Estado já colheu 8% da área cultivada e aparece à frente de Maranhão, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul no ritmo dos trabalhos.
A colheita da segunda safra de milho 2026 ganha ritmo nas principais regiões produtoras do Brasil. Levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que 6,7% da área cultivada já havia sido colhida até a última sexta-feira (12), indicando avanço significativo dos trabalhos de campo.
O percentual representa crescimento em relação aos 3% registrados na semana anterior e supera os 3,9% observados no mesmo período do ano passado. Apesar disso, o ritmo ainda permanece ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 7,3%.
O cenário da safra apresenta contrastes entre os estados produtores. Enquanto Mato Grosso registra produtividades superiores às estimativas iniciais, regiões como Goiás e Minas Gerais enfrentam perdas consolidadas em função da escassez de chuvas durante o ciclo das lavouras.
Mato Grosso lidera colheita e surpreende com altos rendimentos
Maior produtor nacional de milho safrinha, Mato Grosso também lidera o avanço da colheita no país, com 13% da área já colhida.
Segundo os técnicos da Conab, os primeiros resultados obtidos nas lavouras têm apresentado produtividades acima das projeções iniciais, reforçando as expectativas positivas para a safra estadual.
O desempenho reflete as condições climáticas mais favoráveis registradas em grande parte do ciclo produtivo, além do elevado nível tecnológico adotado pelos produtores da região.
A boa performance mato-grossense é vista pelo mercado como um fator importante para compensar parte das perdas verificadas em outras regiões produtoras.
Tocantins e Maranhão também avançam
Após Mato Grosso, os estados com maior avanço na colheita são:
- Tocantins: 8% da área colhida;
- Maranhão: 5%;
- São Paulo: 2%;
- Minas Gerais: 1%;
- Mato Grosso do Sul: 1%;
- Goiás: 0,3%.
Nos estados do Centro-Sul, a maior parte das áreas ainda se encontra em fase final de desenvolvimento, aguardando condições adequadas para o início mais intenso dos trabalhos de campo.
Mais da metade das lavouras já está em maturação
O monitoramento da Conab mostra que a safra entra em uma etapa decisiva.
Atualmente, a distribuição das áreas cultivadas é a seguinte:
0,7% em desenvolvimento vegetativo;
3,7% em floração;
35,2% em enchimento de grãos;
53,7% em maturação;
6,7% já colhidas.
O elevado percentual de áreas em maturação indica que a colheita deverá acelerar nas próximas semanas, especialmente nos estados do Centro-Oeste e da região Sul.
Paraná se prepara para iniciar a colheita
No Paraná, segundo maior produtor de milho safrinha do país, os trabalhos de colheita se aproximam do início.
As lavouras avançam para a fase final de maturação e o mercado acompanha de perto as condições climáticas, que serão determinantes para a qualidade dos grãos e para a produtividade final da safra.
A expectativa é que o estado tenha papel importante na composição da oferta nacional nos próximos meses.
Goiás e Minas Gerais confirmam perdas por estiagem
Se por um lado Mato Grosso apresenta resultados acima do esperado, por outro Goiás e Minas Gerais enfrentam um cenário mais desafiador.
De acordo com a Conab, as chuvas registradas recentemente em Goiás não foram suficientes para reverter os danos causados pela estiagem. As perdas produtivas já estão consolidadas em diversas regiões do estado.
Situação semelhante é observada em Minas Gerais, principalmente nas áreas cultivadas em sistema de sequeiro, que sofreram forte impacto em função da redução das precipitações durante fases importantes do desenvolvimento das plantas.
A menor disponibilidade hídrica comprometeu o enchimento dos grãos e reduziu o potencial produtivo das lavouras.
Mercado acompanha definição da safra brasileira
Com a colheita avançando e mais da metade das áreas já em maturação, o mercado passa a concentrar atenção nos resultados efetivos que serão obtidos nas próximas semanas.
A produtividade acima do esperado em Mato Grosso reforça a perspectiva de uma oferta robusta de milho, mas as perdas registradas em estados importantes como Goiás e Minas Gerais continuam sendo monitoradas por produtores, cooperativas e agentes do mercado.
O comportamento da colheita será determinante para consolidar as estimativas finais da safra 2026 e influenciar a formação dos preços do cereal no mercado interno durante o segundo semestre.
Por Portal do Agronegócio e Conab.


















