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	<title>Clima Archives - Tocantins Rural</title>
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	<title>Clima Archives - Tocantins Rural</title>
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		<title>Fundação ABC apresenta perspectivas climáticas para o Tocantins e reforça a importância do planejamento da próxima safra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 12:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Especialistas destacaram a previsão de atuação do fenômeno El Niño ao longo do segundo semestre de 2026 Na última sexta-feira (3), cooperados, técnicos e colaboradores da Frísia Cooperativa Agroindustrial participaram de uma apresentação on-line promovida pela Fundação ABC sobre as perspectivas climáticas para o Tocantins. O encontro reuniu informações sobre as condições previstas para os [&#8230;]</p>
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<p><em>Especialistas destacaram a previsão de atuação do fenômeno El Niño ao longo do segundo semestre de 2026</em></p>



<p>Na última sexta-feira (3), cooperados, técnicos e colaboradores da Frísia Cooperativa Agroindustrial participaram de uma apresentação on-line promovida pela Fundação ABC sobre as perspectivas climáticas para o Tocantins. O encontro reuniu informações sobre as condições previstas para os próximos meses e seus possíveis impactos no planejamento da safra 2026/2027.</p>



<p>Durante a apresentação, os especialistas destacaram a previsão de atuação do fenômeno El Niño ao longo do segundo semestre de 2026, com maior intensidade entre novembro e janeiro. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.</p>



<p>Segundo a equipe técnica da Fundação ABC, este episódio de El Niño apresenta características que merecem atenção. O rápido aquecimento observado na superfície do Pacífico despertou o interesse da comunidade científica e ainda gera discussões sobre sua intensidade, evolução e resposta da atmosfera. Esses fatores podem influenciar o comportamento das chuvas e das temperaturas, exigindo atenção no planejamento das atividades da safra 2026/2027.</p>



<p>Para o Tocantins, a atualização climática divulgada no fim de junho indica maior probabilidade de chuvas acima da média em agosto e setembro, seguida por maior probabilidade de precipitações abaixo da média entre outubro e dezembro de 2026. Como referência, a média histórica registrada pela estação meteorológica do INMET em Palmas é de aproximadamente 1 mm em agosto, 27 mm em setembro, 134 mm em outubro, 257 mm em novembro e 318 mm em dezembro. A previsão também indica temperaturas acima da média nesse período, condição que pode dificultar o estabelecimento inicial das culturas de verão.</p>



<p>As projeções reforçam a importância do monitoramento contínuo das condições climáticas para apoiar decisões relacionadas à intensificação de cultivos, escolha de genótipos, época de semeadura, população de plantas, manejo fitossanitário em contraponto com as altas temperaturas e risco de déficit hídrico na safra 20026/27. Nos próximos meses, também estão previstas reuniões com produtores e assistentes técnicos para discutir estratégias que permitam maximizar o desempenho dos principais sistemas de produção agropecuária da Frísia Tocantins.<br><br>&#8220;O clima é um dos principais fatores que influenciam o desempenho da safra e, por isso, acompanhar essas projeções é fundamental para o planejamento do produtor. A parceria com a Fundação ABC nos permite levar aos cooperados informações técnicas atualizadas e confiáveis, que contribuem para decisões mais assertivas, desde o planejamento da semeadura até o manejo da lavoura ao longo do ciclo produtivo.&#8221;, destaca Marcelo Cavazotti, gerente executivo da Frísia no Tocantins.&nbsp;</p>



<p>Parceira da Frísia, a Fundação ABC, por meio do Departamento de Engenharia de Biossistemas, desenvolve pesquisas e estudos voltados ao aprimoramento dos sistemas de produção. O objetivo é gerar informações técnicas que apoiem a tomada de decisão dos cooperados e contribuam para uma agricultura cada vez mais eficiente, sustentável e resiliente às condições climáticas.</p>



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<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://mail.google.com/mail/u/0?ui=2&amp;ik=a166fbe188&amp;attid=0.0.1&amp;permmsgid=msg-f:1870329251526715569&amp;th=19f4be8b7a45a8b1&amp;view=fimg&amp;fur=ip&amp;permmsgid=msg-f:1870329251526715569&amp;sz=s0-l75-ft&amp;attbid=ANGjdJ9rzvmaj5EPReAd1EKbYdPwSsmJbWmVtvhAxQdspYf7lefPNhgyOXH6_chZ_v5eUEFhG8AZUWTulsTOspPejw6XHjv5bTFz1NtZs-A1vGgXylCj88GWBiXmyBc&amp;disp=emb&amp;realattid=ii_mrevizsi1&amp;zw" alt="Diagrama

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<p><em>Por Yuri Felipe Sousa, Antonio do Nascimento Oliveira e Rodrigo Yoiti Tsukahara (Fundação ABC)/Ascom</em></p>



<p></p>
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		<title>Cacau no Pará alia produção e clima e sequestra até 51 t de carbono por hectare</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/cacau-no-para-alia-producao-e-clima-e-sequestra-ate-51-t-de-carbono-por-hectare/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 13:26:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau no Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Carbono]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa indica nova fonte de renda com sistemas agroflorestais Um estudo inédito realizado pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), em parceria com a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), confirmou o alto potencial dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) de cacau na captura de carbono. A pesquisa indica que, além dos benefícios ambientais, a [&#8230;]</p>
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<p><em>Pesquisa indica nova fonte de renda com sistemas agroflorestais</em><br><br>Um estudo inédito realizado pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), em parceria com a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), confirmou o alto potencial dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) de cacau na captura de carbono. A pesquisa indica que, além dos benefícios ambientais, a prática pode gerar uma nova fonte de renda para produtores por meio da comercialização de créditos de carbono.</p>



<p>Os resultados foram apresentados na quarta-feira, 8, na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), em Belém. O estudo foi financiado com recursos do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau).</p>



<p>De acordo com os pesquisadores, as áreas de cacau com 32 anos ou mais registraram capacidade de sequestro entre 14 a 51 toneladas de carbono por hectare considerando áreas rurais e urbanas, com o melhor resultado observado em área rural.</p>



