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13/09/2019

Prova de laço, rodeio e vaquejada: você é contra ou a favor?

Por Tocantins Rural

O Tocantins Rural conversou com o deputado federal relator do projeto, com um vaqueiro, um locutor profissional e uma professora de Direito Ambiental. 

Mesmo após muitas críticas e com rejeição de três destaques, o Projeto de Lei ((PL) nº 8240/17 que regulamenta as práticas da vaquejada, do rodeio e do laço no Brasil, foi aprovado pela Câmara dos Deputados e agora aguarda a sanção presidencial.

O PL é de autoria do senador Raimundo Lira (MDB/PB)e busca regulamentar a Emenda Constitucional 96 que, entre outros pontos, reconhece a vaquejada como bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro. A emenda determinou a regularização da prática por uma lei específica, que assegure o bem-estar dos animais envolvidos.

Com exclusividade para o portal Tocantins Rural, o relator do projeto de lei, deputado federal Efraim Filho (DEM-PB) destacou que a intenção é evitar a prática esportiva clandestina. 

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De acordo com o texto aprovado, ficam reconhecidos o rodeio, a vaquejada e o laço como expressões esportivas e culturais pertencentes ao patrimônio cultural brasileiro de natureza imaterial.

No Tocantins

Em média, são realizadas por ano cerca de 50 vaquejadas no Estado. Danilo Bezerra, 28 anos, é um tocantinense apaixonado pelo esporte. Na fazenda da família, tem um pista de vaquejada onde ele costuma praticar. No Tocantins, ele conta quais competições costuma participar.  

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Praticante, ele apoia a regulamentação e que acredita que a vaquejada se modernizou. Ele destaca que bem-estar dos animais é prioridade. 

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Aldivan Amaral é locutor profissional de vaquejada há 18 anos. Por ano ele chega a trabalhar em cerca de 40 eventos no Tocantins e em todo o País. De Cariri do Tocantins, no sul do Estado, o locutor disse que atualmente o esporte reuni pessoas de várias de idades, inclusive o público feminino tem ficado cada vez mais forte. Aldivan destaca os benefícios da vaquejada. 

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Há muitos anos acompanhando de perto o esporte, Aldivan Amaral lembra que é preciso seguir diversas regras para participar. Ele cita situações em que o competidor pode ser desclassificado. 

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Amaral tem a carteria profissional de locutor de vaqueja, o que possibilita a participação em eventos de todo o Brasil. 

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É contra 

A professora de Direito Ambiental, Luciana Ventura, em entrevista ao Tocantins Rural, afirma que contra a regulamentação dos esportes equestres. Ela destaca que essas práticas colacam em risco a vida dos animais. 

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A professora cita o exemplo da vaquejada, competição em que os vaqueiros puxam o rabo do boi. 

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Por fim, Luciana destaca que a vaquejada, o laço e o rodeio ferem princípios constitucionais. 

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Contraponto

Em agosto deste ano o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) em uma chamada pública para patrocínio a eventos técnicos voltada ao agro, vedou a inscrição dessas modalidades dentro do edital: “Em observância à Política de Patrocínios do Sistema BNDES, não serão acolhidas inscrições de projetos: que causem maus tratos a animais, a exemplo de rodeios e vaquejadas”

Regras

As modalidades passam a ser reconhecidas como esportivas, equestres e tradicionais. Na lista estão: adestramento, concurso completo de equitação, enduro, hipismo rural, provas de laço e velocidade, cavalgada, cavalhada, concurso de marcha, corrida, provas de rodeio e o polo equestre.

Rodeio, vaquejada, laço e as outras provas equestres terão regulamentos específicos com foco na proteção e bem-estar dos animais, e prever punições.

Devem ser fornecidos aos animais água, alimentação e um local apropriado para o descanso. Também será necessário prevenir ferimentos e doenças, além de disponibilizar assistência médico-veterinária.

Promotores de eventos devem utilizar protetores de cauda em todos os bois. O texto condicionava esses eventos à apresentação de laudo de veterinário credenciado, além de acompanhamento e fiscalização por parte das entidades da sociedade civil de defesa dos animais.

Fotos: Divulgação

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