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	<title>Bacia do Rio Tocantins Archives - Tocantins Rural</title>
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		<title>Vazão da Bacia do Rio Tocantins caiu 35% desde os anos 1970, aponta levantamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2025 11:45:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Bacia do Rio Tocantins]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Queda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A bacia do rio Tocantins perdeu 35% da sua vazão de segurança desde a década de 1970. Esses são alguns dos resultados de uma análise de dados inédita realizada no projeto especial Cerrado – O Elo Sagrado das Águas do Brasil, após 12 meses de investigação conduzida pela Ambiental Media com base em dados da Agência Nacional [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A bacia do rio Tocantins perdeu 35% da sua vazão de segurança desde a década de 1970. Esses são alguns dos resultados de uma análise de dados inédita realizada no projeto especial Cerrado – O Elo Sagrado das Águas do Brasil, após 12 meses de investigação conduzida pela Ambiental Media com base em dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do MapBiomas, nas bacias do Araguaia, Paraná, Parnaíba, São Francisco, Taquari e Tocantins.</p>



<p>Entre as analisadas, a bacia do Tocantins ocupa o segundo lugar no ranking de perda de vazão de segurança, atrás apenas da bacia do São Francisco. A posição é a mesma quando se fala em avanço da soja irrigada: houve um crescimento de 138 vezes na área destinada ao grão entre 1985 e 2022, de acordo com dados do MapBiomas.</p>



<p>Há outros dados preocupantes quando se fala nas águas da bacia. Houve uma redução de 23% na quantidade de chuvas desde a década de 1970 e alta de 8% na evapotranspiração potencial, que indica a quantidade de água que o solo e a vegetação devolvem à atmosfera devido à radiação solar (e está diretamente ligada às mudanças climáticas).</p>



<p><strong>Síntese de dados da bacia do Tocantins</strong>&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Redução de 35% na vazão mínima de segurança (de 1.415 m³/s para 924 m³/s)</li>



<li>Aumento de 13.765% na área de produção de soja (de 10.322 ha para 1.431.190 ha)</li>



<li>Redução de 22% na vegetação nativa (de 22.276.543 ha para 17.270.091 ha)</li>



<li>Pluviosidade: queda de 23% (de 143,38 mm/ano para 110,57 mm/ano)</li>



<li>Evapotranspiração potencial: aumento de 8% (de 119,12 mm/ano para 128,46 mm/ano)</li>
</ul>



<p><strong>O projeto</strong>&nbsp;</p>



<p>Em uma cooperação técnica (não comercial) focada no processamento de dados, o time da Ambiental teve acesso a grandes volumes de dados da ANA com informações desde a década de 1970. Também foram analisados 37 anos de dados de uso e ocupação do solo do MapBiomas.</p>



<p>O trabalho foi realizado sob a coordenação científica de Yuri Salmona – geógrafo, doutor em Ciências Florestais pela Universidade de Brasília (UnB) e diretor-executivo do Instituto Cerrados.</p>



<p><strong>Dados de vazão de segurança, pluviosidade e evapotranspiração potencial</strong>&nbsp;</p>



<p>As seis grandes bacias tiveram redução de 27%, em média, da vazão mínima de segurança (Q90) entre as décadas de 1970 (1970–1979) e 2010 (2012–2021). A perda equivale a 1.300 m³/s – ou 30 piscinas olímpicas por minuto – e representa um alerta grave sobre a crise hídrica no coração das águas do Brasil. Em apenas um dia, o volume perdido seria suficiente para abastecer o país inteiro por mais de três dias.</p>



<p>O Q90 representa o volume mínimo de água que flui por um rio em 90% dos registros. Os dados de chuva revelaram uma diminuição média de 21% na precipitação considerando as seis bacias hidrográficas estudadas. Paralelamente, a evapotranspiração potencial registrou aumento de 8% em todas as bacias analisadas. Em suma, o cenário no Cerrado é claro: chove menos, a vazão dos rios diminuiu significativamente e mais água está evaporando.</p>



