O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) será o responsável pela criação e manutenção do primeiro banco brasileiro de antígenos e vacinas contra febre aftosa. O banco terá insumos para a formulação de vacinas que poderão ser distribuídas em todo o país em até 72 horas em situações de emergência sanitária.
O contrato, com vigência de dez anos, prevê a formação de um estoque inicial de 10 milhões de doses de antígenos de dois sorotipos do vírus que circularam no Brasil, além do fornecimento imediato de até 10 milhões de doses de vacina ao ministério em caso de surto.
Exigência sanitária internacional
Desde 2021, o Paraná é reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Em maio de 2025, a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) concedeu esse status ao Brasil. Entre as exigências da entidade está a manutenção de estoques de antígenos e vacinas para resposta em situações de foco da doença.
“Mais uma vez o Governo do Paraná e suas instituições se colocam à disposição do país, para apoiar um setor estratégico brasileiro que é o agronegócio. Há 85 anos o Tecpar atua como laboratório público com oferta de soluções na área de saúde animal e humana e agora abre uma nova frente, com o banco brasileiro de antígenos e vacinas contra febre aftosa”, disse o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon
O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, afirmou que o banco integra a política de manutenção do status sanitário do rebanho. “É muito difícil manter esse status sem a vacina e estamos fazendo a nossa parte hoje, com investimentos na criação do banco, com essa parceria com o Tecpar, que é uma referência nesta área e com outras vacinas, além da parceria internacional com a empresa Biogenesis Bagó. Esse é um investimento na preparação de um futuro tranquilo e que vai permitir que a carne brasileira acesse os mercados mais remuneradores e mais exigentes”, afirmou.
Estrutura e cooperação tecnológica
Com a assinatura do contrato, o Tecpar passa a ser o único laboratório público do país responsável pelo banco brasileiro de antígenos e vacinas contra a febre aftosa. Para a execução do projeto, o instituto mantém acordo de cooperação tecnológica com a empresa argentina Biogenesis Bagó, firmado em março de 2025, que prevê transferência e internalização de tecnologia.
A empresa é responsável por bancos de antígenos em países como Argentina, Estados Unidos, Canadá, Taiwan e Coreia do Sul. No Brasil, atuará na produção das vacinas, no controle de qualidade e no armazenamento dos antígenos.
“A infraestrutura do nosso parceiro tecnológico vai garantir, por meio do Tecpar, acesso ao Brasil aos antígenos para formulação rápida das vacinas, além de transferência de conhecimento para os técnicos do instituto, que passarão a se integrar ao processo produtivo da vacina. Com isso, o Tecpar se tornará referência como laboratório público no controle da febre aftosa”, disse Marafon.
Saúde Única e novos projetos
O Tecpar informou que o projeto integra a estratégia de Saúde Única, que considera a relação entre saúde humana, animal e ambiental. O instituto segue como fornecedor da vacina antirrábica veterinária ao Ministério da Saúde, com 25 milhões de doses entregues em 2025.
Também está em fase de conclusão o Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários (CIV), que produzirá insumos para diagnóstico de brucelose, tuberculose e leucose bovina.
Por Canal Rural.


















