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16/03/2021

Saiba como combater a mosca-branca e percevejo-marrom na soja

da redação

 

Imagem: Divulgação
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Quando não controladas corretamente, essas pragas têm o potencial de causar sérios danos à cultura da soja

Ano após ano, presenciamos um aumento contínuo da produtividade da soja no Brasil. Contudo, para que cada produtor possa garantir altas produtividades em sua área, ele deve lidar constantemente com diversos desafios, como é o caso de pragas que afetam a cultura.

Assim, dentro da grande diversidade de pragas que podem atacar lavouras de soja, duas delas se destacam pelo alto potencial destrutivo quando não combatidas a tempo. São elas: mosca-branca (Bemisia tabaci) e percevejo-marrom (Euschistus heros).

Quando não controladas corretamente, essas pragas têm o potencial de causar sérios danos à cultura da soja, comprometendo a produtividade e, consequentemente, a produção brasileira.

Velha conhecida entre produtores de soja, a mosca-branca (Bemisia tabaci) é um inseto sugador comum em diversas culturas. Na soja, o inseto é transmissor do vírus da “necrose-da-haste”, que pode levar a planta à morte, dependendo da evolução da doença.

A mosca-branca, por se alimentar da seiva das plantas, pode levá-las à redução da produtividade ou, em casos mais sérios, a morte das plantas, especialmente quando há alta densidade populacional do inseto.

Além disso, ao se alimentar continuamente, a mosca-branca excreta nas folhas uma substância que favorece a formação de fumagina, causada pelo fungo Capnodium sp. A fumagina apresenta coloração preta e se desenvolve na camada superior das folhas de soja, o que dificulta a captação dos raios solares pelas plantas, reduzindo assim a taxa fotossintética das folhas.

Sendo assim, é extremamente importante o correto reconhecimento da praga, assim como a adoção de uma estratégia de manejo do inseto mais assertiva.

Percevejo-marrom: ampla ocorrência, requerendo atenção

Outra praga de importância na cultura da soja é o percevejo-marrom, sendo reconhecido como uma praga-chave na soja. Ele se destaca pelos danos causados e necessidade de atenção redobrada no manejo.

As ninfas (a partir do terceiro instar) e os adultos do percevejo podem causar grandes danos à cultura a partir da fase de formação das vagens e maturidade fisiológica (R3 a R7). Exatamente por isso, a praga representa um sério perigo na reta final do cultivo, que é o momento em que se definem o rendimento e a qualidade da semente.

O percevejo-marrom tem seus principais danos na cultura da soja quando ela ataca as vagens em formação, levando à formação de “grãos chochos”.

Além desses danos, a praga também injeta toxinas na planta durante a sua alimentação, provocando sintomas de “retenção foliar”. Com isso, lavouras atacadas terão folhas verdes por mais tempo, dificultando o momento da colheita e aumentando a umidade dos grãos colhidos.

Dessa forma, assim como acontece com a mosca-branca, o manejo do percevejo-marrom também deve ser muito bem realizado, a fim de promover alta produtividade da lavoura.

Meios de controle mais eficientes para impedir essas pragas na soja

A soja é uma das culturas onde a pesquisa rapidamente avançou no quesito manejo de pragas. Dessa forma, para melhor controle da mosca-branca e do percevejo-marrom a adoção de um manejo integrado de pragas é a melhor estratégia.

O manejo integrado engloba diversas táticas de controle que apresentam maior efetividade, tais como:

 

-Limitação das datas de plantio;

-Eliminação de plantas voluntárias, restos culturais e de plantas daninhas;

-Controle químico específico, visando impedir a manutenção da população do inseto-praga, associado a um controle biológico mais efetivo.

Dentre todas essas medidas, o controle químico é reconhecido como a principal ferramenta de manejo de mosca-branca e percevejos na cultura da soja, devido principalmente à rapidez, eficiência e flexibilidade.

O uso contínuo das mesmas tecnologias para o controle de pragas pode elevar casos de resistência aos compostos químicos utilizados, diminuindo a eficácia dos produtos no manejo químico.

Fonte: Canal Rural

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