sexta-feira, 26 de junho de 2026.
  • HOME
  • QUEM SOMOS
  • VÍDEOS
  • ARTIGOS
  • CONTATO
Tocantins Rural
Sem resultados
Ver todos resultados
Instalação de Plugin : Ícone do carrinho precisa WooCommerce plugin para ser instalado.
  • Login
  • Agricultura
  • Pecuária
  • Pesca e Aquicultura
  • Meio Ambiente
  • Agricultura Familiar
  • Política
  • Economia
  • Inovação
  • Estadual
  • Nacional
  • Agricultura
  • Pecuária
  • Pesca e Aquicultura
  • Meio Ambiente
  • Agricultura Familiar
  • Política
  • Economia
  • Inovação
  • Estadual
  • Nacional
Sem resultados
Ver todos resultados
Tocantins Rural
Sem resultados
Ver todos resultados
Home Artigos

Organizações criminosas: Não deixemos esse organismo crescer

por Yuri Felipe Sousa - Jornalista
em: 21/01/2026 09:43
Cat.: Artigos
A A
Organizações criminosas: Não deixemos esse organismo crescer

(Foto: Arquivo pessoal).

CompartilharCompartilhar

No fim do século XIX o pensador (filósofo, sociólogo, psicólogo e antropólogo) britânico Herbert Spencer, na obra intitulada Princípios da Sociologia, desenvolveu a ideia de que a sociedade se orienta como um organismo, ou seja, ela cresce de maneira estruturada e com funções de seus atores sociais bem definidas, com interdependência de suas partes constitutivas, com a presença de sistemas reguladores, distributivos e em constante evolução. Analisando o pensamento de Spencer é possível traçar uma analogia com um mal que insiste em crescer como um organismo no norte do Brasil: as organizações criminosas.

Estudo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) intitulado Crimes ambientais na Amazônia legal: a atuação da Justiça nas cadeias de lavagens de bens e capitais, corrupção e organização criminosa, datado de 2024, informa que o Norte do Brasil testemunha uma escalada assustadora das facções criminosas de projeção nacional e regional, surgidas, sobretudo, nas regiões sudeste e nordeste consolidaram sua presença agressivamente na região da Amazônia Legal, na qual também faz parte o Estado do Tocantins. Esses grupos, percebendo a precariedade do aparato estatal de fiscalização e combate aos crimes ambientais transformaram a vasta floresta em um campo de batalha por territórios e rotas e em um laboratório para novas modalidades criminosas, expandindo seu domínio e influência sobre comunidades e na exploração de riquezas naturais.

LEIA TAMBÉM

Credores aprovam plano de recuperação judicial do Grupo LFPEC

Entre a dívida e o colapso, existe uma escolha: encarar ou negar a crise

O que antes parecia ser a atuação de grupos criminosos distintos, hoje se revela como uma simbiose perigosa: a “narcoecologia”, conceito que descreve a perfeita integração entre a logística do narcotráfico e a exploração ilegal do meio ambiente. O desmatamento, por exemplo, deixa de ser apenas um crime ambiental e passa a atuar como ferramenta logística por intermédio da abertura de rotas clandestinas e pistas de pouso improvisadas, essenciais para o transporte de drogas e armas em áreas remotas. O garimpo ilegal, por sua vez, não só destrói rios e florestas, mas também serve como uma fonte de financiamento para as operações criminosas, além de ser um mecanismo eficaz de lavagem de dinheiro.

Como se não bastasse, a grilagem de terras, a falsificação de documentos e a expulsão de populações tradicionais e ribeirinhas, passou a ser base para a expansão territorial e para a legalização aparente de bens e capital de origem ilícitos. O tráfico de animais complementa essa economia ilegal, gerando lucros exorbitantes que retroalimentam e fortalecem todo o sistema criminoso.

A dimensão desse problema é estarrecedora! A título de exemplo, segundo a ONG WanasseduumeYe’kwana,entre os anos de 2020 e 2021, a destruição em áreas de garimpo na Terra Indígena Yanomami, um dos territórios mais vulneráveis da Amazônia, aumentou impressionantes 46%, dados que devem ser lidos e compreendidos como um grito de socorro de um povo ancestral e de um bioma que estão sendo sistematicamente aniquilados pela ganância e pela violência de grupos criminosos organizados.