<p>Segundo o engenheiro agrônomo da Ceplac, Fernando Mendes, responsável pela apresentação do estudo, os dados abrem caminho para que produtores negociem créditos de carbono no mercado.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Agora existem elementos técnicos e científicos que possibilitam essa comercialização, o que pode gerar pagamento por serviços ambientais e ampliar a renda no campo”, destacou.</p>
</blockquote>



<p><strong>Medicilândia e Marituba</strong></p>



<p>O estudo foi conduzido em dois polos principais: o município de Medicilândia, maior produtor de cacau do Pará, e a Estação Experimental José Haroldo, da Ceplac, que possui cerca de 200 hectares de floresta e fica em Marituba, na Grande Belém. O trabalho também analisou a vegetação secundária, conhecida como capoeira, comum no Nordeste paraense.</p>



<p>Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Giovanni Queiroz, o estudo é um avanço para o setor cacaueiro, pois a comprovação científica da capacidade de sequestro de carbono nas lavouras fortalece o potencial econômico da atividade.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Isso habilita o produtor a negociar o carbono sequestrado e poder acessar uma nova fonte de receita”, afirmou.</p>
</blockquote>



<p>Ao todo, a pesquisa teve duração de um ano e quatro meses, com início em 2025 após aprovação do Conselho Gestor do Funcacau.</p>



<p>Em nota ao&nbsp;<strong>Pará Terra Boa</strong>, a Sedap informou que o estudo na íntegra será disponibilizado na próxima semana, com indicações inéditas para pesquisadores, estudiosos e trabalhadores do setor.</p>



<p><em>Por Pará Terra Boa.</em></p>
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		<item>
		<title>Com clima favorável, colheita de soja avança e atinge 82% no Brasil</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/com-clima-favoravel-colheita-de-soja-avanca-e-atinge-82-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2025 18:11:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Safra 24/25]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A área cultivada com soja na safra 2024/25 do Brasil estava 82% colhida até quinta-feira (27), em comparação com 77% uma semana atrás e 74% no mesmo período do ano passado (safra 2023/24), de acordo com levantamento da AgRural. O índice continua como o mais alto para esta época do ano desde a safra 2010/11, quando [&#8230;]</p>
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<p>A área cultivada com soja na safra 2024/25 do Brasil estava 82% colhida até quinta-feira (27), em comparação com 77% uma semana atrás e 74% no mesmo período do ano passado (safra 2023/24), de acordo com levantamento da AgRural. O índice continua como o mais alto para esta época do ano desde a safra 2010/11, quando teve início a série histórica da consultoria de mercado.</p>



<p>“O tempo firme acelerou a colheita no Rio Grande do Sul, onde a forte quebra de safra causada por estiagem e calor vai se confirmando, conforme as colheitadeiras avançam”, destacou a AgRural. Os trabalhos também evoluem rapidamente no Norte/Nordeste do País, favorecidos pelo clima e pelo grande número de áreas ficando prontas.</p>



<p><strong>Tempo ajudou com a soja, mas produtor de milho tem que ficar atento!</strong></p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://imagens-cdn.canalrural.com.br/2023/12/milho-imagem-guilherme-soares-canal-rural-ba-1024x568.png" alt="Área plantada no Matopiba safra 2022/23, IBGE, milho, oleaginosa, soja" class="wp-image-4025134" style="width:1170px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Imagem: Reprodução/Canal Rural BA</em></figcaption></figure>



<p>“Volumes de chuvas muito bem-vindos atingiram na semana passada diversas áreas de milho safrinha que estavam precisando de mais umidade no Centro-Sul do Brasil”, comentou a AgRural. A irregularidade das chuvas e o calor, porém, ainda mantêm os produtores em alerta. A exceção é Mato Grosso, onde as lavouras continuam favorecidas por um bom regime de chuvas.</p>



<p>O milho verão 2024/25 do Centro-Sul, por sua vez, estava 82% colhido até quinta passada (27), ante 77% na semana precedente e 82% um ano atrás.</p>



<p><em><a href="https://www.canalrural.com.br/agricultura/soja/clima-colabora-e-colheita-de-soja-atinge-82-no-brasil/">Por Canal Rural. </a></em></p>
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		<item>
		<title>Agricultores apostam em novas tecnologias para superar a instabilidade climática; veja dicas para planejar a safra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Nov 2024 11:54:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Instabilidade Climática]]></category>
		<category><![CDATA[Safra 24/25]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ferramentas tecnológicas, além de ajudarem a reduzir os impactos do clima nas lavouras, auxiliam os produtores na tomada de decisões mais assertivas Com um começo de safra bem conturbado, principalmente pelo atraso no plantio nas principais regiões produtoras devido à instabilidade climática, aos poucos os agricultores brasileiros seguem avançando com a semeadura da temporada 2024/25. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Ferramentas tecnológicas, além de ajudarem a reduzir os impactos do clima nas lavouras, auxiliam os produtores na tomada de decisões mais assertivas</em></p>



<p>Com um começo de safra bem conturbado, principalmente pelo atraso no plantio nas principais regiões produtoras devido à instabilidade climática, aos poucos os agricultores brasileiros seguem avançando com a semeadura da temporada 2024/25. Mesmo com as adversidades iniciais, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mantém a estimativa de produção de 322,47 milhões de toneladas de grãos. Diante deste cenário de incertezas recorrentes, causadas pelas mudanças climáticas, cada vez mais se faz necessário estar preparado para as adversidades. E a forma mais segura é com um rigoroso planejamento.</p>



<p>De acordo com Wellington Sena, executivo técnico de negócios da GAtec, unidade de negócios da Senior Sistemas – multinacional referência em soluções de gestão, o atraso de plantio, como vivenciado em muitas regiões, pode gerar muitos reflexos não somente na safra a ser semeada, mas também para as futuras. “Ou seja, quanto maior o adiamento do plantio, mais estreito será a janela da próxima semeadura, seja safrinha ou cultura de inverno. Esse problema causa um efeito em cadeia, comprometendo o cronograma original planejado”, destacou.</p>



<p>Em cenários assim, o produtor precisa agir rápido, refazer as contas, recalcular a rota, analisar as possibilidades de minimizar esses impactos e ainda recuperar o tempo perdido. “Quando existe atraso maior no plantio da cultura principal, há a possibilidade de o agricultor, por exemplo, trocar o milho safrinha por outra cultura de ciclo mais curto. Contudo, é preciso fazer as contas da rentabilidade para ver se é viável”, explica Sena.</p>



