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	<title>CHuva Negra Archives - Tocantins Rural</title>
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	<title>CHuva Negra Archives - Tocantins Rural</title>
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		<title>Chuva negra: por que ela é uma ameaça real à produção de alimentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2024 11:31:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma nuvem de fumaça pode ser vista do espaço, a uma distância de cerca de 1,5 milhão de quilômetros da terra. A notícia foi dada neste sábado (14), pela MetSul, uma das principais plataformas brasileiras de serviços meteorológicos, com sede em Porto Alegre. Segundo a MetSul, a imagem mostra um “corredor extenso de fumaça pelo [&#8230;]</p>
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<p>Uma nuvem de fumaça pode ser vista do espaço, a uma distância de cerca de 1,5 milhão de quilômetros da terra. A notícia foi dada neste sábado (14), pela MetSul, uma das principais plataformas brasileiras de serviços meteorológicos, com sede em Porto Alegre.</p>



<p>Segundo a MetSul, a imagem mostra um “corredor extenso de fumaça pelo interior da América do Sul, da região amazônica até o Sul do Brasil, cobrindo ainda várias regiões do território brasileiro”. A imagem foi gerada pelo satélite DSCOVR, da NASA, a agência espacial dos EUA, e mostra que essa fumaça é resultado das avassaladoras queimadas que assolam o país.</p>



<p>Neste final de semana, vários serviços de meteorologia emitiram alertas sobre a piora da qualidade do ar para a semana que está começando. Isso significa risco de mais “chuva negra”, um fenômeno já registrado no início de setembro na região Sul e parte do Sudeste. Mas o que é a chamada “chuva negra”?</p>



<p><strong>O surgimento da chuva negra<br></strong><br>A “chuva negra”, que tem sido registrada com maior frequência no centro-sul do Brasil, é uma manifestação direta da intensificação das queimadas na Amazônia e no Pantanal. O fenômeno ocorre quando partículas de fuligem e material particulado provenientes da queima de biomassa são levadas pelas correntes atmosféricas e se misturam ao vapor d’água transportado pelos rios voadores. Quando essa umidade se condensa e precipita na forma de chuva, traz consigo resíduos de carbono, que colorem a água de preto ou cinza-escuro.</p>



<p>De acordo com um estudo conduzido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a fuligem gerada pelas queimadas pode viajar por milhares de quilômetros, dependendo das condições climáticas, afetando áreas urbanas e rurais em um raio imenso. Além do impacto visual e do desconforto, essa chuva negra carrega uma série de substâncias tóxicas que trazem implicações sérias para o solo, os cursos d’água, os animais que bebem essa água e as plantações.</p>



<p>A precipitação carregada de material particulado de queimadas pode alterar a composição química do solo, afetando a vegetação e, por consequência, a fauna que depende dela por exposição às toxinas presentes na fuligem. Em áreas de grande produção agropecuária, a água contaminada pode atingir rebanhos, prejudicando a saúde dos animais e a qualidade dos produtos agrícolas. Pesquisas conduzidas pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) apontam que resíduos de fuligem detectados em corpos d’água são potencialmente prejudiciais à saúde de peixes e outros animais aquáticos, afetando a cadeia alimentar local.</p>



<p>De acordo com um estudo do INPE, encomendado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), desde a década de 1960, a quantidade de dias consecutivos sem precipitação aumentou no Brasil. Os dados constarão do primeiro Relatório Bienal de Transparência do Brasil, que deve ser apresentado até dezembro deste ano. O compromisso foi assumido pelos países signatários da COP24, realizada em 2018 na Polônia.</p>



<p><strong>O que são os rios voadores?<br></strong><br>Os rios voadores, que são os corredores por onde a “chuva preta” transita, é um termo popularizado por pesquisadores como Antônio Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Esses rios são formados por uma enorme quantidade de vapor d’água que evapora da Amazônia e é transportada pelos ventos para outras regiões do país. Esse fenômeno natural desempenha um papel fundamental no ciclo hidrológico, garantindo que áreas distantes da floresta, como o Cerrado e o Sudeste, recebam chuvas essenciais para a agricultura e o abastecimento hídrico.</p>



<p>Estima-se que uma única árvore da Amazônia possa liberar até 300 litros de água por dia na atmosfera, e o volume total transportado pelos rios voadores é equivalente ao do rio Amazonas, um dos maiores do mundo. No entanto, a destruição da floresta e as queimadas em larga escala, que têm crescido nos últimos anos, estão modificando esse sistema natural, trazendo consequências inesperadas, como a poluição do ar e a precipitação de chuva contaminada, como a “chuva preta”.</p>



<p><em>Por Forbes Agro. </em></p>
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