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30/04/2021

Núcleo de Meteorologia da Unitins informa início da transição do período chuvoso para a estiagem no Tocantins

Carlos Bayma/ com edição do Tocantins Rural

 

Imagem: Divulgação
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"Demorou-se para plantar e quando chegamos em meados de fevereiro choveu muito e houve prejuízo em algumas lavouras de soja, principalmente no centro e no norte do Estado"

O período chuvoso 2020/21 no Tocantins se aproxima do fim, cedendo lugar à estiagem e trazendo o período seco com temperaturas mais elevadas, tão características da nossa região. Mas, isso não significa dizer que as chuvas cessarão de imediato. A expectativa é que a semana continue com muitas áreas de instabilidade.

Estamos com um fenômeno meteorológico nas camadas mais altas da atmosfera favorecendo a entrada de umidade no Tocantins e, dessa forma, teremos mais chuvas nos próximos dias. É o que explica o coordenador do Núcleo Estadual de Meteorologia e Recursos Hídricos (Nemet/RH) da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), pesquisador José Luiz Cabral da Silva Junior.

Segundo o meteorologista, esse último período chuvoso, 2020/21, “foi muito complicado, muito irregular. Demorou-se para plantar e quando chegamos em meados de fevereiro choveu muito e houve prejuízo em algumas lavouras de soja, principalmente no centro e no norte do Estado. Agora, estamos no período de transição e fenômenos meteorológicos transitórios e recorrentes, pois sempre voltam, estão produzindo esse momento no apagar das luzes no nosso período chuvoso”.

Do ponto de vista hidrológico, a situação não está favorável, avalia José Luiz Cabral. O sistema elétrico brasileiro continua sob tensão e continua monitorando os grandes reservatórios. O maior reservatório, localizado em Serra da Mesa, está com apenas 30% da sua capacidade. Sobre o assunto, o meteorologista afirma que “falta chuva na cabeceira da bacia hidrográfica Tocantins-Araguaia e isso pode comprometer todo o sistema elétrico. Ademais, o que podemos esperar para o período de estiagem é o de sempre, muito calor com temperaturas em elevação. Isso é promovido pela sazonalidade e isso não muda, temos que conviver com esses dois extremos”, alerta.

Alertas meteorológicos

Apesar do comum compartilhamento dos alertas meteorológicos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o professor José Luiz Cabral Junior afirma que não há motivo para pânico ou desespero, mas claro, é necessário manter os cuidados básicos.

"Sempre tem alertas no portal do Inmet pegando as regiões ao Norte do país. E, pelas características do Tocantins, é muito comum que entremos numa situação de alerta. Fatores geográficos influenciam, como a proximidade com a linha do Equador, e as nuvens que predominam sobre o Tocantins, que são as cumulonimbus - aquelas com características de tempestades, ventanias, rajadas de ventos e descargas elétricas atmosféricas. No entanto, para o tocantinense raiz, isso é recorrente e muito comum.” Pontuou José Luiz Cabral Junior, reforçando que as pessoas devem se proteger sem entrar em pânico.

Fonte: Secom

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