<p><strong>Tecnologias como aliadas</strong></p>



<p>Para ser assertivo nessas escolhas, é fundamental, primeiramente, que o produtor tenha acesso aos dados de sua fazenda. Desta forma, com auxílio de tecnologias de gestão já disponíveis no mercado, ele terá subsídios para escolhas corretas e decisões rápidas. Entre essas soluções, a GAtec by Senior disponibiliza o&nbsp;<em>SimpleFarm</em>, um software multiplataforma que atende, em uma única base, produtores de culturas anuais, semi-perenes e perenes.</p>



<p>Com o módulo de Gestão de Safra, por exemplo, o produtor consegue armazenar as informações cadastrais com o objetivo de rastrear todos os processos. A ferramenta possibilita ainda o controle do levantamento de pragas, traz informações do clima, auxilia no controle de produção, área plantada, entre outros benefícios. Todas as informações contidas nas áreas agrícolas são divididas em seis níveis: por empresa, safra, setor, fazenda, bloco e talhões, sendo o talhão a menor unidade de controle. “O nosso sistema foi desenvolvido pensando justamente em proporcionar agilidade ao produtor e sua equipe nos momentos mais difíceis do dia a dia no campo”, detalhou o especialista.</p>



<p>Ainda segundo Sena, a empresa também oferece ferramentas que auxiliam desde o começo do planejamento até a organização do uso dos recursos, tanto de hora-máquina quanto de mão de obra e insumos. Desta maneira, é possível reorganizar o planejamento e simular novos cenários com o ambiente atual, alterar o ciclo da cultura, mudar a variedade, reorganizar a compra de insumos, entre outras possibilidades. “Com o sistema atualizado e bem alimentado de informações, o agricultor pode fazer todos os ajustes necessários no decorrer da safra com segurança e maior assertividade”, destacou.</p>



<p><strong>Detalhes que fazem a diferença</strong></p>



<p>O planejamento de safra de grãos exige um olhar atento a diversos fatores. Além das tecnologias utilizadas, como mencionado, vale atenção desde o pré-plantio até o pós-colheita. A chave para o sucesso é a integração de práticas agrícolas eficientes, o uso inteligente das ferramentas disponíveis e uma boa gestão de riscos. Ao seguir algumas dicas, a fazenda estará mais próxima de atingir uma safra produtiva, rentável e sustentável.</p>



<p><strong>Análise do solo e definição de culturas</strong></p>



<p>Este manejo consiste em um conjunto de procedimentos que avaliam as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. Quando equilibrados, fornecem às plantas as condições necessárias para melhor desenvolvimento. Quanto à escolha da cultura, o agricultor pode definir o que será plantado com base em fatores como demanda de mercado, resistência a doenças e pragas, clima da região e capacidade de adaptação do solo. Além disso, pode por aquelas culturas que se adaptem melhor às condições climáticas e ao tipo de solo da sua região.</p>



<p>É fundamental também, atenção à semente adquirida. Este insumo precisa ser de alta qualidade e, se possível, com tecnologia de resistência a pragas ou herbicidas, o que pode reduzir custos com defensivos e ajudar a ter eficiência no plantio.</p>



<p><strong>Rotação de culturas</strong></p>



<p>Planejar uma rotação de culturas é importante para a preservação do solo e para evitar o esgotamento dos nutrientes. Além disso, este manejo ajuda a reduzir o risco de doenças e pragas. O uso de culturas de cobertura no período entre safra também pode ajudar a proteger o solo contra erosão, aumentar a matéria orgânica e controlar plantas daninhas.</p>



<p><strong>Gestão do clima e irrigação</strong></p>



<p>Acompanhe as previsões climáticas e prepare-se para eventos como secas ou chuvas excessivas. Isso pode influenciar a escolha do melhor período de plantio e o uso de sistemas de irrigação. Se a região depende de irrigação, invista em sistemas eficientes (como gotejamento ou pivô central) para garantir o uso racional da água.</p>



<p><strong>Planejamento de insumos</strong></p>



<p>Elabore um planejamento de compra de fertilizantes e defensivos agrícolas. A compra antecipada pode ajudar a reduzir custos, mas também é importante ajustar conforme as necessidades da safra. Tenha ainda um controle rigoroso sobre os custos de produção, incluindo insumos, mão de obra, combustível e outros gastos. Isso ajuda a garantir que o planejamento financeiro esteja alinhado com as projeções de receita.</p>



<p><strong>Controle de pragas e doenças</strong></p>



<p>Realize um monitoramento constante das lavouras para identificar sinais de pragas e doenças o mais cedo possível. A prevenção é sempre mais eficaz do que o controle posterior. Entre as técnicas disponíveis, destaca-se o Manejo Integrado de Pragas (MIP). A estratégia de manejo utilizando métodos químicos, biológicos e culturais ajuda a minimizar os danos causados por pragas.</p>



<p><strong>Previsão de colheita e mercado</strong></p>



<p>Defina o período de colheita com antecedência e tenha um plano para armazenar ou comercializar a produção. Se possível, faça acordos com compradores antecipados para garantir melhores preços. Paralelamente, acompanhe o mercado e as tendências de preços. Isso pode ajudar a decidir o momento certo para vender ou armazenar a produção, buscando maximizar a rentabilidade.</p>



<p><strong>Gestão de riscos</strong></p>



<p>Considere a contratação de seguros agrícolas para se proteger contra perdas decorrentes de fenômenos climáticos extremos, como secas prolongadas ou geadas. Também é recomendável uma reserva financeira para enfrentar imprevistos durante o ano, como quebras de safra, flutuação de preços ou aumento inesperado de custos.<br><br><em>Por RuralPress.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Evento sobre o Clima destaca maior número de focos de calor dos últimos 10 anos</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/evento-sobre-o-clima-destaca-maior-numero-de-focos-de-calor-dos-ultimos-10-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 11:59:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Energisa]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os municípios de Lagoa da Confusão, Pium, Formoso do Araguaia e Mateiros foram os mais afetados em 2024 De&#160;janeiro a outubro deste ano, o Tocantins registrou 16.063 focos de calor, deixando o estado em quarto lugar no ranking parcial entre as unidades da federação com o maior número de ocorrências, ficando atrás do Mato Grosso, [&#8230;]</p>
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<p><em>Os municípios de Lagoa da Confusão, Pium, Formoso do Araguaia e Mateiros foram os mais afetados em 2024</em></p>



