O Banco Central mudou as regras do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). De acordo com a instituição, o objetivo é conter os gastos da União e dar mais previsibilidade ao orçamento do seguro rural voltado aos pequenos produtores.
Assim, a partir deste ano, o programa passa a operar com um teto de despesas que poderá bloquear, de forma automática e temporária, novas contratações a municípios considerados de maior risco caso o orçamento previsto seja comprometido.https://www.youtube.com/embed/53OBeadsxtI
A medida foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e surge após sucessivos aumentos nos gastos do Proagro, impulsionados principalmente por perdas causadas por eventos climáticos extremos.
Em 2023, por exemplo, o orçamento inicial era de pouco menos de R$ 3 bilhões, mas as despesas saltaram para mais de R$ 9 bilhões, obrigando o governo a remanejar recursos de outras áreas.
Novas regras do Proagro
Com as novas regras estipuladas pelo Banco Central, quando 80% do orçamento anual estiver comprometido, o acesso ao Proagro será suspenso para produtores de municípios que concentram parte relevante do risco do programa.
Já se 90% do valor estiver compromissado, o bloqueio será ampliado e caso o limite total seja atingido, todas as novas contratações serão interrompidas até que haja reequilíbrio das contas.
Além disso, o Banco Central vai passar a monitorar a execução do orçamento com mais frequência e os dados serão compartilhados com outros ministérios que poderão avaliar a necessidade de aportes adicionais antes que os bloqueios sejam efetivados.
De acordo com o governo, o objetivo é evitar surpresas nas despesas e aproximar o funcionamento do Proagro ao modelo já adotado no mercado privado de seguros.
Porém, mesmo com os bloqueios temporários, os produtores poderão acessar o crédito rural sem a cobertura do Proagro, a critério dos agentes financeiros. Segundo o governo, a verba prevista para 2026 é de R$ 6,6 bilhões.
Por Canal Rural.


