<p><strong>Dados de uso do solo</strong>&nbsp;</p>



<p>Para compreender a crescente demanda por água no Cerrado, o time da Ambiental analisou o avanço do desmatamento e das monoculturas de soja de 1985 a 2022. Considerando as seis grandes bacias, os dados do MapBiomas indicam redução de 22% na vegetação nativa e aumento em quase 20 vezes da área plantada de soja, passando de 620 mil hectares para mais de 12 milhões de hectares.</p>



<p><strong>As águas por um fio</strong>&nbsp;</p>



<p>Conhecido como o &#8220;coração das águas do Brasil&#8221;, o Cerrado é o segundo maior bioma do país, ocupando 25% do território nacional e abastecendo 8 das 12 regiões hidrográficas brasileiras. Situado, em grande parte, em altitudes elevadas, seu relevo favorece o fluxo de rios e aquíferos. É responsável por 90% da vazão do rio São Francisco e por praticamente toda a água do Pantanal. Sustenta, inclusive, gigantes da Amazônia, como os rios Xingu e Tapajós.</p>



<p>Uma das reportagens do projeto mostra, por meio de um<strong>&nbsp;<a href="https://ambiental.media/cerrado-jornada-das-aguas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">infográfico ilustrado e interativo</a></strong>, a intrincada e interdependente relação entre os ciclos hidrológicos dos dois biomas.</p>



<p>Apesar disso, o Cerrado se tornou o principal palco da expansão do agronegócio exportador de commodities, que já ocupa quase metade de sua extensão, segundo o MapBiomas. A situação é agravada pelas mudanças climáticas. Por possuir legislação ambiental menos rigorosa do que a da Amazônia, o Cerrado ficou conhecido como bioma do sacrifício. “<em>Quando o Cerrado é devastado, estamos colocando em risco os recursos hídricos do Brasil, afetando a todos nós</em>”, alerta Salmona.</p>



<p><strong>O desafio de traduzir dados complexos</strong>&nbsp;</p>



<p>&nbsp;“<em>É comum encontrar pessoas indignadas com a escassez de água nas torneiras, ou agricultores temerosos de uma queda de safra diante da irregularidade do clima. Uma dona de casa ou uma proprietária de restaurante se incomodam com a alta de preço dos alimentos. Todos esses públicos, no entanto, não associam essas questões problemáticas com o desmatamento do Cerrado, mas deveriam”</em>, diz Yuri Salmona.</p>



<p>Transformar as extensas bases de dados em conteúdo acessível para um público amplo foi um dos desafios do projeto, desenvolvido ao longo de mais de um ano. “<em>Mais do que o uso de novas tecnologias, o diferencial está na união de especialistas de áreas distintas – jornalistas, cientistas ambientais, analistas de dados espaciais, designers e programadores – para produzir uma narrativa acessível, engajante e assertiva sobre o Cerrado”</em>, explica Thiago Medaglia, diretor-executivo da Ambiental e idealizador do projeto.</p>



<p>As principais descobertas da análise são apresentadas em uma narrativa baseada em mapas 3D e em um <a href="https://cerrado.ambiental.media/pt/dashboard/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dashboard com gráficos inéditos</a>, com dados detalhados das diferentes bacias e camadas analisadas. </p>



<p>O projeto <a href="https://cerrado.ambiental.media/pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cerrado – O Elo Sagrado das Águas do Brasil</a>, segundo Medaglia, tem o potencial de colocar a savana mais biodiversa do planeta no centro do debate público. Medaglia ressalta que o bioma, historicamente ofuscado pela Amazônia em discussões e políticas, precisa se tornar protagonista na pauta ambiental. Ele enfatiza a relevância do Cerrado para o abastecimento, a agricultura e a resiliência hídrica do país: &#8220;<em>Seja na balança comercial, na torneira de casa ou na conservação de espécies, sem Cerrado, não há futuro viável para o Brasil.</em>&#8220;</p>



<p><em>Por AF Notícias. </em></p>
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