11/05/2021

CNA debate retirada da vacina contra febre aftosa para aumentar exportações

da redação
Imagem: Divulgação
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O tema fez parte do ciclo de discussões que aconteceu na 86ª Expozebu

No último sábado (08), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debateu a expectativa de retirada da vacina contra a febre aftosa no país. O tema fez parte do ciclo de discussões que aconteceu na 86ª Expozebu, promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), em Uberaba (MG). A coordenadora de Produção Animal da CNA, Lilian Figueiredo, destacou que a retirada da vacina permitirá o aumento das exportações e a abertura de novos mercados para a carne brasileira.

“Temos visado mercados diferenciados. Hoje apenas Santa Catarina tem acesso a esses mercados que tem exigência sanitária mais restrita”. Segundo Lilian, alguns países exigem que o Brasil seja sem vacinação para aceitar exportações do País, como Japão e Coreia do Sul, por exemplo.

“O potencial produtivo do Brasil não se compara com outros países. Nós temos uma produção muito grande, vários tipos de cortes e raças. Então, temos condições de acessar esses mercados e o setor tem a expectativa de uma valorização da nossa carne pela retirada da vacinação”.

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Guilherme Leal, reforçou que o órgão não fala em retirada, mas em substituição da vacina por um sistema de vigilância mais ativo.

Sobre a estrutura dos órgãos de defesa agropecuária, Lilian Figueiredo afirmou que um dos maiores entraves para a evolução dos estados é a questão financeira e, que, por isso, a CNA trabalha em conjunto com o Ministério para o desenvolvimento de ações, inclusive em contato com o Congresso Nacional para direcionamento de recursos das emendas parlamentares para os estados. Um dos pontos do debate foi a criação dos fundos estaduais para indenizar os produtores por eventuais focos da doença após a retirada da vacinação.

O secretário João Guilherme Leal, afirmou que o Mapa tem feito várias discussões sobre os fundos estaduais, oferecendo modelos com as melhores alternativas, mas também está estruturando um fundo nacional.

Sobre as ações em andamento, Lilian Figueiredo disse que a CNA está trabalhando para que o produtor rural fique informado sobre o status do seu estado e possa manter a vigilância após a retirada da vacinação. As ações de capacitação dos produtores é uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Já Leal reforçou que o ministério tem mantido os órgãos estaduais informatizados e garantido os recursos para a continuidade dos trabalhos de vigilância. Em âmbito nacional, Leal disse que está sendo feita uma vigilância reforçada de fronteira.

No final do mês de maio, os estados do Acre, Rondônia, Amazonas, Rio Grande do Sul e Paraná vão receber o status internacional de zona livre com vacinação concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Fonte: Canal Rural

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