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22/01/2021

Tocantins tem lavouras de soja muito boas e outras com perdas de 20%

Por Daniel Popov/ com edições do Tocantins Rural

Estado pode colher uma das maiores safras de sua história, mas os desafios climáticos, que já afetam 5% dos produtores, podem ser um limitante

O Tocantins vive um grande momento na produção de soja, com plena expansão e consolidação de áreas. Mas o clima ainda é uma variável importante e incontrolável nesta atividade. Enquanto boa parte do estado está otimista em relação a produção, com as lavouras apresentando condições incríveis, outros sofrem com fenômenos climáticos e já estimam perdas de 20% da produção, sem falar nos problemas com a entrega da comercialização antecipada.

O estado plantou algo em torno de 1,200 milhão de hectares de soja nesta temporada, segundo a Aprosoja Tocantins. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o total é um pouco inferior a isso, próximo de 1,125 milhão de hectares. De qualquer maneira é um avanço de quase 5% ante a safra anterior, mesma média de crescimento de outros estados que compõem o Matopiba.

Já a produção esperada para a temporada 2020/2021, sim, tanto a Aprosoja quanto a Conab concordam que o estado pode colher o recorde de 3,6 milhões de toneladas. Em 2019/2020 era de 3,5 milhões de toneladas.

Clima e plantio

Segundo o presidente da Aprosoja Tocantins, Dari Fronza, o estado se divide em três partes principais para a produção da soja: o Vale do Araguaia, a parte central e o sul. As três possuem situações diferentes para o plantio, mas como as chuvas iniciais foram satisfatórias, todas largaram bem.

Produção e otimismo

A boa largada, fez com que a maioria dos produtores estimassem um ano com uma produção ainda melhor, como foi o caso do produtor Jarlos Beppler, de Santa Rosa do Tocantins, na parte central do estado.

Na propriedade do sr. Pedro Libardi, em Aparecida do Rio Negro, também na parte central, mas um pouco mais acima das áreas de Beppler, a soja ocupou 2,040 mil hectares, e segundo ele as lavouras estão de babar.

“Não posso me queixar, não. As lavouras estão muito boas. No ano passado tive uma produtividade média de 67 sacas por hectare, este ano posso chegar aos 73 ou 74 sacos por hectare, pois as lavouras estão muito superiores às do ano passado. Mas antes de pensar nisso eu preciso colher, né”, diz Libardi.

Já a média do estado de produtividade do estado não deve mudar muito. Segundo a Conab, deve até cair um pouco em relação ao ano passado e ficar na casa das 54 sacas por hectare, contra as 55 sacas do ano passado.

Problemas com o clima

Se o começo da safra foi bom para grande parte do estado, em dezembro algumas áreas começaram a ter problemas com a irregularidades das chuvas.

Pois, a pequena porcentagem de problemas foi atingir justamente as lavouras de Beppler, que até ali estavam em muito boas condições.

O que está acontecendo na área de Beppler pode ser fruto de um fenômeno chamado Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), que acaba afastando as instabilidades para as bordas do sistema.

Perdas

Com mais de 20 dias sem chuvas, Beppler já estima perdas na ordem de 20% em suas áreas, porcentagem que tende a aumentar ainda mais nos próximos dias, caso de fato não ocorra chuvas. O problema é que 70% de sua safra já foi comercializada antecipadamente.

Colheita

Como afirmou o presidente da Aprosoja-TO, as perdas ainda são pontuais no estado, e de maneira geral as lavouras caminham bem. As áreas de sequeiro devem começar a ser colhidas em breve.

Na fazenda de Libardi, a expectativa é para iniciar a dessecação da área em breve e dar início, assim, ao processo de colheita da soja.

“Acredito que lá para o dia 3 ou 4 de fevereiro já dá para começar a dessecar alguma área e colher na sequência. Como estou com todos os custos pagos, agora venderei só para cobrir isso. Já vendi 45 mil sacas de soja a um preço muito bom, nesta última semana recebi R$ 155 por saca e assim reembolsei o dinheiro dos custos”, diz Libardi.

Fonte: Agrolink

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