A Prefeitura de Porto Nacional informou nesta segunda-feira, 19, que, em 2025, o município comercializou US$ 552,2 milhões (quase R$ 3 bilhões) em produtos agrícolas para o exterior. O montante é 20% superior ao registrado em 2024. Além disso, dos US$ 3 bilhões que o Tocantins conseguiu exportar no ano passado, 18% (quase um quinto) vieram de Porto Nacional. Os dados são do Comex Stat, sistema oficial do governo federal com as informações oficiais sobre transações comerciais internacionais.
CAPITAL DO AGRO
O prefeito Ronivon Maciel (UB) explicou que os números refletem a potência do município. “Referência do setor produtivo do Tocantins, a verdadeira Capital do Agro do Estado. Isso tudo nos enche de orgulho. Como poder público, nosso papel é seguir trabalhando na melhoria da infraestrutura para esse grande produtor, criar as condições para trazer empresas de serviços para o setor e, ao memo tempo, ajudar o pequeno produtor rural e os agricultores familiares, já que o agro sempre é um conjunto”, explicou o prefeito.
SEGUNDA COLOCADA PALMAS
Em 2025, a vantagem de Porto Nacional para a segunda colocada Palmas foi de quase US$ 214 milhões.
SOJA E RESÍDUOS DE SOJA
O grande destaque da pauta exportadora de Porto Nacional, assim como do Brasil, é a soja, com 65% do total – 900 mil toneladas comercializadas por US$ 357 milhões. Na segunda colocação, estão os resíduos de soja, com 18% – 286 mil toneladas vendidas por US$ 99 milhões. Todo esse destaque na produção da oleaginosa e seus resíduos fez com que o município fosse o escolhido para sediar a Abertura Nacional da Colheita, evento que acontece dia 30 de janeiro, na Fazenda Alto da Serra, às 8 horas.
FAZENDA ALTO DA SERRA
Segundo Renato Schneider, representante da Fazenda Alto da Serra, o grupo iniciou suas atividades no Tocantins em 2012, acompanhando a expansão da fronteira agrícola no Estado. Desde então, a empresa atua no cultivo de soja e milho, além de desenvolver atividades nas áreas de pecuária, transporte e armazenagem. O grupo destina cerca de 10 mil hectares ao cultivo de soja, consolidando-se como um importante agente da produção agrícola regional.
ABERTURA NACIONAL DA COLHEITA
Schneider destaca ainda o envolvimento social do grupo nas comunidades próximas à propriedade, com projetos voltados à escola rural e iniciativas como o programa “Se Liga na Fazenda”. Para ele, sediar a Abertura Nacional da Colheita tem um significado especial, e a lavoura vem sendo conduzida de forma planejada para permitir que a colheita ocorra na data do evento.
MANEJO INTEGRADO
O Grupo Wink adota práticas de manejo integrado de pragas e doenças e utiliza o sistema de plantio direto a partir do segundo ano após a abertura das áreas, muitas delas antigas pastagens degradadas convertidas em áreas produtivas. A empresa segue integralmente as normas do Código Florestal e mantém atenção constante às exigências ambientais.
RISCOS CLIMÁTICOS
Para reduzir riscos climáticos, o grupo aposta no consórcio de milho com braquiária, no uso de braquiárias solteiras para formação de palhada de qualidade e na agricultura de precisão para o manejo do solo. Em anos de excesso de chuva durante a colheita, a estratégia inclui o escalonamento das operações, o uso de cultivares com diferentes ciclos e o suporte de uma estrutura própria de armazenagem e secagem de grãos.
CADEIA PRODUTIVA DO GRÃO
A escolha de Porto Nacional e da Fazenda Alto da Serra para sediar a Abertura Nacional da Colheita da Soja reforça o protagonismo do município e do Tocantins na cadeia produtiva do grão, destacando sua relevância econômica, produtiva e estratégica no agronegócio brasileiro. (Com informações e parte do conteúdo do Portal do Canal Rural).
NÚMEROS
Desde 2022, Porto Nacional é capital do Agro do Tocantins. De acordo com o Paço, o total exportado em dinheiro nos últimos quatro anos é de quase US$ 2,2 bilhões (R$ 11,76 bilhões)
2022 – US$ 570,7 milhões
2023 – US$ 612,3 milhões
2024 – US$ 460,3 milhões
2025 – US$ 552,2 milhões
Por Prefeitura de Porto Nacional.


