<p>De&nbsp;janeiro a outubro deste ano, o Tocantins registrou 16.063 focos de calor, deixando o estado em quarto lugar no ranking parcial entre as unidades da federação com o maior número de ocorrências, ficando atrás do Mato Grosso, Pará e Amazonas. O número é destaque, ainda, por ser o maior dos últimos 10 anos para o período, acendendo o alerta para a relação entre o aumento da temperatura média e o impacto nas queimadas.</p>



<p>Estes foram alguns dados apresentados durante o II Seminário Tocantinense sobre o Clima, realizado nesta terça-feira, dia 22, no auditório do Quartel do Corpo de Bombeiros, em Palmas. O evento, organizado pela Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Energisa, reuniu mais de 100 pessoas, entre jornalistas, poder público, estudantes, pesquisadores e interessados no assunto.</p>



<p>Sobre as queimadas que assolaram o estado este ano, o tenente coronel Alex Matos destacou o trabalho feito pelo Corpo de Bombeiros, junto a parceiros, tanto no combate quanto na prevenção. “Muitas são os fatores que provocam o fogo e não estão no nosso controle, como ventos, alta temperatura e baixa umidade. Mas, a ação das pessoas é algo em que podemos atuar na sensibilização e conscientização. Este ano, além de aumentar o efetivo nos combates, colocamos em ação a Operação Tocantins Mais Verde, em parceria com a Semarh e Defesa Civil Estadual”, explicou.</p>



<p>As parcerias entre instituições no combate ao fogo também foram destacadas pelo representante da Defesa Civil, coronel Erisvaldo Alves. “A variável que conseguimos atuar é a ação humana e, por isso, o nosso foco deve ser a prevenção”, reforçou citando os esforços feitos pelo Comitê do Fogo ao longo do ano, nas escolas e propriedades rurais, por exemplo.</p>



<p>De acordo com o boletim meteorológico da Defesa Civil, entre os municípios que mais apresentaram focos de calor este ano, estão Lagoa da Confusão, Pium, Formoso do Araguaia e Mateiros. Além dos prejuízos para o meio ambiente e saúde, as queimadas também impactam o fornecimento de energia.</p>



<p>Para minimizar risco de incêndios e, consequentemente, a rede elétrica que pode ser impactada não apenas pelas chamas, também pela alta temperatura, a Energisa realiza constantemente manutenções tanto para garantir a continuidade do fornecimento quanto para que, caso haja falta de energia, seja restabelecida o mais rápido possível. “Quanto maior o número de focos de calor, maior o impacto nas redes elétricas e, consequentemente, na distribuição de energia. Por isso, nosso esforço contínuo tanto na prevenção quanto na conscientização da população quanto aos riscos do uso do fogo”, comenta o gerente de operação da Energisa, Maurício Zanina.</p>



<p><strong>Cenário climático</strong></p>



<p>Esta edição do Seminário também trouxe uma visão sobre o cenário climático para os próximos meses, com o início do período chuvoso. De acordo com a meteorologista e especialista em eventos climáticos extremos, Ana Paula Paes, o Tocantins deve registrar um volume menor de chuva, mas com maior intensidade nas rajadas de vento e descargas atmosféricas. “O que temos visto é que a tendência é ter tempestades e ventos mais intensos em relação aos anos anteriores, além da temperatura média também ser mais alta. Isso faz com que tenhamos menos dias com chuvas, mas, quando ocorrerem, termos também um maior número de descargas atmosféricas”, explicou consultora da Energisa.</p>



<p>Somente nesta segunda-feira, dia&nbsp;21, o Tocantins registrou mais de 42 mil raios em 24 horas. Este mês, até o momento, foram mais de 392 mil descargas atmosféricas em todo o território tocantinense. “O planeta está muito mais favorável a eventos climáticos extremos. Pesquisadores do mundo inteiro afirmam isso, ano após ano. Infelizmente, não podemos fazer o clima voltar a ser como era antes, mas podemos tentar frear o aquecimento”, enfatizou a meteorologista.</p>



<p>Para quem participou do evento, o alerta é claro: o clima mudou e a população deve estar preparada para as severidades climáticas. Para o professor universitário Girlene Maciel, que esteve presente no Seminário, é necessário provocar a participação da sociedade cada vez mais nesse tipo de discussão. “Esse tipo de evento é muito importante e extremamente necessário. É preciso haver uma integração cada vez maior, para que possamos continuar discutindo os problemas reais da comunidade”, finalizou. <br><br><em>Por Comunicação ETO. </em></p>
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		<title>II Seminário Tocantinense sobre o Clima acontece na terça, 22</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/ii-seminario-tocantinense-sobre-o-clima-acontece-na-terca-22/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Oct 2024 11:27:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Energisa]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Seminário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O evento, que vai debater sobre condições climáticas do Tocantins, é uma realização da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Energisa Na terça-feira, 22 de outubro, acontece o II Seminário Tocantinense sobre o Clima, que vai tratar sobre o cenário climático atual do Estado e suas consequências na região. Além da apresentar em primeira mão [&#8230;]</p>
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<p><em>O evento, que vai debater sobre condições climáticas do Tocantins, é uma realização da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Energisa</em><br><br>Na terça-feira, 22 de outubro, acontece o II Seminário Tocantinense sobre o Clima, que vai tratar sobre o cenário climático atual do Estado e suas consequências na região. Além da apresentar em primeira mão o balanço das operações de queimadas no período seco, o evento vai ter um olhar para os próximos meses, com a chegada do período chuvoso no Tocantins. O evento, que é gratuito, acontece nesta terça-feira, dia 22, a partir das 8h, no auditório do Quartel do Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, em Palmas. Em seu segundo ano, o evento é realizado pela Defesa Civil, Corpo de Bombeiros do Tocantins e Energisa. As inscrições são limitadas, mas podem ser realizadas de forma gratuita através do link <a href="https://eventos.bombeiros.to.gov.br/seminario-clima/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://eventos.bombeiros.to.gov.br/seminario-clima/</a>.</p>



