Associadas da Novilho Precoce Tocantins ampliam participação nas decisões estratégicas, no manejo do rebanho e na organização das propriedades rurais.
A presença feminina tem ganhado cada vez mais espaço na pecuária tocantinense. Em fazendas dedicadas à produção de bovinos de corte, mulheres vêm assumindo funções estratégicas na gestão das propriedades, participando do planejamento produtivo, do acompanhamento técnico do rebanho e das decisões que impactam diretamente o desempenho das fazendas.
Esse movimento também pode ser observado entre produtoras associadas à Associação de Pecuaristas do Tocantins – Novilho Precoce, entidade que reúne pecuaristas comprometidos com eficiência produtiva e qualidade da carne. Nas propriedades ligadas à associação, a participação feminina aparece tanto na condução administrativa das fazendas quanto no acompanhamento técnico da atividade pecuária.
Entre as associadas da entidade, a pecuarista Kialane Pagno é um exemplo dessa transformação. Com experiência anterior no ambiente corporativo e na consultoria em gestão de propriedades rurais, ela decidiu se dedicar integralmente ao projeto pecuário da família, que levou o casal a se mudar do Paraná para o Tocantins.
“Hoje participo principalmente do planejamento estratégico, da análise de indicadores produtivos e econômicos, da organização de processos e da avaliação de investimentos”, explica. Para ela, a evolução da pecuária exige cada vez mais profissionalização na condução das fazendas. “Hoje não basta produzir bem. A fazenda precisa ser administrada como uma empresa.”
Na fazenda da zootecnista Aline Kehrle, a participação feminina está diretamente ligada à condução técnica da produção. Há cerca de 13 anos, após retornar de um período em que viveu na Alemanha, ela passou a assumir responsabilidades relacionadas à gestão do rebanho.
“No início eu ajudava minha avó na contabilidade e fazia toda a parte zootécnica. Hoje sou responsável pelo controle zootécnico e pelo planejamento de pastejo da nossa fazenda de cria”, explica.
Mesmo morando na cidade por conta da escola da filha, Aline segue participando das decisões estratégicas da propriedade e acompanha de perto temas ligados à nutrição animal, manejo e organização do sistema produtivo.
Outra associada da entidade, a pecuarista Ana Carolina Flôres, também passou a atuar de forma mais direta na gestão da fazenda ao longo da vida familiar. “Meu marido é médico e tinha uma rotina bastante intensa, então fui me aproximando cada vez mais das atividades da fazenda”, relata.
Com o tempo, ela passou a assumir responsabilidades ligadas ao acompanhamento das rotinas do campo, especialmente nos manejos do rebanho, na organização dos processos de reprodução e no acompanhamento das equipes.
“Hoje minhas principais responsabilidades estão ligadas ao monitoramento dos manejos do gado, à organização dos processos de reprodução e ao acompanhamento das equipes de trabalho”, explica.
A presença feminina no agronegócio brasileiro tem avançado de forma consistente nos últimos anos. Atualmente, mulheres administram mais de 30 milhões de hectares no país, o equivalente a cerca de 8,4% da área total ocupada pelos estabelecimentos rurais, segundo estudo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com a Embrapa e o IBGE.
Histórias como as dessas pecuaristas mostram que a presença feminina na pecuária vai além da participação familiar. Cada vez mais, mulheres assumem funções de gestão, acompanham indicadores produtivos e contribuem para decisões que influenciam diretamente o desempenho das fazendas.
Por Ascom Novilho Precoce Tocantins.


