A tragédia se aprofunda na dimensão humana e social, pois as organizações criminosas, com sua capacidade de intimidação, seu poderio bélico e mediante a oferta de “oportunidades” em regiões carentes de alternativas, cooptam jovens das comunidades locais e indígenas. Estes, muitas vezes sem perspectivas de futuro, sem acesso à educação ou a empregos formais, são seduzidos pela promessa de dinheiro fácil e pelo falso senso de pertencimento, tornando-se peças descartáveis em uma engrenagem criminosa brutal.

A fragilidade do Estado como órgão fiscalizador e de combate, somada à ausência de políticas públicas efetivas e direcionadas são um convite aberto a essa expansão criminosa, não raro alimentada com a conivência de agentes públicos, seja por corrupção, omissão ou

intimidação, e pelo enfraquecimento sistemático das políticas de controle socioambiental. Criou-se um vácuo de poder e uma sensação de abandono que é prontamente preenchida pelo crime organizado.

Diante desse cenário desolador e complexo, a resposta do Estado brasileiro não pode ser apenas reativa ou paliativa. Ao contrário, o aparelho estatal deve adotar estratégias proativas e multifacetadas, que ataquem o problema em suas raízes. Nesse contexto, a descapitalização do crime organizado emerge como a medida eficaz e urgente, pois, não basta apenas prender criminosos que são facilmente substituídos, é preciso identificar as lideranças e sufocar suas fontes de financiamento, desmantelandoas redes econômicas e confiscando bens móveis e imóveis ilícitos, assim como os ativos econômicos angariados como proveito das ações criminosas.

Para tanto, faz-se necessário inteligência financeira robusta e integrada com órgãos de controle, fiscalização e repressão policial. Somado ao exposto, é imperiosa a realização de cooperação interinstitucional entre as forças de segurança, o Ministério Público e o Poder Judiciário visando desburocratizar e facilitar investigações que identifiquem não apenas os operadores de campo, mas também os financiadores das atividades criminosas ambientais. A lavagem de dinheiro, que é o oxigênio e o motor dessa estrutura criminosa, deve ser combatida com rigor, rastreando cada centavo proveniente da destruição ambiental, do tráfico de drogas e de outras atividades ilícitas.

A luta contra a narcoecologia na Amazônia Legal há de ser entendida como uma batalha pela vida, pela justiça social, pelo meio ambiente e pela soberania de nosso território. Aludida defesa cabe a toda a sociedade e pelo Estado através do fortalecimento dos órgãos de fiscalização e controle ambiental, com investimento em tecnologia para monitoramento ininterrupto de áreas desmatadas e para todo o aparato de prevenção e combate ao crime.

Assim, os dirigentes políticos do estado do Tocantins, o qual é o detentor de imenso patrimônio ambiental e humano expresso pelo povo tocantinense e por mais 16 etnias originais, devem entender que a ausência de repressão qualificada e investimentos nos órgãos afetos à causa custará não apenas a floresta e sua biodiversidade, mas a própria dignidade e o futuro do patrimônio ambiental, cultural e de diversidade humana que ele abraça.

Por Wanderson Chaves de Queiroz, filiado ao Sindepol-TO, é Doutor em Gestão Estratégica, Ciências Policiais e Segurança Pública Preventiva. Mestre em letras pela UFT. Doutorando em Ciências do Ambiente na UFT. Especialista em Segurança Pública, Cidadania e Direitos. Pós-graduado em Estado de Direito e Combate à Corrupção.

Tags: artigosSegurançaSindepolTocantins
Anterior

Expedição técnica da Esalq/USP, que roda o Brasil, conhece potencial produtivo de Pedro Afonso

Próximo

Operação da Guarda Metropolitana flagra extração ilegal de recursos minerais em Palmas

Yuri Felipe Sousa - Jornalista

OUTRAS MATÉRIAS

Credores aprovam plano de recuperação judicial do Grupo LFPEC
Artigos

Credores aprovam plano de recuperação judicial do Grupo LFPEC

11/06/2026
Entre a dívida e o colapso, existe uma escolha: encarar ou negar a crise
Artigos

Entre a dívida e o colapso, existe uma escolha: encarar ou negar a crise

08/05/2026
A reconfiguração da natureza jurídica do grão na recuperação judicial do produtor rural
Artigos

A reconfiguração da natureza jurídica do grão na recuperação judicial do produtor rural

06/05/2026
Recuperação judicial no agro cresce e reflete cenário de maior pressão sobre produtores
Artigos

Recuperação judicial no agro cresce e reflete cenário de maior pressão sobre produtores

24/04/2026
Rotação de culturas e plantas de cobertura – fundamentais para o sistema plantio direto
Artigos

Rotação de culturas e plantas de cobertura – fundamentais para o sistema plantio direto

02/04/2026
O Agro é pedra: Cultivar ou não em solos de textura pedregosa?
Artigos

O Agro é pedra: Cultivar ou não em solos de textura pedregosa?

