09/07/2021 - Atualizado em 09/07/2021

Aprenda estratégias para reduzir custos na agricultura

Por Eliza Maliszewski/ com edições do Tocantins Rural

 

Imagem: Divulgação
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Buscar uma maior produtividade e lucratividade é um dos principais objetivos do agricultor, porém nem sempre é simples encontrar meios para economizar

Buscar produtividade e lucratividade maiores é um dos principais objetivos do agricultor. Porém, nem sempre é simples encontrar meios para economizar com os custos de produção mantendo a qualidade dos alimentos. Para vencer esse desafio é preciso conhecer todas as alternativas e ferramentas que já estão disponíveis no mercado e entender que a redução de custos na agricultura vai muito além da escolha de insumos.

Redução de custos na agricultura: como fazer uma boa gestão do negócio

Buscar uma maior produtividade e lucratividade é um dos principais objetivos do agricultor, porém nem sempre é simples encontrar meios para economizar com os custos de produção mantendo a qualidade dos alimentos. Para vencer esse desafio é preciso conhecer todas as alternativas e ferramentas que já estão disponíveis no mercado.

As alternativas para redução de custos na agricultura

A gestão integrada de custos da propriedade agrícola é uma tarefa complexa, por envolver conhecimentos que vão além do negócio em si. É preciso entender as respostas do agroecossistema sob as diferentes formas de gestão e manejo e manter um bom controle das informações.

O Engenheiro de Produção Alexandre César Paiva Barbosa apontou que é imprescindível contar com um bom sistema de gestão agrícola, seja uma planilha ou serviço, para gerenciar os diferentes custos envolvidos com:

Adubação;
Defensivos;
Operações;
Financeiros e Administrativos.

A boa gestão de informações é capaz da orientar a tomada de decisão nas diferentes etapas da gestão do empreendimento. Para isso, Alexandre César explica que o agricultor deve estar sempre atento aos novos parâmetros e métodos que vão surgindo com as novas pesquisas e tecnologias, como a análise da atividade biológica do solo.

Essas pesquisas também tem ampliado o uso de alguns microrganismos benéficos, como o caso da bactéria promotora de crescimento Azospirillum usada na cultura do milho. Novos estudos demonstraram sua eficiência em novas culturas, como café, citros, cana, eucalipto e soja.

Depois de entender sobre a situação do sistema de produção através da gestão das informações e avaliar a necessidade da tomada de decisão, o agricultor deve buscar por alternativas com potencial para gerar a redução de custos ou ainda aumentar a rentabilidade do seu negócio.

O primeiro passo indicado por Alexandre César é a procurar alternativas próximas à sua propriedade. Por exemplo: além reduzir os custos do insumo com o fretamento ao utilizar fornecedores mais próximos, é possível encontrar opções interessantes, como as fontes naturais de nutrientes.

Como exemplo, ele citou o uso da farinha de cascos e chifres proveniente dos frigoríficos como fonte de nitrogênio (N). Uma das suas vantagens é ser pouco vulnerável a perdas pela lixiviação e volatilização, quando comparada aos fertilizantes convencionais, como a Ureia agrícola.

Porém, Alexandre ressalta que, para alcançar uma liberação mais rápida dos nutrientes das fontes naturais, como os resíduos da agroindústria e pó de rocha, é interessante investir em métodos como a compostagem e até mesmo aumentar a atividade biológica do solo.

A redução de custos vai muito além da escolha de insumos

Os microrganismos além de auxiliarem na liberação dos nutrientes retidos e aplicados no solo, oferecem uma série de benefícios ao solo e as plantas. Além do método de inoculação direta dos microrganismos, os biofertilizantes podem ser uma importante ferramenta para alcançar o aumento da atividade biológica do solo:

“Ao percebermos que a atividade biológica do solo está baixa nós temos que tomar uma iniciativa. Umas das melhores ferramentas para aumentar a atividade biológica do solo com uma resposta rápida é com o com uso dos biofertilizantes. Além disso, eles têm um efeito de repelência e aumento da resistência das plantas.”

Além disso, a economia de custos não acontece apenas com a escolha de insumos alternativos. O fortalecimento de processos que potencializem a fertilidade do solo, como a ciclagem de nutrientes e a produção de matéria orgânica no solo também ajuda a reduzir os custos que o agricultor tem na lavoura.

A adubação verde é um dos métodos citados por Alexandre César. Essa técnica é capaz de trazer para superfície os nutrientes de camadas mais profundas do solo e ainda promover a vida dos microrganismos no solo, por manter a rizosfera ativa e viva durante todo o ano.

Para isso, a fase de planejamento é outra etapa essencial tanto para garantir uma boa efetividade desses métodos de promoção da atividade biológica do solo, quanto para também ter um impacto direto nos custos.

Ao garantir que o solo esteja ocupado durante todo o ano agrícola e ainda avaliar a possibilidade de aplicações conjuntas dos insumos, o agricultor está garantindo uma gestão eficiente dos seus insumos e da sua propriedade. Alexandre César ainda ressaltou:

“O agricultor que adota os adubos e defensivos naturais está a um passo de garantir o certificado orgânico. Ele, além de alcançar uma maior efetividade de alguns métodos, como o controle biológico, e alimentos mais saudáveis, garante uma economia na produção e uma maior rentabilidade do produto, por sua maior valorização no mercado.”

Fonte: Agrolink

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