 3% em relação ao mesmo período de 2018 e de 2019. Segundo o estudo, apesar de a venda destes produtos ter caído em razão do fechamento de bares e restaurantes, interrupção das atividades nas unidades de ensino e paralisação das feiras livres, o consumo direto de hortaliças pelas famílias aumentou.

O subgrupo mais atingido foi o das folhosas. Como são produtos extremamente perecíveis, a retração da demanda aliada à preferência por hortaliças passíveis de serem consumidas cozidas, ocasionaram perdas no campo. No caso das frutas, a oferta nas Ceasas nos meses de março a maio caiu 5% em relação a 2019 e 1% na comparação com 2018.

Por terem sido considerados setores essenciais pelo Ministério da Agricultura, os setores de hortaliças e hortifrúti não tiveram interrupção do seu fornecimento.

Fonte: Mapa

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