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01/04/2021

Tocantins proíbe aplicação de defensivos agrícolas na Área de Proteção Ambiental do Lajeado

Por Eliza Maliszewski/ com edições do Tocantins Rural

Pela determinação estão proibidos o uso dos agrotóxicos das classes 3 e 4 na revisão do plano da área

Há uma semana está proibida a aplicação de defensivos agrícolas na Área de Proteção Ambiental do Lajeado, no Tocantins. A região que inclui a capital, Palmas, tem 121 mil hectares, sendo 22 mil ocupados por agricultura e pecuária. A decisão foi tomada em reunião do Conselho Deliberativo do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

Pela determinação estão proibidos o uso dos agrotóxicos das classes 3 e 4 (menos tóxicos) na revisão do plano da área. São exemplos da classe 4 usados na soja os herbicidas glifosato e dicamba. O uso dos químicos das classes 1 e 2, considerados os mais tóxicos, já era limitado desde a criação da Apa em 1997. Só não entram na lista de proibidos os defensivos da classe 5, considerados improváveis de causar dano agudo.

Segundo o documento, o plano de manejo deve atentar para novos modelos de produção, como o sistema agroflorestal e/ou agroecológico, que, além de outros benefícios, usam defensivos naturais.

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) apresentou uma proposta que mantém liberado o uso de duas classes de agrotóxicos em plantações na APA, que são consideradas menos nocivas. O pedido ainda não foi analisado.

Mesmo sendo uma área de preservação, existem pequenos e grandes produtores rurais que já estavam na área do parque antes da criação da APA, em 2001, e por isso têm as atividades permitidas. A região é protegida, entre outros motivos, porque as nascentes dos mananciais que abastecem a capital e outras cidades ficam no local.

"Quando se fala em proibição total de agrotóxico, a gente não está impedindo apenas as cadeias produtivas da soja ou do milho, está impedindo a cadeia produtiva da soja, do milho, do feijão, do sorgo, da mandioca, das hortaliças folhosas, tomates, das pastagens, todas as cadeias produtivas que estão englobadas na agricultura e na pecuária da região. Essa proibição não é um avanço tecnológico, no nosso ponto de vista, é um retrocesso", disse o engenheiro agrônomo do Ruraltins, Rafael Massaro.

A polêmica está instalada entre produtores e ambientalistas. De um lado especialistas no meio ambiente temem que o uso dos defensivos afete os mananciais que abastecem 300 mil pessoas na região. De outro o setor produtivo teme que a limitação impossibilite a atividade agrícola no local.

Tanto a Ruraltins, quanto a Aprosoja-TO, defendem o uso correto dos produtos e não a proibição, o que deveria ter sido feito com base em um estudo técnico. "Devemos sim banir o uso indiscriminado de agroquímicos e punir quem faz mau uso, mas nossos produtores estão adequados a uma das leis ambientais mais severas do mundo, sendo que aqui no Tocantins praticamente 50% de nossas áreas (35% de reserva legal e mais 10% de APPs) são áreas de conservação”, disse Dari Fronza, presidente da entidade.

O Tocantins faz parte do Matopiba, uma das fronteiras agrícolas mais produtivas de grãos do país. Na safra 2020/21 a Conab prevê que o Estado colherá 1,3 milhão de toneladas de milho, 3,6 milhões de toneladas de soja e 670 mil toneladas de arroz. Somando todos os grãos o Estado deve produzir 5,7 milhões de toneladas, em 1,6 milhão de hectares, sendo o segundo maior produtor do Matopiba e figurando na lista dos dez Estados mais produtivos.

Fonte: Agrolink

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