O fazendeiro suspeito de encomendar a morte do rival José Geraldo Oliveira Fonseca, de 39 anos, também atua no ramo de produção de abacaxi em Miranorte, na região central do Tocantins. O suspeito é o fazendeiro Roberto Coelho de Sousa, que foi preso nesta terça-feira (10).
A operação da Polícia Civil cumpriu quatro mandados de prisão temporária contra envolvidos no assassinato nos estados do Tocantins, Alagoas e Rio de Janeiro. Dois suspeitos apontados como pistoleiros, que também tinham mandados de prisão, foram localizados em Alagoas e morreram em confronto com a polícia.
Em nota, a defesa do fazendeiro, suspeito de ser o mandante do assassinato, informou que até o momento não teve acesso integral aos autos do procedimento, o que impede uma análise detalhada dos fatos (leia a íntegra abaixo). Os nomes dos demais presos não foram divulgados, por isso o g1 não localizou as defesas.
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Roberto Coelho de Sousa foi preso nesta terça-feira — Foto: TV Anhanguera/Reprodução
O crime aconteceu no dia 7 de setembro de 2024, em uma pizzaria no centro de Miranorte, na região central do estado. Na ocasião, dois homens armados invadiram o estabelecimento e efetuaram diversos disparos contra o produtor rural, que morreu no local. A ação foi registrada por câmeras de segurança.
Segundo a polícia, além da rivalidade comercial, Roberto Coelho de Sousa possuía problemas pessoais com a vítima, e a situação teria levado o suspeito a planejar o assassinato.
O delegado responsável pela investigação, Heliomar dos Santos Silva, afirmou que o crime foi meticulosamente planejado. O monitoramento bancário indicou que o pagamento pela morte do empresário foi realizado de forma fracionada, por meio de diversos depósitos nas contas dos executores.
“O que já foi levantado é que eram empresários rivais no âmbito da produção e venda de abacaxis, eram inimigos declarados e tinham problemas pessoais entre ambos”, disse o delegado Afonso Lira, em entrevista à TV Anhanguera.
Durante a operação realizada nesta terça-feira, também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos.
A polícia segue investigando o caso para esclarecer se houve a participação de outros envolvidos no crime.
Íntegra da nota de Roberto Colheo de Sousa
A defesa de Roberto Coelho de Sousa, por meio de seus advogados regularmente constituídos, vem a público prestar esclarecimentos acerca da reportagem recentemente divulgada sobre a prisão de seu constituinte.
Inicialmente, cumpre destacar que, até o presente momento, a defesa não teve acesso integral aos autos do procedimento, circunstância que impede a análise detalhada dos fatos e dos elementos que teriam fundamentado a medida de prisão.
Ressalta-se que o acesso aos autos é prerrogativa fundamental da advocacia, sendo indispensável para o pleno exercício do direito de defesa e para a garantia do devido processo legal.
Diante disso, a defesa informa que adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para obter imediato acesso aos autos e, a partir da análise técnica do procedimento.
Por fim, reitera-se que todo investigado ou acusado possui o direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório, razão pela qual qualquer conclusão antecipada deve ser evitada até que os fatos sejam devidamente esclarecidos no âmbito do processo.
Por Edson Reis, g1 Tocantins


















