09/09/2021

Tocantins x Produção de feijão

César Halum é secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e apresentador do programa Mundo Agro, no SBT Tocantins
César Halum é secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e apresentador do programa Mundo Agro, no SBT Tocantins

O feijão é uma cultura antiga no planeta.  Arqueólogos dizem que em cerca de 10.000 a.c., o feijão tenha sido utilizado na América do Sul, no Peru e transportado para a América do Norte. Há relatos antigos do feijão que ocorreram na Bíblia, no Egito, nas ruínas de Tróia, no Império Romano, nas cortes inglesas e francesas, onde o feijão fazia parte da dieta dos guerreiros para as guerras, ajudando assim o seu uso e cultivo.

No Brasil os índios, por volta do século XVI, chamavam o feijão de “comanda” e comiam com farinha. Quando os portugueses aqui chegaram, agregaram a esta refeição e a espalharam por todo o Brasil.

O Brasil é o terceiro maior produtor de feijão no mundo, mas não está entre os maiores exportadores. A maior parte da produção é destinada ao consumo interno. China, Índia e Myanmar são os maiores produtores de feijão no mundo, responsáveis por mais de 60% de toda a produção em 2020.

Nessa safra 2021 a área cultivada no Brasil é de 2,9 milhões de toneladas, utilizando uma área de 2,9 milhões de ha. Os principais Estados produtores são Paraná (534,2 mil t.), Minas Gerais (522,1 mil t.), Mato Grosso (358,9 mil t.) e Goiás (353,9 mil t.), realizado em três safras, sendo a primeira denominada “safra das águas”, a segunda “safra da seca” e a terceira “safra de outono/inverno”.

No Brasil são cultivadas várias espécies de feijões, como  Azuki, Branco, Bolinha, Canário, Carioca, Fradinho, Jalo, Jalo Roxo, Moyashi, Mulatinho, Preto, Rajado, Rosinha, Roxinha, Verde, Vermelho, sendo a mais comum a variedade Carioca que tem maior aceitação no mercado quer seja pela tradicional como pelo preço.

Como curiosidade, o feijão carioquinha recebeu esse nome por causa das listras, que lembram o calçadão de Copacabana, sendo o resultado de cruzamento de outros tipos de feijões.

Conforme a FAO, a produção média mundial é de 26 milhões de toneladas. Os 7 (sete) principais países produtores de feijões são: Mianmar (18%), Índia (15%), Brasil (11%), EUA (5%), México (4%), Tanzânia (4%), e China (4%). O continente asiático representado por Mianmar e Índia respondem por 33% do feijão total mundial. O Brasil é o terceiro maior produtor com 11% do total mundial, e engloba os feijões preto, cores e caupi.

A exportação mundial de feijão é,  em média, 4,0 milhões de toneladas. O principal país exportador é Myanmar (25%) em 2º é a China (17%), em 3º os Estados Unidos (12%) e, 4º Canadá e Argentina (8%).

O Tocantins está ingressando numa grande produção de feijão, em sua maioria destinado à exportação, tendo a Índia como principal comprador. O de maior aceitação na Índia é o Caupi Guariba e o Caupi Novaera que tem como característica o cozimento muito rápido. Por tratar-se de uma região carente, que faz grande uso de fogão à lenha, visto que o não há muito fogão à gás, esta característica os atrai muito.

O Tocantins está chegando à marca de 30 mil ha plantados, os maiores produtores estão na região de Silvanópolis e Monte do Carmo. Este tipo de grão pode ser plantado três vezes ao ano e isto pode garantir considerável crescimento na produção devido às três safras anuais. O desenvolvimento desse produto é uma grande oportunidade principalmente para a agricultura familiar.

Temos ainda o feijão mungo, de cor verde, bem parecido com a lentilha, muito utilizado para brotos e saladas. Este tipo de grão é bastante consumido pela comunidade japonesa mas o Estado de Tocantins também já vem produzindo este produto.

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