O botulismo, conhecido como a “doença do osso”, é uma das enfermidades mais letais na pecuária.
Em resposta ao telespectador Wellington Damasceno, de Maracás (BA), no Giro do Boi, o professor de medicina veterinária e consultor Guilherme Vieira esclarece que, apesar da gravidade e da falta de tratamento eficaz após o surgimento dos sintomas, a doença é evitável através de um rigoroso protocolo sanitário e nutricional.
A vacinação é a principal linha de defesa contra o botulismo. Vieira informa que a vacina, que contém os toxoides C e D, é essencial em áreas com histórico da doença ou onde há deficiência mineral.
As vacinas V10 ou V12 são comumente recomendadas pelo especialista. “A prevenção custa apenas centavos por cabeça, enquanto a perda de um único boi de 450 kg para a toxina representa um prejuízo patrimonial enorme”, afirma.
Prevenção e cuidados necessários
O professor também abordou o uso de cloro na água como ferramenta de prevenção. “A cloração da água é valiosa, mas não substitui a higienização física”, afirma. A recomendação é que os bebedouros sejam esvaziados e esfregados a cada 15 ou 20 dias para remover lodo e restos orgânicos que podem favorecer a proliferação da bactéria Clostridium botulinum.
Para entender a importância da vacina, os produtores devem estar cientes dos gatilhos da doença. A bactéria produz toxina em ambientes sem oxigênio, como carcaças em decomposição ou silagens deterioradas. O botulismo causa paralisia progressiva, impedindo o animal de andar, mastigar e respirar.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Por Canal Rural.


















