Uma das maiores carências da pecuária brasileira é a falta de medição. Dados alarmantes revelam que, de cada dez fazendas no Brasil, apenas uma possui balança e menos de duas contam com tronco de contenção.
Segundo o engenheiro agrônomo Wagner Pires, embaixador de conteúdo do Giro do Boi e autor do livro “Pastagem Sustentável de A a Z”, esse cenário compromete o lucro, pois “quem não mede, não gerencia”.
Pesar o gado com regularidade é a única forma de abandonar o “achismo” e transformar a propriedade em uma empresa eficiente. O peso é o indicador definitivo para saber se o investimento em pastagem, genética e suplementação está, de fato, trazendo retorno financeiro. O acompanhamento do Ganho Médio Diário (GMD) é essencial para corrigir a rota do manejo antes que o prejuízo aconteça.
Importância da pesagem regular
Segundo Wagner Pires, a pesagem deve ser feita, no mínimo, quatro vezes ao ano, permitindo analisar o desempenho em cada estação. Para produzir mais arrobas por hectare gastando o mínimo possível, o pecuarista deve atuar como um gestor de dados. O gado que não ganha peso representa um custo fixo sem retorno, e identificá-lo rapidamente é vital para a saúde financeira do negócio.
Ao cruzar os dados de pesagem com a área da fazenda, o produtor descobre a produção de arrobas por hectare/ano. Esse número é o que permite discutir o futuro da propriedade com consultores técnicos de forma profissional. “O boi que não ganha peso é um funcionário que recebe salário e não trabalha”, destaca Pires.
Por Canal Rural.


















