O mercado brasileiro de soja teve um dia de negociações lentas, marcado por ofertas majoritariamente nominais e ausência de fechamento de negócios. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações seguem em processo de ajuste gradual para a safra 2026, sem estímulos que favoreçam a retomada das vendas.
De acordo com o analista, nesta terça-feira (6), o produtor continua fora do mercado, já que os preços indicados a partir de fevereiro permanecem bem abaixo das pedidas. Ele destaca que não há movimentos favoráveis, apenas ajustes pontuais ao longo do dia, mantendo o mercado travado.
No ambiente externo, o dólar registrou queda, enquanto a soja negociada na Bolsa de Chicago perdeu força ao longo da tarde. Os prêmios tiveram apenas leve alta, sem impacto relevante sobre as cotações. No geral, o cenário segue de preços fracos, sem registro de movimentos consistentes.
Para as próximas semanas, a expectativa é de que a atenção do produtor se volte cada vez mais para o avanço da colheita, fator que tende a influenciar diretamente a dinâmica de comercialização no mercado físico.
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
- Cascavel (PR): caiu de R$ 133,00 para R$ 128,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 113,00 para R$ 116,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 116,00
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 116,00 para R$ 115,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 132,00 para R$135,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 137,00
Contratos futuros de soja
No mercado internacional, os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado não sustentou os ganhos iniciais, mesmo diante de relatos de novas compras chinesas de soja norte-americana. A ampla oferta global, a queda do petróleo e a valorização do dólar frente a outras moedas pressionaram as cotações no final da sessão.
A Sinograin, estatal chinesa responsável pelos estoques estratégicos, adquiriu cerca de 600 mil toneladas de soja dos Estados Unidos, com embarques previstos entre março e maio. Além disso, exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 336 mil toneladas de soja à China para a temporada 2025/26.
No comércio exterior brasileiro, as exportações de soja em grão somaram US$ 1,498 bilhão em dezembro, considerando 22 dias úteis. O volume embarcado alcançou 3,383 milhões de toneladas, com preço médio de US$ 442,80 por tonelada.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda, refletindo ajustes no mercado financeiro e contribuindo para o cenário de pressão sobre as cotações da soja no mercado interno.
Por Canal Rural.


















