Queijaria clandestina é interditada no município de São Miguel, no Tocantins

A operação aconteceu após denúncias anônimas de que os proprietários destas queijarias continuavam produzindo alimentos de forma clandestina e comercializando em estabelecimentos da região e na cidade de Imperatriz-MA

Nesta quinta-feira (17), uma ação de fiscalização e combate à industrialização e comércio clandestino de produtos lácteos realizada no município de São Miguel, na região norte do Estado, culminou na apreensão e destruição de 1,7 mil litros de leite e 152 quilos de queijos, impróprios para o consumo em duas queijarias clandestinas.

Os proprietários foram autuados em R$ 7 mil cada um, por serem reincidentes e por descumprimento de legislação, uma vez que os mesmos já haviam sido interditados em 2016 e 2017 e não se regularizaram.

Segundo o gerente de inspeção animal da Adapec, Antônio José de Caminha, a operação aconteceu após denúncias anônimas de que os proprietários destas queijarias continuavam produzindo alimentos de forma clandestina e comercializando em estabelecimentos da região e na cidade de Imperatriz-MA. Além disso, os estabelecimentos não possuíam registro em nenhum órgão de inspeção oficial.

De acordo com o documento de relato dos fatos, emitido pelos inspetores e fiscais da Adapec, o proprietário da primeira queijaria informou que não possuía registro de inspeção, e embora tenha feito investimento em alguns equipamentos, o estabelecimento não possuía máquina de pasteurização (obrigatória para a produção), fazia uso de bomba não sanitária em contato direto com a matéria-prima, utilizava utensílios de madeira na sala de produção, não possuía controle integrado de pragas implantado denotado pela grande presença de moscas dentro e fora da sala de produção e até mesmo dentro do leite pronto para processamento no tanque de fabricação, demonstrava falta de controle higiênico-sanitário no teto (presença de mofo e sujidades) e em utensílios (presença de sujidades). Também foi identificado uso de rótulo sem identificação de local de produção, tampouco, selo de inspeção.

Já na segunda propriedade fiscalizada, os inspetores relataram que foi identificado indícios de produção de queijo em condições precárias de higiene. No momento da fiscalização não foi encontrado queijos em processo de produção ou acabados.

Porém, o proprietário confessou que a produção é realizada diariamente e os produtos haviam sido comercializados no dia anterior para a cidade de Imperatriz - MA, motivo de não haver estoque.

A população pode contribuir para o combate a produção e comercialização de produtos de origem animal clandestinos. A Adapec dispõe de um serviço de disque-defesa pelo número 0800631122, onde pode ser feita a denúncia de forma anônima de casos de industrialização ou transporte de produtos de origem animal clandestina. Já denúncia sobre a venda destes produtos no comércio deve feita diretamente na vigilância sanitária (Visa) do município ou estadual.

Fonte: Adapec