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	<title>captação de água Archives - Tocantins Rural</title>
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		<title>Produtores do Rio Formoso podem retomar captação de água após pagamento de R$ 3 milhões em multas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 May 2025 13:20:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Bacia do Rio Formoso]]></category>
		<category><![CDATA[captação de água]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Justiça liberou a captação de água na bacia do Rio Formoso para parte dos produtores que usaram o recurso nas plantações de forma irregular na safra de 2024. A decisão é da 1ª Vara da Comarca de Cristalândia. Os valores pagos em multas passam de R$ 3 milhões. De acordo com decisão assinada pelo [&#8230;]</p>
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<p>A Justiça liberou a captação de água na bacia do Rio Formoso para parte dos produtores que usaram o recurso nas plantações de forma irregular na safra de 2024. A decisão é da 1ª Vara da Comarca de Cristalândia. Os valores pagos em multas passam de R$ 3 milhões.</p>



<p>De acordo com decisão assinada pelo juiz Wellington Magalhães, o objetivo é que os que cumpriram as obrigações e se adequaram com relação às captações sigam com as atividades. Os demais produtores que não se adequaram precisam regularizar a situação.</p>



<p>Em abril deste ano, a Justiça manteve a suspensão por tempo indeterminado das outorgas de uso da água da bacia do Rio Formoso durante o período de estiagem. A ação que acompanha a situação hídrica da região começou em 2016 e reitera a decisão de setembro de 2024.</p>



<p>Conforme o magistrado, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) tem até o dia 15 de maio para informar no processo a relação de todos os usuários que pagaram a multa estipulada pela captação excessiva de água. O valor arrecadado com as multas será revertido em benefícios para a Bacia do Rio Formoso. O juiz ainda manteve o valor de R$ 0,048 por metro cúbico captado acima do limite outorgado como parâmetro para contabilização da multa, para os próximos anos.</p>



<p>A decisão é de segunda-feira (5) e de acordo com o Tribunal de Justiça, é um desdobramento do cumprimento de sentença após ação identificar falhas na atuação do do Naturatins, do Comitê de Bacia e dos próprios usuários irrigantes.</p>



<p>Dentro das falhas identificadas pelo judiciário estão o o descumprimento generalizado das regras de outorga, captações irregulares de água e subutilização do Sistema de Gestão de Alto Nível (GAN), além de fragilidades institucionais na fiscalização. &#8220;Reconheceu-se a discrepância entre o que se alegou formalmente e o que, de fato, foi cumprido, comprometendo a governança hídrica e ameaçando a segurança ambiental da região&#8221;, destacou o magistrado na decisão.</p>



<p><strong>Plano de ação</strong></p>



<p>Como Naturatins apresentou um plano de ação com 27 medidas para o monitoramento da gestão hídrica da Bacia do Rio Formoso, o juiz determinou uma série pontos com fragilidades no documento, ou seja, que precisam ser melhorados para o cumprimento da sentença estrutural.</p>



<p>O plano prevê a revisão de mais de 112 outorgas, instalação e integração de estações de monitoramento ao Sistema GAN, mais rigor na fiscalização, exigência de certificação, manutenção dos medidores de captação e outras medidas.</p>



<p>Mas entre os pontos com fragilidade apontados pelo magistrado estão a dependência de estudos futuramente prometidos; a substituição do Sistema GAN por planilhas Excel automatizadas como solução de curto prazo demonstra fragilidade tecnológica e risco de inconsistência na fiscalização; falta de resultados concretos sobre multas e cobrança pelo uso da água; baixa efetividade das medidas sancionatórias; entre outros problemas que podem comprometer a fiscalização.</p>



<p>&#8220;O plano apresentado pelo Naturatins representa um avanço formal importante, com respostas organizadas às determinações judiciais. Contudo, ainda é excessivamente declaratório em alguns pontos críticos, carecendo de soluções operacionais de curto prazo mais robustas, sobretudo no que tange à fiscalização, integração sistêmica e cobrança efetiva pelo uso da água. O desafio central reside em converter intenções e planos em ações fiscalizadoras efetivas, integradas e transparentes&#8221; destacou o juiz na decisão.</p>



<p>Um grupo de trabalho deverá ser formado com integrantes do Estado do Tocantins, Naturatins, Ministério Público e o Comitê de Bacia. Prazo para formação é de 30 dias para que, juntos, seja feita a atualização do Plano de Ação proposto pelo Naturatins. As informações deverão ser comprovadas à justiça a cada dois meses.</p>



<p>Aos usuários irrigantes que cumprem as determinações sobre as regras de outorga e captação dos recursos, a decisão ainda instituiu o &#8220;Prêmio Selo Azul&#8221;. O objetivo, segundo o juiz, é incentivar &#8220;comportamentos compatíveis com a legalidade e a sustentabilidade. O êxito do cumprimento da sentença estrutural dependerá, em última análise, da capacidade dos órgãos públicos e usuários de transformar boas intenções em ações efetivas, auditáveis e comprometidas com a perenidade dos recursos hídricos da Bacia do Rio Formoso&#8221;, afirmou o juiz da 1ª Vara de Cristalândia.</p>



<p><em>Por Patricia Lauris, g1 Tocantins e TV Anhanguera.</em></p>
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