<p>A programação do evento contará com duas palestras e um painel de debate. A primeira palestra será ministrada pelo Corpo de Bombeiros e apresentará o trabalho realizado no projeto Tocantins Mais Verde. Em seguida, acontece a palestra da meteorologista Ana Paula Paes, especialista em eventos climáticos extremos e doutora em eletricidade atmosférica pelo INPE, que vai apresentar a previsão climática para o período chuvoso no Tocantins, além de trazer uma visão detalhada do momento atual no Tocantins e no Brasil.</p>



<p>Além da participação da meteorologista, o evento contará com a presença do Coronel Erisvaldo de Oliveira Alves, Superintendente do Comando de Ações de Defesa Civil; Tenente-coronel Alex Matos Fernandes, Comandante Operacional do Corpo de Bombeiros Militar e o Gerente de Operação da Energisa Tocantins, Maurício Zanina, para um painel sobre o que se pode esperar dos próximos meses e como essas frentes estão se preparando para passar pelo período chuvoso no Tocantins.</p>



<p>O evento, que terá certificação de participação com carga horária de 3h, tem como público-alvo, jornalistas, poder público, estudantes, pesquisadores sobre o tema, e interessados em assuntos relacionados ao meio ambiente.</p>



<p>Confira a Programação completa:</p>



<p><em>08h &#8211; Recepção e credenciamento dos participantes</em></p>



<p><em>08h45 &#8211; Abertura do Evento</em></p>



<p><em>09h00 &#8211; Palestra &#8211; Tenente Coronel Alex Matos Fernandes. Tema:&nbsp; Operação Tocantins Mais Verde;</em></p>



<p><em>09h30 &#8211; Palestra magna &#8211; Ana Paula Paes. Tema: Cenário atual e previsão climática para o Tocantins no período chuvoso</em></p>



<p><em>10h30 &#8211; Painel sobre o clima e as previsões climáticas para o Estado do Tocantins &#8211; Palestrantes: Ana Paula Paes; Maurício Zanina; Coronel Erisvaldo de Oliveira Alves; Tenente Coronel Alex Matos Fernandes.</em></p>



<p><em>11h30 &#8211; Encerramento e brunch</em></p>



<p><strong>Serviço:</strong></p>



<p>Data: Terça-feira, 22 de outubro</p>



<p>Horário: a partir das 08h</p>



<p>Local: Auditório do Quartel do Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins &#8211; Avenida JK com Avenida NS3, Quadra 105 Sul – Plano Diretor Sul, Palmas – TO</p>



<p>Inscrições gratuitas em:&nbsp;<a href="https://eventos.bombeiros.to.gov.br/seminario-clima/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://eventos.bombeiros.to.gov.br/seminario-clima/</a></p>
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		<title>Nova frente fria chega ao Brasil e traz mudanças bruscas no clima; veja a previsão</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/nova-frente-fria-chega-ao-brasil-e-traz-mudancas-bruscas-no-clima-veja-a-previsao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 13:17:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Frente Fria]]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria deve avançar sobreo Brasil a partir desta quinta-feira (26), quebrando o ciclo de altas temperaturas que algumas regiões têm enfrentado. O fenômeno trará mudanças bruscas no clima, atingindo especialmente o Mato Grosso, gerando instabilidades significativas para grande parte do país, especialmente no Centro-Oeste e Sul. Frente fria no Brasil De acordo [&#8230;]</p>
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<p>Uma nova frente fria deve avançar sobreo Brasil a partir desta quinta-feira (26), quebrando o ciclo de altas temperaturas que algumas regiões têm enfrentado.</p>



<p>O fenômeno trará mudanças bruscas no clima, atingindo especialmente o Mato Grosso, gerando instabilidades significativas para grande parte do país, especialmente no Centro-Oeste e Sul.<br><br><strong>Frente fria no Brasil</strong></p>



<p>De acordo com a&nbsp;<em>ClimaTempo</em>, a principal preocupação com a chegada da frente fria é o forte contraste entre a massa de ar quente que predomina na região central do Brasil e a massa de ar fria.</p>



<p>Quando o ar frio, mais denso, se encontra com o ar quente, que é mais leve, ele empurra o ar quente rapidamente para cima, o que gera intensas instabilidades atmosféricas. Esse processo favorece a formação de nuvens carregadas e tempestades severas, com a possibilidade de granizo, ventos fortes e raios.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_26994"><img decoding="async" src="https://agro2.com.br/wp-content/uploads/2024/09/nova-frente-fria-no-brasil.jpg" alt="frente fria" class="wp-image-26994" title="Nova frente fria chega ao Brasil e traz mudanças bruscas no clima; veja a previsão 2"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Foto: Envato</em></figcaption></figure>



<p>O alerta para fortes tempestades abrange desde o sul de Mato Grosso do Sul até o norte do Rio Grande do Sul, com destaque para este último, que pode enfrentar chuvas intensas e risco de granizo nas áreas centrais. Em regiões como o oeste de Mato Grosso e o centro do Paraná, a previsão é de chuvas moderadas a fortes durante o dia.</p>



<p>Além das chuvas, os ventos fortes também serão uma preocupação, resultantes das variações de pressão e temperatura causadas pela frente fria. Diferenças abruptas de pressão entre duas áreas podem intensificar os ventos.</p>



<p>Para esta quinta-feira (26), são esperadas rajadas entre 51 e 70 km/h no sul de Mato Grosso e em grande parte da região Sul, elevando os riscos de danos associados aos temporais.</p>



<p>Apesar de a frente fria trazer um alívio momentâneo para as altas temperaturas, a onda de calor que atinge várias regiões do Brasil não está restrita a uma única área.</p>



<p>O resfriamento será mais perceptível nos estados do centro-sul ao longo do final de semana, mas as projeções indicam que o calor pode retornar na próxima semana, voltando a impactar diferentes partes do país.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_26992"><img decoding="async" src="https://agro2.com.br/wp-content/uploads/2024/09/previsao-de-chuva-no-brasil.jpg" alt="frente fria traz possibilidade de tempestade" class="wp-image-26992" title="Nova frente fria chega ao Brasil e traz mudanças bruscas no clima; veja a previsão 3"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Foto: Envato</em></figcaption></figure>



