Campanha reforça a importância dos exames de rotina para identificar alterações hematológicas antes do surgimento de complicações graves
Um estudo publicado em 2025 por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica (PUC) revelou que, entre 2020 e 2024, o Brasil registrou mais de meio milhão de internações por doenças do sangue, dos órgãos hematopoéticos, estruturas responsáveis pela formação e manutenção das células sanguíneas, e por alguns transtornos imunitários. O dado reforça o alerta da campanha Junho Laranja, dedicada à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças hematológicas.
Entre as condições que mais exigem atenção estão a hemofilia, doença genética sem cura caracterizada pela deficiência na coagulação do sangue, e a talassemia, causada por alterações nas hemácias e que afeta cerca de 30 a 50 mil pessoas no país. Já a anemia, uma das doenças hematológicas mais comuns, atinge aproximadamente 25% dos brasileiros.
Muitas dessas enfermidades podem evoluir silenciosamente, dificultando o diagnóstico precoce. “Algumas doenças hematológicas evoluem lentamente e podem permanecer sem sintomas por meses ou até anos. Como muitos pacientes não realizam exames de rotina regularmente, alterações importantes acabam passando despercebidas”, afirma o hematologista e consultor médico do Sabin Diagnóstico e Saúde, Felipe Magalhães Furtado.
Sinais de alerta
Cansaço excessivo, palidez, falta de ar, tonturas, febre sem causa aparente, perda de peso involuntária, suor noturno e aumento de linfonodos, popularmente conhecidos como “ínguas”, podem indicar alterações no sangue, principalmente quando surgem de forma associada. Hematomas frequentes, sangramentos gengivais ou nasais, fluxo menstrual intenso e infecções recorrentes também merecem atenção.
“Esses sintomas muitas vezes são confundidos com estresse, viroses ou até deficiências nutricionais. Por isso, é importante procurar avaliação médica para investigar a origem do problema”, explica Furtado.
Segundo o especialista, alguns sinais menos conhecidos também podem ter origem hematológica, como coceira intensa após banho quente e episódios de trombose em pessoas jovens.
Investigação clínica
O hemograma costuma ser o primeiro exame solicitado durante a investigação clínica. Ele avalia componentes do sangue, como hemoglobina, leucócitos e plaquetas, podendo indicar anemias, infecções, alterações imunológicas e até doenças da medula óssea.
Para complementar a análise, também podem ser solicitados exames como ferritina, perfil de ferro, vitamina B12, ácido fólico, reticulócitos e provas de coagulação.
Quando há sintomas persistentes ou alterações mais significativas, exames específicos passam a ser indicados. Entre eles estão a eletroforese de hemoglobina, utilizada para identificar alterações hereditárias; a imunofenotipagem, que caracteriza células sanguíneas; o mielograma, responsável pela análise da medula óssea; além de testes moleculares capazes de detectar alterações genéticas.
Esses recursos ajudam no diagnóstico de doenças mais graves, como leucemias, linfomas e distúrbios de coagulação.
“O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de controle da doença e melhora a resposta ao tratamento. Além disso, reduz o risco de complicações graves, como infecções, sangramentos, tromboses e falência medular”, destaca o hematologista.
Furtado ressalta ainda que alguns grupos precisam de acompanhamento mais frequente, como idosos, pacientes com doenças crônicas, pessoas com histórico familiar de doenças hematológicas e portadores de doenças autoimunes.
“Gestantes e crianças também merecem atenção especial em determinadas situações, devido à maior frequência de deficiências nutricionais e alterações hematológicas específicas dessas fases da vida”, orienta.
Por isso, manter exames de rotina em dia e buscar avaliação médica diante de sintomas persistentes são medidas fundamentais para identificar precocemente alterações no sangue e aumentar as chances de tratamento eficaz e qualidade de vida.
Sabin no Tocantins
Presente no Tocantins desde 2012, o Sabin conta com 15 unidades distribuídas nas cidades de Palmas, Araguaína, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins, Gurupi, Guaraí e Colinas do Tocantins. Referência em exames laboratoriais, a empresa oferece serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental. A vacinação está disponível exclusivamente na unidade matriz, em Palmas.
Grupo Sabin
Com 42 anos de atuação, o Grupo Sabin é referência em saúde, destaque na gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades, o Grupo Sabin nasceu em Brasília (DF), fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984. Hoje conta com 7.400 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas. O grupo também está presente em 14 estados e no Distrito Federal oferecendo serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente com 362 unidades distribuídas de norte a sul do país.
O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra portfólio de negócios que contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo. Além disso, contempla também serviços de atenção primária contribuindo para a gestão de saúde de grupos populacionais por meio de programas e linhas de cuidados coordenados, pela Amparo Saúde e plataforma integradora de serviços de saúde – Rita Saúde – solução digital que conta com diversos parceiros como farmácias, médicos e outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência.
Por Kiw Assessoria de Comunicação.
















