Agência informou que o caso ocorreu fora do horário oficial do evento e abriu procedimento para investigar as circunstâncias do acidente, incluindo eventual ocorrência de maus-tratos
A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec), que abriu procedimento para apurar as circunstâncias da morte de um cavalo registrada após o encerramento de uma cavalgada no município de Novo Acordo, na região central do estado.
Segundo nota divulgada pela Agência neste domingo (24), o caso chegou ao conhecimento do órgão por meio de publicações feitas nas redes sociais.
De acordo com as informações levantadas pela regional responsável, o acidente ocorreu fora do horário oficial do evento, momento em que a equipe de fiscalização já não estava mais no local.
A Adapec esclareceu que, conforme a Lei Estadual nº 4.132/2023, alterada pela Lei nº 4.642/2025, a atuação do órgão em eventos equestres está relacionada à fiscalização do cumprimento das normas de bem-estar animal durante a realização oficial das atividades, dentro das atribuições previstas em lei.
Mesmo com o fato tendo ocorrido após o encerramento da programação, a Agência informou que irá instaurar procedimento de apuração para verificar as circunstâncias do caso, incluindo eventual ocorrência de maus-tratos e a adoção das medidas cabíveis.
A nota também reforça que a Lei Estadual nº 4.133/2023 proíbe, em todo o território tocantinense, a utilização de artefatos pirotécnicos que produzam estampido ou efeito sonoro ruidoso. Segundo a Adapec, a medida busca preservar o bem-estar animal e proteger pessoas sensíveis a ruídos.
Até o momento, não foram divulgadas informações adicionais sobre a dinâmica do acidente ou possíveis responsabilizações.
Entenda o caso
Um incidente registrado durante a 4ª Cavalgada de Aniversário dos Amigos, realizada em Novo Acordo, no Tocantins, neste último sábado, 23, terminou com a morte de um cavalo e gerou repercussão entre participantes e moradores da região.
De acordo com relatos divulgados por pessoas que estavam no local, o animal estava amarrado a uma estrutura próxima ao campo de futebol quando fogos de artifício teriam sido disparados nas proximidades. Assustado com o barulho, o cavalo tentou se soltar, puxou a estrutura e acabou sendo atingido, sofrendo ferimentos fatais.
Testemunhas também relataram que houve demora na chegada de atendimento veterinário após o acidente. O episódio gerou críticas e questionamentos sobre a existência de suporte técnico e medidas preventivas durante o evento.
Especialistas apontam que cavalos são animais sensíveis a estímulos sonoros intensos e que situações de estresse causadas por fogos de artifício podem desencadear reações bruscas e aumentar o risco de acidentes.
O caso reacendeu o debate sobre protocolos de segurança em cavalgadas e eventos com presença de animais, incluindo planejamento do ambiente, restrição ao uso de fogos de artifício em áreas próximas aos equinos e disponibilidade de acompanhamento veterinário.
Até o momento, não havia manifestação oficial dos organizadores sobre o ocorrido.
Com informações da nota da Adapec Tocantins.
















