Em Porto Nacional, no estado de Tocantins, a soja é o principal pilar do agronegócio e da economia local. O município se consolidou como um dos maiores polos de produção e exportação agrícola do estado, sendo frequentemente citado como a “capital do agro”.
Em 2024, cerca de 88% das exportações municipais tiveram como base a soja e seus derivados, evidenciando a forte dependência da economia local em relação à cultura. A produção do grão impulsiona a geração de renda no campo, movimenta o comércio, fortalece a arrecadação e sustenta cadeias estratégicas como armazenagem, transporte, logística e operações de tradings.
Esse protagonismo também se reflete no cenário estadual. A soja é a principal cultura do Tocantins, ocupando a maior área cultivada entre todas as atividades agrícolas. Na safra 2024/25, o estado plantou cerca de 1,57 milhão de hectares, com projeções que indicam avanço para aproximadamente 1,68 milhão de hectares em 2025/26, segundo estimativas da Conab.
A produtividade média varia entre 3.400 e 3.800 quilos por hectare, equivalente a 56 a 63 sacas por hectare, desempenho considerado competitivo em relação à média nacional. O grão responde por cerca de 60% da área total plantada com grãos no estado e por algo entre 60% e 66% do volume produzido.
Fazenda anfitriã da Abertura da Colheita da Soja
É nesse contexto que Porto Nacional se prepara para sediar a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, evento que marca simbolicamente o início da colheita da nova safra no Brasil. Faltam menos de 20 dias para a cerimônia, que será realizada no dia 30 de janeiro de 2026, às 8h, na Fazenda Alto da Serra, com transmissão a partir das 9h pela TV, redes sociais e plataformas digitais.
Segundo Renato Schneider, representante da Fazenda Alto da Serra, o grupo iniciou suas atividades no Tocantins em 2012, acompanhando a expansão da fronteira agrícola no estado. Desde então, a empresa atua no cultivo de soja e milho, além de desenvolver atividades nas áreas de pecuária, transporte e armazenagem. O grupo destina cerca de 10 mil hectares ao cultivo de soja, consolidando-se como um importante agente da produção agrícola regional.
Schneider destaca ainda o envolvimento social do grupo nas comunidades próximas à propriedade, com projetos voltados à escola rural e iniciativas como o programa Se Liga na Fazenda. Para ele, sediar a abertura nacional da colheita tem um significado especial, e a lavoura vem sendo conduzida de forma planejada para permitir que a colheita ocorra na data do evento.
O Grupo Wink adota práticas de manejo integrado de pragas e doenças e utiliza o sistema de plantio direto a partir do segundo ano após a abertura das áreas, muitas delas antigas pastagens degradadas convertidas em áreas produtivas. A empresa segue integralmente as normas do Código Florestal e mantém atenção constante às exigências ambientais.
Para reduzir riscos climáticos, o grupo aposta no consórcio de milho com braquiária, no uso de braquiárias solteiras para formação de palhada de qualidade e na agricultura de precisão para o manejo do solo. Em anos de excesso de chuva durante a colheita, a estratégia inclui o escalonamento das operações, o uso de cultivares com diferentes ciclos e o suporte de uma estrutura própria de armazenagem e secagem de grãos.
A escolha de Porto Nacional e da Fazenda Alto da Serra para sediar a Abertura Nacional da Colheita da Soja reforça o protagonismo do município e do Tocantins na cadeia produtiva do grão, destacando sua relevância econômica, produtiva e estratégica no agronegócio brasileiro.
Por Canal Rural com informações da Aprosoja Tocantins.

















