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09/07/2020

Produtores tocantinenses devem estar atentos à propagação da antracnose na região de várzeas tropicais

Por Elmiro de Deus/Com edição de Tocantins Rural

Região de várzeas tropicais é formada pelos municípios de Cristalândia, Lagoa da Confusão, Pium, Dueré, Formoso do Araguaia, Guaraí e Santa Rita do Tocantins

A região das várzeas tropicais é uma das maiores produtoras de sementes, abastecendo lavouras do Tocantins, além dos estados de Goiás, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí e Roraima. Por isso, os produtores rurais devem estar alertas sobre a possibilidade da propagação da doença antracnose, que ataca plantas de soja em todas as fases de desenvolvimento, nesta época do ano, na região.

A gerente de Agrometereologia da da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), Denise Gomes, pontua que nesse sistema de cultivo em várzeas, as condições de plantio, irrigação e clima criam um microclima favorável para instalação da antracnose e fazem com que doenças predominantes variem sua intensidade de uma safra para outra. “Logo, torna-se necessária a constante supervisão [monitoramento] das lavouras para verificação da ocorrência da enfermidade evitando, assim, maiores prejuízos”, reforça.

A região da várzea é formada pelos municípios de Cristalândia, Lagoa da Confusão, Pium, Dueré, Formoso do Araguaia, Guaraí e Santa Rita do Tocantins. De acordo com o engenheiro agrônomo da Seagro, Thadeu Teixeira, entre os meses de julho e setembro, a cultura da soja só pode ser cultivada nas regiões de várzeas tropicais em função da excepcionalidade ao calendário de plantio da soja para produção de sementes.

Denise Gomes enfatiza ainda que, devido às particularidades desta modalidade de irrigação, ocorre a elevação da umidade relativa do ar entre as fileiras de plantio. “Esta alta umidade associada às altas temperaturas, típicas desta época do ano, criam condições propícias para a instalação de diversas doenças, entre elas a antracnose”, alerta, concluindo que deve preconizar o monitoramento constante da lavoura e controle preventivo, com rotação de princípios ativos, com o intuito de preservar as moléculas já existentes.

Prevenção

Para o inspetor da Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec), Cleovan Barbosa, a antracnose é uma das principais doenças que ameaçam a soja no Tocantins e, no Brasil, a antracnose impacta diretamente a produtividade do agricultor. “Temos observado um avanço especialmente no cerrado, onde as condições de alta temperatura e umidade, somadas a alguns ambientes pobres em potássio, favorecem a ocorrência do fungo. Para combater a doença, é preciso atuar preventivamente, adotando medidas como utilizar sementes de boa qualidade, variedades com um certo grau de resistência, espaçamentos adequados e principalmente rotação de princípios ativos para que o fungo não crie resistência e preserve as moléculas já existentes, dentre outros cuidados”.

Área e produção

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área de produção de grãos na região de várzeas, nesta safra 2020/2021, para o cultivo do arroz irrigado, deve chegar a 108,4 mil hectares, colhendo 616,28 mil toneladas de arroz. Já para a soja subirrigada, a previsão é cultivar uma área de 62,60 mil hectares e colher 186,81 mil toneladas de soja, com a finalidade para produção de sementes.

Antracnose

A antracnose é uma doença fúngica causada por Colletotrichum dematium var truncata que pode atacar as plantas de soja em todas as fases de desenvolvimento. Esta enfermidade pode causar a morte de plântulas, necrose dos pecíolos, mancha nas folhas, hastes e vagens, acarretando perda de produtividade. Os sintomas mais evidentes aparecem nos ramos tenros e sombreados da planta e em vagens em início de formação.

 

Foto: Divulgação/Seagro

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