A multinacional Cargill inaugurou nesta quarta-feira (25/2) uma nova unidade de produção de suplementos para alimentação de bovinos em Primavera do Leste (MT). A unidade terá capacidade de produzir até 150 mil toneladas de suplementos ao ano, tanto para sistemas de criação a pasto quanto confinamentos. A companhia não revelou o valor investido.
“Conseguimos chegar ao maior mercado pecuário do país melhor posicionados, otimizando custos e trazendo competitividade”, declarou o vice-presidente de nutrição e saúde animal para a América do Sul na Cargill, Celso Mello.
Com a inauguração, a companhia passa a ter nove plantas de nutrição animal no país, sendo duas com produção de suplementos e sais minerais.
Sem abrir o número exato, a Cargill afirma ter crescido dois dígitos no mercado de suplementação animal no último ano, enquanto o mercado como um todo caiu cerca de 4,5%, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (ASBRAM).
Considerando a virada de ciclo pecuário no país e o avanço de tecnificação do setor, a multinacional projeta uma retomada do setor este ano, com avanço de 5% nas vendas totais.
“São consumidas cerca de 240 mil toneladas de suplementos, o suficiente para suplementar cerca de 14 milhões de animais, ou seja, tem um subconsumo muito grande dentro das fazendas na implementação de tecnologia e essa nova fábrica vem para fortalecer nosso posicionamento nesse setor”, destaca o líder de bovinos de corte na Cargill Nutrição e Saúde Animal, Tiago Zaperlon.
Com a nova unidade em Mato Grosso, a expectativa é de uma redução de até R$ 600 por tonelada no custo logístico para a região, até então atendida pela planta de Goianira, situada em Goiás. A unidade, agora, focará nos mercados de Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará, enquanto a planta de Primavera do Leste atenderá Mato Grosso, Rondônia e Acre.
A previsão da Cargill, segundo Zaperlon, é aumentar sua participação no mercado de suplementação animal de 5% para 12% nos próximos sete anos, vislumbrando a liderança no mercado de animais confinados, no qual possui 40% de participação atualmente.
“Esse processo de tecnificação e profissionalização pecuária está em andamento e ainda há muito a ser feito. Mesmo nesse estágio, o Brasil já é o maior produtor e exportador mundial de carne, então há muito potencial do país ser cada vez mais a referência para abastecer o mercado global de carne bovina”, completa o executivo.
Por Globo Rural.
















