Os números mostram que a atividade passou a concentrar a produção em áreas menores. A mudança está associada ao uso de técnicas de manejo, nutrição animal e estratégias de intensificação.
Esse movimento também aparece nos dados recentes de abate e produção. No quarto trimestre de 2025, o Brasil abateu 10,9 milhões de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O volume representa aumento de 13,1% em relação ao mesmo período de 2024. No mesmo intervalo, foram produzidas 2,9 milhões de toneladas de carcaça bovina, crescimento de 15% na comparação anual e alta de 1,8% em relação ao trimestre anterior.
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Ganho de eficiência nas fazendas
O avanço da produção em ritmo superior ao aumento dos abates indica mudança no desempenho dentro das propriedades. O resultado está ligado à produção de maior volume de carne por animal e por área.
Esse processo também está relacionado à redução do ciclo produtivo e ao desempenho do rebanho. Para a zootecnista do Grupo Real, Cleisy Ferreira, a nutrição animal tem papel central nesse processo.
“A nutrição é fundamental para tornar a produção animal eficiente e produtiva. Com um planejamento adequado, conseguimos superar as limitações de nutrientes das forragens e intensificar o sistema produtivo, colocando mais animais por área sem perder desempenho”, afirma.
Papel da suplementação
Segundo a zootecnista, o resultado depende da estratégia de formulação da suplementação utilizada no rebanho.
“A suplementação correta permite que o animal expresse melhor seu potencial genético e acelere o ganho de peso, dois fatores diretamente ligados à produtividade por hectare. Quando ajustamos a suplementação, garantimos que o animal receba exatamente o que precisa para se desenvolver e desempenhar. Isso acelera o ganho de peso e reduz o ciclo produtivo, diminuindo o uso de recursos ao longo do tempo”, diz.
Por Canal Rural.


















