O mercado físico do boi gordo segue travado, com negociações lentas, informa a consultoria Agrifatto. O cenário reflete a postura cautelosa da indústria diante do enfraquecimento da demanda no mercado interno e externo, enquanto os pecuaristas, favorecidos pelas boas condições das pastagens, resistem a pressões de baixa.
Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 29 não tiveram alterações no preço do boi gordo nesta quinta-feira (22/1). Foram registradas quedas no Triângulo Mineiro, Santa Catarina e sul do Tocantins. Apenas em Redenção (PA) houve alta de valores.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), o preço do boi gordo segue cotado a R$ 318 a arroba para o pagamento a prazo. Os valores das demais categorias (“boi China”, vaca e novilha) também não tiveram alterações.
Se, na semana passada, nas praças de referência do Estado de São Paulo, havia negócios ocorrendo abaixo da referência, nos últimos dias isso não é mais verdade, e todos os negócios ocorrem dentro delas, destaca a Scot. Houve grande resistência da ponta vendedora, e as unidades frigoríficas tiveram que aumentar o valor das ofertas de compras para adquirirem boiadas.
Além disso, o aumento do preço da carne no varejo e no atacado também proporcionou certo conforto às indústrias, que puderam ceder um pouco mais nas negociações. E, com o varejo com pouco estoque, há mais pedidos de reposição no atacado sem osso.
Por Globo Rural.

