<p><em>Por Dinake Núbia.</em></p>
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		<title>Clima adverso reduz em 21,4 milhões de toneladas a safra de grãos</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/clima-adverso-reduz-em-214-milhoes-de-toneladas-a-safra-de-graos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Sep 2024 11:41:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Arroz e Feijão]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[Soja]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em sua última projeção da safra 2023/2024, de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica uma produção estimada em 298,41 milhões de toneladas, uma redução de 21,4 milhões de toneladas em relação ao volume obtido no ciclo anterior. A diminuição, segundo a companhia, se deve, sobretudo, à demora na regularização de chuvas no início [&#8230;]</p>
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<p>Em sua última projeção da safra 2023/2024, de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica uma produção estimada em 298,41 milhões de toneladas, uma redução de 21,4 milhões de toneladas em relação ao volume obtido no ciclo anterior.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1611841&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1611841&amp;o=node"></p>



<p>A diminuição, segundo a companhia, se deve, sobretudo, à demora na regularização de chuvas no início da janela de plantio, aliada às baixas precipitações durante parte do ciclo das lavouras nos estados do Centro-Oeste, além de Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia, São Paulo e Paraná.</p>



<p>Outro fator citado pela Conab, em nota, é o excesso de precipitação registrado no Rio Grande do Sul, principalmente nas lavouras de primeira safra.</p>



<p>“Os estados paulista e paranaense, além do Mato Grosso do Sul, também apresentaram condições adversas durante o desenvolvimento das culturas de segunda safra. Ainda assim, esta é a segunda maior safra a ser colhida na série histórica”, explica a Conab.</p>



<p>A área semeada está estimada em 79,82 milhões de hectares, um acréscimo de 1,6% ou 1,27 milhão de hectares sobre 2022/2023. Já a produtividade média das lavouras registra redução de 8,2%, saindo de 4.072 quilos por hectare na temporada passada para 3.739 quilos por hectare.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-soja">Soja</h2>



<p>Dentre as culturas afetadas pelo clima adverso, a Conab destaca a soja, cujo volume total colhido na safra 2023/2024 é estimado em 147,38 milhões de toneladas, uma redução de 7,23 milhões de toneladas em relação ao período 2022/2023.</p>



<p>“A queda observada se deve, principalmente, ao atraso do início das chuvas, às baixas precipitações e às altas temperaturas nas áreas semeadas entre setembro e novembro, nas regiões Centro-Oeste e Sudeste e na região do Matopiba [Maranhão, Tocantis, Piauí, Bahia]”, informa.</p>



<p>Segundo a companhia, esse cenário causou replantios e perdas de produtividade. Apenas em Mato Grosso, principal estado produtor de soja, a produção ficou em 39,34 milhões de toneladas, uma redução de 11,9% em relação ao primeiro levantamento e de 15,7% em relação à safra passada.</p>



<p>No Rio Grande do Sul, o excesso de chuva também prejudicou a produção da oleaginosa.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-milho">Milho</h2>



<p>Outro produto que, segundo a Conab, também sofreu consequências do clima ao longo do desenvolvimento do cultivo foi o milho. Na primeira safra, as altas temperaturas e chuvas irregulares impactaram importantes regiões produtoras, como Minas Gerais.</p>



<p>“No segundo ciclo do cereal, o clima foi mais favorável em Mato Grosso e Goiás, por exemplo. Mas em Mato Grosso do Sul, em São Paulo e no Paraná, veranicos ocorridos em março e abril, aliados a altas temperaturas e ataques de pragas, comprometeram o potencial produtivo.”</p>



<p>Além do menor desempenho, a companhia identificou redução na área destinada ao cultivo do grão. “Nesse cenário de menor área e produtividade, a colheita total de milho está estimada em 115,72 milhões de toneladas nesta safra, queda de 12,3% do produzido em 2022/2023”.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-algodao">Algodão</h2>



<p>A Conab apontou ligeira queda de 1,5% na produtividade do algodão, estimada em 4.561 quilos por hectare de algodão em caroço. A área destinada para a cultura, entretanto, registrou “aumento expressivo” de 16,9%, o que reflete em uma elevação na produção de 15,1%.</p>



<p>Apenas para a pluma, a companhia estima uma colheita de 3,65 milhões de toneladas, “novo recorde para a série histórica”.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-arroz-e-feijao">Arroz e feijão</h2>



<p>O volume colhido para arroz e feijão também é maior nesta safra quando comparado à temporada passada. No ciclo 2023/2024, a produção estimada em 10,59 milhões de toneladas de arroz representa um crescimento de 5,5%.</p>



<p>“Essa elevação é influenciada, principalmente, pela maior área cultivada no país, uma vez que a produtividade média das lavouras foi prejudicada, reflexo das adversidades climáticas, com instabilidade durante o ciclo produtivo da cultura, em especial no Rio Grande do Sul, maior estado produtor do grão.”</p>



<p>No caso do feijão, a safra total estimada é de 3,25 milhões de toneladas, 7% superior à produção de 2022/23. O bom resultado é influenciado, principalmente, pelo desempenho registrado na segunda safra da leguminosa, onde foi registrado um acréscimo de 18,5% na produção, chegando a 1,5 milhão de toneladas”.<br><br><em>Por Agência Brasil. </em></p>
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		<item>
		<title>Estado abre inscrições para o 10º Encontro Estadual para apresentação das tendências agroclimatológicas</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/estado-abre-inscricoes-para-o-10o-encontro-estadual-para-apresentacao-das-tendencias-agroclimatologicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Aug 2024 11:49:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agroclimatológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro). e parceiros abrem inscrições para o 10º Encontro Estadual para Apresentação das Tendências Agroclimatológicas, para a safra 2024/2025. O evento será realizado no dia 29 de agosto, às 19 horas, no auditório do Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro). e parceiros abrem inscrições para o 10º Encontro Estadual para Apresentação das Tendências Agroclimatológicas, para a safra 2024/2025. O evento será realizado no dia 29 de agosto, às 19 horas, no auditório do Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas.</p>



