O uso de rochas e subprodutos da mineração para a remineralização do solo tem ganhado destaque como uma alternativa sustentável para melhorar a fertilidade e aumentar a produtividade agrícola no Tocantins.O tema foi debatido em uma reunião nesta segunda-feira (01), no escritório sede do SINDIMETO – Sindicato das Indústrias de Mineração do Estado do Tocantins.
O encontro contou com a participação da Associação dos Produtores Rurais do Sudoeste do Tocantins (Aproest), representada pelo presidente Wagno Milhomem, que também representou o Sindicato, além de especialistas da área. Entre os participantes, estavam o engenheiro agrônomo Breno Barbosa Villas Boas, o professor e pesquisador da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), Fred Souza, que há 20 anos estuda o impacto da remineralização na agricultura, e o engenheiro do setor de energia, Paulo Corazzi.
O pesquisador apresentou um histórico dos estudos sobre remineralizadores de solo no Brasil, que se iniciaram na década de 1960, ganharam força nos anos 2000 e culminaram na realização de quatro congressos brasileiros sobre o tema. Em 2025, está prevista a quinta edição do Congresso Brasileiro de Rochagem, evidenciando o crescimento do interesse pelo setor, e as inscrições podem ser feitas pelo link: https://fealq.org.br/eventos/v-congresso-brasileiro-de-rochagem/.
Um dos pontos destacados foi o aumento significativo no registro de produtos remineralizadores junto ao Ministério da Agricultura nos últimos anos. Esse movimento demonstra o potencial de mercado e a viabilidade econômica do aproveitamento de rejeitos minerais para a agricultura. Além de beneficiar os produtores rurais, que passam a contar com alternativas sustentáveis para o manejo do solo, a iniciativa também representa uma oportunidade para mineradoras ampliarem seus portfólios e incrementarem suas receitas.
“O uso de remineralizadores de solo representa uma alternativa sustentável e promissora para a agricultura, beneficiando tanto os produtores quanto o setor mineral. Temos observado um crescimento significativo no interesse por essas soluções, impulsionado pelos avanços científicos e pelo reconhecimento de sua viabilidade econômica. A adoção desses insumos pode contribuir para a melhoria da fertilidade do solo e o aumento da produtividade agrícola no Tocantins”, afirmou o professor Fred Souza.
A Aproest esteve presente no encontro, acompanhando as discussões sobre a viabilidade e os impactos da adoção dos remineralizadores de solo para os produtores rurais do Tocantins. “A Aproest está sempre atenta a soluções que possam contribuir para o fortalecimento da produção agrícola no Tocantins. O uso de remineralizadores de solo surge como uma alternativa sustentável e acessível para os produtores, trazendo benefícios tanto para a produtividade das lavouras quanto para a preservação ambiental. Seguiremos acompanhando essa pauta e buscando oportunidades que favoreçam o desenvolvimento do setor agropecuário na região”, destacou o presidente da Aproest, Wagno Milhomem.
A expectativa é que a adoção dos remineralizadores de solo ganhe ainda mais espaço no agronegócio local, consolidando-se como uma alternativa viável e sustentável para o desenvolvimento do setor.
Por Ascom Aproest.