Capital do Agro, Porto Nacional exportou US$ 33,4 milhões (cerca de R$ 180 milhões) no primeiro bimestre deste ano e lidera o ranking no Tocantins. A segunda colocada é Almas, com US$ 30,7 milhões.
Os dados foram apurados e analisados no Comex Stat, plataforma oficial do governo federal sobre informações de transações comerciais internacionais.
Desse montante, US$ 18,5 milhões (55%) vieram da venda de 47,8 mil toneladas de tortas de resíduos sólidos da extração de óleo de soja, enquanto US$ 11,3 milhões (34%) são do comércio de 18,7 mil toneladas de soja. Outros US$ 3,4 milhões (10%) são de 3,73 mil toneladas de legumes de vagem, além de pouco menos de 1% correspondente às exportações de milho.
Para o secretário municipal de Agricultura e Pecuária, Fernando Wild, os números são altamente positivos e mostram a força do agro portuense. Segundo ele, o município segue trabalhando muito para facilitar o trabalho do grande produtor rural, ao mesmo tempo no qual cuida dos pequenos.
“A força do campo de Porto Nacional está consolidada. Nós estamos contribuindo com o cuidado das estradas, construção de pontes na zona rural e a atuação para facilitar a logística. Em outra frente, apoiamos a produção do pequeno, melhorando as feiras, criando oportunidade de comércio, fornecendo insumos e assistência técnica. É um trabalho amplo, mas que gera muito resultado”, pontuou o secretário.
Países
No total, 13 países diferentes compraram produtos de Porto Nacional em 2025. Itália, China e Eslovênia foram os maiores clientes.
Confira toda a lista
- Itália – US$ 7.729.600
- China – US$ 7.388.117
- Eslovênia – US$ 6.333.909
- Paquistão – US$ 4.665.779
- Índia – US$ 2.477.799
- Alemanha – US$ 2.359.980
- França – US$ 2.135.117
- Marrocos – US$ 153.236
- Tailândia – US$ 96.056
- Paraguai – US$ 74.554
- Egito – US$ 50.285
- Argélia – US$ 6.702
- Estados Unidos – US$ 25
Expectativa
Ao longo do ano, a expectativa é de que os números de Porto Nacional vão aumentar exponencialmente, pois há centenas de milhares de toneladas de soja que irão embarcar para o exterior, especialmente para a China – principal parceiro comercial portuense disparado. Nos últimos três anos juntos, a cidade exportou 2,3 milhões de toneladas da oleaginosa por quase US$ 1,2 bilhão.