<p>Durante a programação, os participantes poderão contar com palestras sobre as previsões e perspectivas climáticas para a safra 2024/2025 no Tocantins, e ainda as mudanças climáticas e impactos na produção agropecuária, e as ações de mitigação e adaptação em curso.</p>



<p>Segundo o gerente de Agrometereologia da Seagro, Vandré Noleto, a previsão do tempo é importante no seu dia a dia, mas ela é indispensável quando se trata do conhecimento sobre o clima na agricultura. “Uma vez que é um dos fatores que mais interfere na atividade, sabemos também que a implantação de qualquer cultura requer um estudo prévio de zoneamento climático. Dessa forma, é possível conhecer as condições da região a fim de determinar qual cultura se adapta melhor a ela e tem maior potencial produtivo, levando em consideração o clima e o solo da área”, explica.</p>



<p>O evento é voltado para pessoas ligadas ao setor agropecuário, técnicos, acadêmicos, instituições de ensino e pesquisa, empresas privadas, agentes financeiros e comunidade.</p>



<p><strong>Inscrições</strong></p>



<p>Os interessados em participar do evento podem realizar a inscrição pelo link:<a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSejOdepOeI9i8yN1dT8GNi7mbP-ckbE6SrNigWIOZVIla8N2A/viewform?usp=sf_link">https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSejOdepOeI9i8yN1dT8GNi7mbP-ckbE6SrNigWIOZVIla8N2A/viewform?usp=sf_link</a>, ou no local do evento.</p>



<p>São parceiros no evento o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Sistema OCB/TO, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (Coapa), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Agrojem, Novilho Precoce/TO, Terra Forte e Sicredi.<br><br><em>Por Secom-TO.</em></p>
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		<item>
		<title>Clima encarece preço da laranja e estoques do suco para exportação podem zerar; entenda</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/clima-encarece-preco-da-laranja-e-estoques-do-suco-para-exportacao-podem-zerar-entenda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Aug 2024 13:27:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Estoque]]></category>
		<category><![CDATA[Exportação]]></category>
		<category><![CDATA[Laranja]]></category>
		<category><![CDATA[Preço]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O calor, a seca e a incidência da doença greening nas lavouras de laranja estão fazendo com que a fruta e o suco mantenham preços elevados.&#160;Os estoques da bebida já estão tecnicamente zerados, aponta a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR). No armazenamento ideal, o volume de suco deve ser o suficiente para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O calor, a seca e a incidência da doença greening nas lavouras de laranja estão fazendo com que a fruta e o suco mantenham preços elevados.&nbsp;Os estoques da bebida já estão tecnicamente zerados, aponta a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).</p>



<p>No armazenamento ideal, o volume de suco deve ser o suficiente para durar nas épocas em que não há colheita, período de cerca de 4 meses. Quando a conta não bate, já é considerado estoque tecnicamente zerado, explica Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR.</p>



<p>O último levantamento feito pela instituição foi em dezembro e divulgado em março. Nele, o volume era de 463.940,92 toneladas,&nbsp;o segundo pior da série histórica iniciada em junho de 2011. O pior volume foi também em 2023, em junho, com 84.745 toneladas.</p>



<p>As estimativas da CitrusBR são sobre a bebida enviada para engarrafamento no exterior. Portanto, em caso de estoque zerado, faltariam novos volumes para serem embalados, mas o que já foi para a indústria ainda poderia ser encontrado no mercado.</p>



<p>Não existe um levantamento dos estoques de sucos engarrafados aqui no Brasil, uma vez que muitas empresas fazem o produto a partir da sua própria plantação.</p>



<p>O baixo volume é causado pela quantidade de frutas.&nbsp;A safra de laranja 2024/2025 no Brasil deve ser a pior em 36 anos, com cerca de 232 milhões de caixas, uma queda de 24% em relação à última colheita, aponta o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Apesar dos dados, isso não significa que não haverá laranja ou suco da fruta no mercado. Mas, com a escassez da fruta, a indústria já compete com os consumidores e o preço continua a subir.</p>
</blockquote>



<p>Em julho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) mostrou que&nbsp;os sucos de frutas (não é feita uma discriminação por sabor) ficaram 7,46%&nbsp;mais caros nos últimos 12 meses. Já o preço da laranja pêra, a mais popular, subiu 41,12% no mesmo período.&nbsp;A baía foi a que mais encareceu: 43,50%. A alta da laranja lima foi de 40,79%.</p>



<p>O&nbsp;preço para a indústria também subiu: em julho, a alta foi de 80%&nbsp;na comparação com o mesmo mês em 2023, apontam dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/ Esalq &#8211;&nbsp;<a class="" href="https://g1.globo.com/educacao/universidade/usp/">USP</a>).</p>



<p><strong>Entenda a seguir qual o cenário atual do mercado de laranja e quais as perspectivas para o futuro.</strong><br><br><strong>O estoque de suco pode zerar?</strong></p>



<p>Os estoques de suco de laranja podem zerar ao fim da safra 2024/2025, aponta uma pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de&nbsp;<a class="" href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/cidade/sao-paulo/">São Paulo</a>&nbsp;(Esalq &#8211; USP).</p>



<p>Segundo Fernanda Geraldini, pesquisadora de frutas da equipe de hortifrúti do Cepea, a concretização desse dado depende de alguns fatores: o volume de frutas negociado e das vendas para a indústria.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Mas é bem difícil que não tenha esse cenário de estoque zerado ou em níveis praticamente zerados”, afirma.</p>
</blockquote>



<p>Mesmo com a previsão, já é possível dizer que o armazenamento está tecnicamente zerado, afirma o diretor-executivo da CitrusBR.</p>



<p>O cenário atual é de uma demanda superior à oferta e de competição entre a indústria e o consumidor final pela fruta in natura, segundo Geraldini.</p>



<p>No estado de São Paulo, maior estado produtor do Brasil, cerca de 80% da safra vai para a indústria. Caso não seja o suficiente para o setor, os 20% que sobram vão ser alvo de grande concorrência, aponta.<br><br><strong>Laranja trocada</strong></p>