02/04/2026
Próximo
Operação da Guarda Metropolitana flagra extração ilegal de recursos minerais em Palmas

Operação da Guarda Metropolitana flagra extração ilegal de recursos minerais em Palmas

Especialista aponta vacinação e manejo correto como chave para prevenir botulismo na pecuária

Especialista aponta vacinação e manejo correto como chave para prevenir botulismo na pecuária

Prefeitura de Dois Irmãos do Tocantins lança projeto de Roça Comunitária na Serra do Meio

Parceria entre município e Banco da Amazônia garante acesso ao PRONAF B em Dois Irmãos do Tocantins

+ LIDAS

Confira a programação da Expoara 2024

Confira a programação da Expoara 2024

23/06/2025
Filho de ex-prefeito é assassinado a tiros durante assalto em fazenda; criminosos fogem com carros e reféns

Filho de ex-prefeito é assassinado a tiros durante assalto em fazenda; criminosos fogem com carros e reféns

24/10/2025
Agrotins 2026 bate marca de 220 mil visitantes em cinco dias de feira em Palmas, segundo Governo do Estado

Calendário de eventos agro no Tocantins: Confira as principais feiras, exposições e festas ao longo de 2026

26/06/2026
Endividado, megaprodutor do Tocantins paralisa pagamento aos credores

Endividado, megaprodutor do Tocantins paralisa pagamento aos credores

23/06/2025
Fazendão completa 21 anos com recordes e inovação em todas as áreas

Fazendão Agronegócio anuncia acordo para venda de unidade de esmagamento de soja no Tocantins

10/04/2026

LEIA TAMBÉM

Sistema FAET/Senar Realiza Dia de Campo na Fazenda Retiro em Arraias

Sistema FAET/Senar Realiza Dia de Campo na Fazenda Retiro em Arraias

23/06/2025
APROSOJA TOCANTINS celebra 12 anos de atuação com Jantar do Agricultor e reúne cerca de mil convidados em Palmas

APROSOJA TOCANTINS celebra 12 anos de atuação com Jantar do Agricultor e reúne cerca de mil convidados em Palmas

04/08/2025
Incêndio de grandes proporções deixa trabalhadores rurais feridos no distrito de Buritirana, zona rural de Palmas

Incêndio de grandes proporções deixa trabalhadores rurais feridos no distrito de Buritirana, zona rural de Palmas

23/06/2025
Com maior rentabilidade, confinamento renova otimismo dos produtores

Com maior rentabilidade, confinamento renova otimismo dos produtores

23/09/2025

SOBRE

Tocantins Rural
Tocantins Rural

O objetivo desse site é fazer com que o produtor, o lojista, o pesquisador e o investidor fiquem bem informados sobre o que acontece no Tocantins quando o assunto é agronegócio e agricultura familiar.

EDITORIAS

  • Agricultura
  • Agricultura Familiar
  • Economia
  • Estadual
  • Inovação
  • Meio Ambiente
  • Nacional
  • Pecuária
  • Pesca e Aquicultura
  • Política

INSTITUCIONAL

  • Quem Somos
  • Acervo
  • Média Kit
  • Contato

ATENDIMENTO

Segu-Sex: 08h-18h
(63) 98447-6190
[email protected]

© 2023 Tocantins Rural - Notícias do meio rural.

Bem-vindo!

Acesse sua conta

Esqueceu a senha?

Recuperar senha

Digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Entrar
Sem resultados
Ver todos resultados
  • Artigos
  • Destaques
  • Inovação
  • Estadual
  • Agricultura Familiar
  • Economia
  • Agricultura
  • Pecuária
  • Pesca e Aquicultura
  • Meio Ambiente
  • Política
  • Nacional
  • Vídeos

© 2023 Tocantins Rural - Notícias do meio rural.