Visita técnica à Bahia reuniu equipe da cooperativa para conhecer toda a cadeia produtiva da cultura e subsidiar estudos sobre sua viabilidade técnica e comercial
Em busca de novas oportunidades para ampliar a rentabilidade e diversificar a produção dos cooperados, a Frísia Cooperativa Agroindustrial realizou uma visita técnica, no dia 13 de julho, a Luiz Eduardo Magalhães (BA) para conhecer de perto a cadeia produtiva da mamona. A iniciativa integra o trabalho permanente da cooperativa de avaliar culturas com potencial de adaptação às condições do Tocantins e que possam representar novas oportunidades de geração de valor no campo.
A agenda foi conduzida pelo coordenador comercial da Frísia Cooperativa Agroindustrial no estado do Tocantins, Moacir de Oliveira, acompanhado do agrônomo da assistência técnica da cooperativa, Matheus Rickli. Durante a programação, a equipe visitou a Kaiima, empresa responsável pelo fornecimento de sementes e pela coordenação da cadeia da mamona na região, além da Fazenda Novo Milênio, referência na produção da cultura.
O principal objetivo da visita foi compreender toda a cadeia produtiva da mamona, desde os aspectos agronômicos até os fatores financeiros, tributários, logísticos e comerciais que influenciam a rentabilidade da cultura. A equipe também buscou conhecer as tecnologias empregadas no campo, os modelos de produção e as práticas adotadas pelos produtores da região.
Entre os principais aprendizados, a Frísia identificou que a mamona exige um nível tecnológico elevado e investimentos compatíveis para alcançar bons resultados produtivos. Ao contrário da percepção de que se trata de uma cultura de baixo custo, a visita demonstrou que seu desempenho está diretamente relacionado ao uso de tecnologia e ao manejo adequado. Outro aspecto observado foi a complexidade da colheita, realizada por meio de plataformas específicas e ainda pouco difundidas no mercado, normalmente disponibilizadas por empresas especializadas.
Além dos aspectos produtivos, a cooperativa está avaliando fatores determinantes para a viabilidade da cultura no Tocantins, como a adaptação das variedades às condições de solo e clima, o ciclo produtivo, os custos com insumos e operações, a logística de transporte, a tributação incidente sobre a comercialização e as exigências de classificação do produto. A análise conjunta desses elementos permitirá mensurar o potencial de rentabilidade da mamona para os cooperados.
O interesse pela cultura está relacionado às características de parte das áreas agrícolas do Tocantins, onde a irregularidade das chuvas e a presença de solos arenosos e cascalhentos podem limitar o desempenho de algumas culturas tradicionais. Nesse cenário, a Frísia busca identificar alternativas que aproveitem melhor essas condições e ampliem as possibilidades de produção e geração de renda ao longo do ano.
“Na Frísia, buscamos constantemente alternativas que possam ampliar as oportunidades de negócio para os nossos cooperados. Nosso objetivo é identificar culturas que se adaptem às condições do Tocantins e que possam gerar mais rentabilidade, diversificação e segurança para a propriedade rural. A mamona é uma dessas possibilidades que estamos estudando com bastante profundidade, avaliando desde os aspectos agronômicos até questões logísticas, tributárias e de mercado. Antes de levar qualquer recomendação ao cooperado, fazemos uma análise técnica criteriosa para garantir que seja uma alternativa realmente viável e capaz de agregar valor ao sistema produtivo”, destaca Moacir de Oliveira, coordenador comercial da Frísia Cooperativa Agroindustrial no estado do Tocantins.
A prospecção de novas culturas integra a estratégia da Frísia de ampliar as oportunidades de negócio para seus cooperados. Nos últimos anos, a cooperativa também tem estudado e incentivado culturas como gergelim, feijão-mungo verde e feijão-mungo preto, sempre com foco na diversificação da produção, na redução de riscos e no aumento da rentabilidade das propriedades.
Como próximos passos, a cooperativa dará continuidade às conversas técnicas com empresas da cadeia produtiva da mamona para aprofundar informações relacionadas ao manejo, produtividade, logística, tributação e mercado. Paralelamente, áreas experimentais já implantadas no Tocantins, tanto em propriedade de cooperado quanto na Fundação ABC, serão acompanhadas até a colheita. Os resultados servirão de base para os estudos conduzidos pela Frísia e para futuras avaliações sobre a viabilidade da cultura no estado.

