<p>Com a alta do preço do suco de laranja,&nbsp;o consumidor já começou a considerar outras opções de compra, como outros diferentes; assim a demanda do produto vem caindo, aponta Andres Padilla, analista do mercado de suco de laranja do Rabobank, que presta consultoria.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>De mesmo modo, os engarrafadores vêm apostando em formulações que usem menos laranja, por exemplo, adicionando suco de maçã.</p>
</blockquote>



<p>Apesar deste movimento já ter se iniciado, a demanda ainda é maior que a oferta, “ou seja,&nbsp;a quantidade de suco produzida não é suficiente para atender o mercado global”, afirma Netto.</p>



<p>Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, as preocupações do setor são duas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>em que momento a queda da demanda vai estabilizar;</li>



<li>com menos laranja sendo adicionada aos sucos, a compra do produto brasileiro pela indústria internacional também deve cair.</li>
</ul>



<p>Atualmente, os grandes consumidores da laranja brasileira são a <a class="" href="https://g1.globo.com/tudo-sobre/uniao-europeia/">União Europeia</a> e os <a class="" href="https://g1.globo.com/tudo-sobre/estados-unidos/">Estados Unidos</a>, explica Padilla.<br><br><strong>Calor e seca como inimigos da laranja</strong></p>



<p>As ondas de calor que aconteceram no segundo semestre de 2023 foram a principal razão para a atual quebra de safra da laranja, diz Geraldini.</p>



<p>É neste período do ano que ocorrem as floradas do pomar e que a quantidade de frutas que vão surgir acaba sendo definida.</p>



<p>Além do calor, as chuvas foram abaixo da média no período, prejudicando esse desenvolvimento.</p>



<p>O pesquisador Vinicius Trombin do Fundecitrus explica que, para uma boa safra de laranja, o cultivo precisa das situações abaixo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>primeiro, um período sem chuvas para causar o chamado estresse hídrico, fazendo com que a planta acumule energia;</li>



<li>depois, chuvas, para provocar o florescimento;</li>



<li>durante cerca de 2 meses após o florescimento, as temperaturas não podem ser superiores a 35°C, principalmente, por mais de um dia consecutivo.</li>
</ul>



<p>Caso as altas temperaturas perdurem por vários dias,&nbsp;a planta entra em um desequilíbrio hormonal, um segundo estresse hídrico. E, para o pé sobreviver, irá abortar os frutos. Foi o que aconteceu nesta safra.</p>



<p>“Nós tivemos 11 dias de temperaturas acima de 35°C e a média do Cinturão Citrícola ficou em 37°C”, aponta Trombin.</p>



<p>O Cinturão Citrícola abrange municípios de São Paulo e Minas Gerais.</p>



<p>O resultado foi uma queda de 29% no número de frutos por área na região. Por outro lado, tendo menos frutos no pé, os nutrientes da planta iam para as laranjas que restaram, fazendo com que elas ficassem 5% maior, afirma o pesquisador.</p>



<p><strong>Por que a irrigação não evitou o abortamento?</strong></p>



<p>Cerca de 38% dos pomares adultos do Cinturão Cítricola são irrigados, aponta Trombin. Deste modo, a maior parte da produção depende dos períodos de chuvas.</p>



<p>Mas mesmo as áreas irrigadas são prejudicadas pelas ondas de calor, afirma a pesquisadora do Cepea, Geraldini.</p>



<p>A irrigação é uma solução quando os produtores conseguem antecipar o florescimento, fugindo dos meses em que há mais risco de altas temperaturas, afirma Trombin, do Fundecitrus.<br><br><strong>Pomares doentes</strong></p>



<p>Cerca de 77 milhões de laranjeiras estão contaminadas com o greening no Cinturão Citrícola, representando cerca de 38,06% do plantio, aponta o Fundecitrus.</p>



<p>O greening é uma doença que afeta os pomares e diminui a qualidade e a produtividade da fruta. Ela é causada por uma bactéria, que, por sua vez, é disseminada por um inseto.</p>



<p>Atualmente, é possível encontrar plantas doentes em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e Goiás, explica Olavo Bianchi, pesquisador do Fundecitrus.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>A bactéria coloniza um dos vasos condutores de nutrientes da planta, causando quedas de frutos, os deixando tortos, com perda na qualidade do suco e até a morte do laranjal.</p>
</blockquote>



<p>A doença não tem cura e a legislação obriga o produtor a remover o pé adoecido.</p>



<p>O ideal é prevenir a disseminação da bactéria por meio de pulverização recorrente, diz Bianchi.</p>



<p>Entre 2022 e 2023, a incidência de greening cresceu em 54%, aponta o Fundecitrus. Essa alta foi motivada pela resistência desenvolvida pelos insetos a alguns produtos químicos e porque alguns produtores deixaram de erradicar os pés contaminados.</p>



<p>Mas o pesquisador afirma que o comportamento está mudando e que os agricultores estão mais atentos às medidas contra o greening — o que pode gerar uma melhora no cenário.</p>



<p>Não apenas o Brasil é afetado pela doença. Na Flórida, nos Estados Unidos, todos os pomares estão contaminados, afirma Andres Padilla, do Rabobank.</p>



<p>Com este cenário,&nbsp;o preço do suco de laranja no mercado internacional triplicou nos últimos 2 anos, passando de cerca de US$ 2 mil por tonelada, para US$ 6 mil, aponta Padilla.</p>



<p>Os norte-americanos são o terceiro maior produtor de suco e o sexto maior da fruta, aponta o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).<br><br><strong>O preço vai melhorar?</strong></p>



<p>Para Geraldini, do Cepea, o Brasil&nbsp;deve levar até 3 safras para conseguir repor os estoques dos sucos, ou seja, cerca de 3 anos.</p>



<p>Isso porque, em caso de remoção de pés devido ao greening, este é o período que leva, após um novo plantio, para acontecer uma boa colheita.</p>



<p>Há ainda alguns produtores migrando para o Mato Grosso do Sul e novas regiões de Minas Gerais para fugir da doença, o que corrobora com este prazo, aponta Padilla, do Rabobank.</p>



<p>Contudo, o analista do setor é otimista e acredita que, caso o segundo semestre tenha a temperatura mais amena e menos chuvas, ano que vem a safra pode ser maior do que a deste ano. Mas poderia levar até 2 anos para esta melhora refletir no preço do suco.<br><br><em>Por Vivian Souza.</em></p>
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